Senado: novo marco legal da biodiversidade deve ser votado em Plenário
mar31

Senado: novo marco legal da biodiversidade deve ser votado em Plenário

Terça-feira, 31 de março de 2015, às 09h22 Agência Senado | Iara Guimarães Altafin e Augusto Castro Nesta terça-feira (31), os senadores devem concluir a votação do chamado novo marco legal da biodiversidade (PLC 2/2015). Entretanto, como os senadores devem promover mudanças no texto, a matéria, que tramita com urgência constitucional, poderá voltar para análise da Câmara dos Deputados. Mas se for aprovado sem modificação ou apenas com emendas de redação, seguirá para sanção presidencial. Devido à urgência, a proposta precisa ser votada até o dia 10 de abril, para não trancar a pauta de votações.     A nova lei vai facilitar a pesquisa com o patrimônio genético, estimular a fabricação de produtos oriundos do conhecimento gerado por essa pesquisa e ampliar a compensação às comunidades tradicionais, que detêm o conhecimento sobre a utilização de plantas e animais nativos. Os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Telmário Mota (PDT-RR) demonstraram otimismo na aprovação do projeto na próxima semana, mesmo ainda havendo pontos específicos sobre os quais ainda não há consenso. — A ideia é votar na terça-feira, já falei com o presidente Renan e o propósito é votar na terça-feira. Devem ter uns quatro pontos que serão destacados, mas acredito que o texto-base, que a gente trabalhou na Comissão de Meio Ambiente, que é fruto de entendimento, possa ser aprovado e os pontos divergentes serão destacados e vamos votar separadamente — disse Jorge Viana, que relatou a matéria na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Telmário acrescentou que “há muitos interesses envolvidos” no sentido de manter o mesmo texto aprovado pela Câmara, porém ele aponta algumas imperfeições desse texto em sua opinião. — Ele não dá garantia da manutenção do nosso patrimônio da biodiversidade, não faz justiça com quem é detentor de conhecimento, não reconhece os indígenas como povo, mas apenas como população. É preciso fazer alguns reparos, que já foram propostos nas diversas comissões. Mas acho que dá para votar, algumas questões serão destacadas e votadas no Plenário. Acho que vai ter esforço conjunto para votar em Plenário na próxima semana — afirmou Telmário, que relatou a proposta na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). “Tramitação peculiar” O PLC 2/2015 vem tendo uma “tramitação peculiar” desde que chegou ao Senado no final de fevereiro, segundo palavras do secretário-geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello. — O projeto da biodiversidade teve uma peculiaridade. Ele tramita sob urgência constitucional, requerida pela presidência da República. O projeto foi distribuído simultaneamente para três comissões [CCJ, CAE e CMA], depois foram aprovados requerimentos para ele passar por outras duas comissões [CCT...

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SP lança projeto para proteger e recuperar mananciais
mar26

SP lança projeto para proteger e recuperar mananciais

Quinta-feira, 25 de março de 2015, às 11h05   Plantio de mudas deu início ao programa Nascentes, “Piracaia I”, de restauração ecológica nas bacias hidrográficas do Sistema Cantareira. Um plantio de mudas de espécies nativas em área ciliar degradada no Sítio Beira-Rio, no município de Piracaia, marcou o inicío do programa Nascentes, “Piracaia I”, nesta sexta, 20. O projeto visa promover a restauração ecológica nas bacias hidrográficas que alimentam o Sistema Cantareira, especificamente a Represa da Cachoeira, com o plantio de mudas nas Áreas de Preservação Permanentes (APPs) hídricas em, no mínimo, dez hectares.     “Aqui está uma das 5 represas do Cantareira, a Represa do Cachoeira. Nós vamos na primeira fase plantar 6,3 milhões de mudas nativas para matas ciliares. Temos já 5 penitenciárias produzindo mudas, temos mais 11 que vão entrar no programa, serão 16 penitenciárias”, disse o governador Geraldo Alckmin, em Piracaia. Está previsto o plantio de mudas em 10,22 hectares de áreas ciliares em seis propriedades rurais, próximas da Represa da Cachoeira. O município de Piracaia fica na Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí (Bacia PCJ). A meta é restaurar cerca de 20 mil hectares de matas ciliares e proteger seis mil quilômetros de cursos-d’água com investimentos públicos e privados. As ações abrangem as bacias hidrográficas do Alto Tietê, Paraíba do Sul e Piracicaba/Capivari/Jundiaí, regiões que concentram mais de 30 milhões de habitantes. Os donos das seis propriedades rurais envolvidas no projeto destinaram, individualmente, áreas de 1,82 ha, 0,89 ha, 2,37 ha, 1,32 ha, 0,89 ha e 2,93 ha, totalizando 10,22 hectares, nas quais o Piracaia I será executado. A iniciativa envolve proprietários locais, prefeitura, sindicato, ONGs, secretarias de Estado, associações e cooperativas com o intuito de aliar conservação da biodiversidade à qualidade da água. Outras instituições envolvidas no projeto “Piracaia I” são a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da secretaria de Estado da Agricultura, a prefeitura e o sindicato rural de Piracaia. “Piracaia I” é o primeiro projeto de restauração ecológica do Programa Nascentes aprovado pela Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN), da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Do Portal do Governo do...

