Rolling Stones, símbolo da irreverência do rock, fazem show histórico em Cuba


Sábado, 26 de março de 2016 às 15h37


Nos anos 60, o rock’n’roll foi considerado um tipo de música “ligada ao imperialismo e um modelo de desvio ideológico” na ilha de Fidel Castro e o gênero musical proibido. À reaproximação de Havana com Washington, os Stones fizeram um show para quase meio milhão de pessoas.

Gerson Soares

Se por um lado os cubanos mostraram o quanto gostam de se divertir e cantar, por sua vez o rock’n’roll demonstra toda a sua força e irreverência com os rapazes ingleses. Mick Jagger, 72; Keith Richards, 72; Charlie Watts, 74 e Ronnie Wood, 69, fizeram o maior show de rock que Cuba já pode ver, lotando o complexo da Ciudad Desportiva com capacidade para 450 mil pessoas, num evento histórico, marcando de vez os novos tempos na ilha de Fidel.

 

Fotos: reprodução / site dos Rolling Stones

Fotos: reprodução / site dos Rolling Stones

 

O gênero musical, que teve sua origem desafiando as proibições e se opondo à guerra e violência, foi sendo liberado aos poucos nos últimos 30 anos em Cuba, depois de ser proibido a partir dos anos 60. Segundo os protagonistas da revolução cubana e o regime dos Castro, a música de bandas como Beatles e Rolling Stones era considerada “uma arma do imperialismo e uma forma de desvio idiológico”, leia-se um incentivo ao modo de vida capitalista, potencial inimigo dos revolucionários.

Na noite desta sexta-feira (25), um dos mais irreverentes grupos de rock do mundo, subiu ao palco de 80 metros de comprimento para cantar e tocar de graça, mostrando a vitalidade da sua música para aproximadamente 5% da população cubana, um número bastante expressivo. Algo como 10 milhões e 200 mil brasileiros indo ao show da banda inglesa numa única noite, considerando a população do Brasil. Cuba tem aproximadamente 11 milhões de habitantes.

Para deixar a festa ainda mais interessante, o site dos Rolling Stones promoveu uma enquete, perguntando aos cubanos qual música eles gostariam de ouvir durante o show. A canção seria um elemento surpresa, e no final a escolhida foi Jumping Jack Flash (1968). Irreverente, o vocalista dos Rolling Stones, disse que “os tempos estão mudando”. “Sabemos que há alguns anos era difícil ouvir a nossa música em Cuba, mas aqui estamos nós”, afirmou Mick Jagger, em espanhol e da mesma forma saudou o público antes da performance do hit do final da década dos anos 60: “Olá, Havana. Boa noite, meu povo de Cuba.”


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