Etiópia enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, alerta escritório humanitário da ONU


Sexta-feira, 29 de outubro de 2015, às 12h32


Condições climáticas do país foram alteradas pelo fenômeno ‘El Niño’, que reduziu volume de chuvas no verão, quando as precipitações chegam a abastecer 85% do território. Estiagem agrava a insegurança alimentar.

ONU Brasil

A Etiópia enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, segundo relatório publicado nesta segunda-feira (26) pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

 

Faixa de terras secas na região desértica da depressão de Danakil, no norte da Etiópia. Foto: IRIN / Siegfried Modola

Faixa de terras secas na região desértica da depressão de Danakil, no norte da Etiópia. Foto: IRIN / Siegfried Modola

 

De acordo com a agência da ONU, as condições climáticas do país foram alteradas pelo fenômeno ‘El Niño’, que provocou a escassez das chuvas de verão, responsáveis pelo abastecimento de até 85% do território do país. Previsões para 2016 indicam que a situação tende a piorar.

Somada aos baixos volumes de precipitações durante a primavera, a atual estiagem tem consequências significativa para a população. “Isso expandiu enormemente a insegurança alimentar e a má nutrição e devastou meios de subsistência por seis regiões afetadas do país”, afirmou o OCHA.

A ONU, em conjunto com o governo etíope, tem realizado reuniões com doadores e nações parceiras a fim de solicitar mais contribuições para lidar com a crise.

Apesar da seca em grande parte da Etiópia, o escritório das Nações Unidas alertou também para as enchentes recorrentes na região somali, onde o nível do rio Wabishabelle tem aumentado por conta de chuvas pesadas provocadas pelo mesmo fenômeno climático que está causando a estiagem, o El Niño.

Na semana passada, esse rio transbordou e inundou comunidades à margem do curso d’água, no distrito de Imy, forçando 700 famílias a buscar refúgio nas áreas urbanas. Os distritos de Mustahil e Kelafo, divisões administrativas afetadas comumente pelas secas, também correm o risco de serem alagados pelo Wabishabelle.

A Força-Tarefa Nacional para Enchentes está preparando planos de contingência para reduzir e mitigar os impactos das possíveis cheias.

60 milhões de pessoas teriam sido forçadas a abandonar seu lugar de origem. Guerra na Síria é uma das principais causas da crise de refugiados. Foto: ACNUR / Guarda costeira italiana / Massimo Sestini

60 milhões de pessoas teriam sido forçadas a abandonar seu lugar de origem. Guerra na Síria é uma das principais causas da crise de refugiados. Foto: ACNUR / Guarda costeira italiana / Massimo Sestini

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