Gravidez tubária: sintomas, diagnóstico e tratamento


Sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017, às 17h22


Essa gravidez está associada à lesões na trompa e o tratamento pode ser clínico, cirúrgico ou expectante. Leia a matéria da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Uma gravidez tubária, ou ectópica, ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta em um lugar fora do útero. Em alguns casos, ela pode ocorrer na cavidade abdominal, do ovário ou no colo uterino. Com sintomas iniciais como sangramento vaginal incomum e dor forte e persistente em um dos lados do abdome, o diagnóstico tardio provoca o rompimento da trompa, causando dor aguda e intensa espalhada pelo abdome, sudorese, taquicardia e até desmaios.

 

Cerca de 65% das mulheres que apresentam esse tipo de gravidez podem ter uma gestação normal em até um ano, tranquiliza especialista. Foto: divulgação / SOGESP

Cerca de 65% das mulheres que apresentam esse tipo de gravidez podem ter uma gestação normal em até um ano, tranquiliza especialista. Foto: divulgação / SOGESP

 

Para um diagnóstico exato, deve-se comprovar a situação por meio da anamnese, ao combinar o relato dos sintomas da paciente com exames laboratoriais. “A primeira suspeita ocorre quando não é possível identificar a gravidez dentro do útero. Por isso, apesar de não podermos nos limitar a esse método, a ultrassonografia é capaz de identificar esse tipo de gestação”, informa o dr. Paulo Nowak, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

As principais causas dessa gravidez estão relacionadas à existência de lesões na trompa, que impedem a progressão do óvulo fecundado até o útero – entre elas, doença inflamatória pélvica, endometriose e cirurgias abdominais, como retirada de apêndice e cesarianas. Além disso, a gestação por fertilização, o uso de DIU e o tabagismo, que contém componentes que favorecem a implantação em local errado, elevam a chance do problema.

Em relação ao tratamento, este pode ser cirúrgico, clínico ou expectante, dependendo do quadro apresentado pela paciente. Quanto mais precoce identificar esse tipo de gravidez, mais favorável será a terapia medicamentosa ou expectante. Enquanto isso, se a gestação está mais avançada, muitos casos necessitam de cirurgia (laparoscopia), o que pode incluir a retirada da tuba comprometida.

Caso a tuba afetada seja mantida e não tenha lesões, a fertilidade da mulher não será prejudicada. No entanto, se a trompa for comprometida, e a outra estiver normal, a chance de gravidez futura também é alta. “Cerca de 65% das mulheres que apresentam esse tipo de gravidez podem ter uma gestação normal em até um ano”, afirma. Porém, se a causa principal da gravidez tubária afetar ambas as tubas, prejudica a sua capacidade reprodutiva.

medicinasaude

Acesse a nova página especial sobre Medicina&Saúde, onde encontra todos os os posts do site sobre o assunto com um só clique. Ilustração: aloart

Leia mais sobre
MEDICINA&SAÚDE

Leia as últimas publicações

Recent Videos

Pandemia não impede obras de infraestrutura no Brasil, vídeo
3º Drive Thru Solidário acontece sábado (16) na Rua Emília Marengo
Governador João Doria confirma quarentena até 31 de maio
Pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro sobre saída de Sérgio Moro de seu governo
Coletiva de imprensa convocada por Sérgio Moro
Conferência interministerial do governo Bolsonaro, assista ao vivo
Pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro
Atualizações interministeriais do Governo Federal contra a COVID-19, ao vivo
  • Pandemia não impede obras de infraestrutura no Brasil, vídeo

  • 3º Drive Thru Solidário acontece sábado (16) na Rua Emília Marengo

  • Governador João Doria confirma quarentena até 31 de maio

  • Pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro sobre saída de Sérgio Moro de seu governo

  • Coletiva de imprensa convocada por Sérgio Moro

  • Conferência interministerial do governo Bolsonaro, assista ao vivo

  • Pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro

  • Atualizações interministeriais do Governo Federal contra a COVID-19, ao vivo

Categorias

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Share This