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Os alertas aumentam e o desmatamento não para
mar04

Os alertas aumentam e o desmatamento não para

Quarta-feira, 4 de março de 2015, às 16h19 Do Greenpeace Inpe divulga primeiro relatório DETER do ano e janeiro já registra a maior área com alerta de desmatamentos dos últimos cinco anos para o mês. O balanço de alertas de desmatamento (corte raso da floresta) e degradação florestal do período de novembro de 2014 à janeiro de 2015 na Amazônia, divulgado ontem (dia 2) pelo Inpe traz mais más notícias aos brasileiros. Os dados – do Deter, Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real do Inpe – mostram que o mês de janeiro de 2015, em especial, apresentou alertas de desmatamento e degradação florestal em uma área de 129,36 km², um número que sozinho é quase igual à soma dos dados dos meses de janeiro dos últimos cinco anos: 147,64 km². Lamentavelmente, janeiro de 2015 não é um ponto fora da curva. Ao analisar os dados de corte raso dos últimos seis meses (agosto de 2014 a janeiro deste ano, meses que vão compor o número final do desmatamento de 2015 apurado por outro sistema do Inpe, o Prodes) fica evidente que o ataque à maior floresta tropical do planeta voltou a ser alarmante: os alertas de desmatamento cresceram 56% em área, e a degradação subiu incríveis 162%, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior. O Deter permite a constatação rápida do que está acontecendo na floresta e oferece suporte à fiscalização e controle do desmatamento pelo IBAMA. Embora impreciso, ele indica a tendência de aumento ou diminuição da perda florestal ao longo do ano. A estimativa oficial do desmatamento de 2015, apurado pelo Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélite (Prodes) sairá no final do ano. O número final, como acontece todos os anos, será anunciado por volta de março de 2016. No período de agosto de 2013 a janeiro de 2014, foram detectados alertas de desmatamento em 688,7 km². Este ano, entre agosto de 2014 e janeiro, foram detectados alertas em 1.074,3 km², o que representa um aumento de 56% em relação ao período anterior. Já em termos de degradação florestal, processo que muitas vezes dá início ao ciclo do desmatamento, os alertas corresponderam à uma área de 403,8 km² no primeiro período e 1059,9 km² no segundo período, um aumento de 162%. Apesar do otimismo do governo em relação à queda da taxa do desmatamento registrada pelo PRODES nos últimos anos, diversos fatores ainda ameaçam a floresta, colocando em risco essa conquista. A exploração ilegal de madeira segue fora de controle, o avanço de atividades agropecuárias sob a floresta continua, e a bancada ruralista no Congresso está mais...

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fev12
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nov16
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Greenpeace: Fechando o cerco contra a madeira ilegal
nov12

Greenpeace: Fechando o cerco contra a madeira ilegal

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, às 15h53 Carregamento surpreendido pelo Greenpeace na Holanda na semana passada deve ser investigado pelas autoridades belgas. Na quinta-feira passada (6), ativistas do Greenpeace surpreenderam um navio que se aproximava do Porto de Roterdã, na Holanda, com madeira exportada pela serraria Rainbow Trading, denunciada por receber e comercializar madeira ilegal, informa a ONG. A madeira será inspecionada pela alfândega de acordo com a Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção), que controla o comércio de espécies ameaçadas entre países signatários, como o Mogno e algumas espécies de Cedro. No entanto, não é competência da alfândega avaliar a origem da madeira. Como o destino final dessa madeira é Antuérpia, na Bélgica, as autoridades competentes holandesas alegam não ser de sua responsabilidade realizar uma investigação, mas garantiram ao Greenpeace que irão entrar em contato com as autoridades belgas para assegurar que elas obtenham as informações necessárias sobre o carregamento para que possam acompanhar a chegada da madeira e aplicar a EUTR (European Union Timber Regulation) – legislação que proíbe a importação de madeira ilegal para o mercado europeu. As autoridades competentes holandesas disseram também que irão colaborar com as autoridades brasileiras para que tomem atitudes. Ainda não foi possível confirmar os resultados sobre a inspeção da alfândega no Porto de Roterdã. No entanto, ela não traduz toda a preocupação do Greenpeace em relação à origem da madeira, mesmo esta não sendo espécie ameaçada. Apenas uma verificação no âmbito da EUTR poderia ter algum efeito para apreensão e investigação dessa madeira. Segundo nossas investigações, o navio carregava containers com Ipê, madeira nobre da Amazônia, para ser descarregada na Bélgica. Esse foi o terceiro carregamento indo da Rainbow para a Europa no ultimo mês. “As empresas são obrigadas por lei a manter a madeira de alto risco fora do mercado da União Europeia. Comprar madeira de serrarias como a Rainbow Trading é o mesmo que descumprir a lei, já que sua origem foi contaminada por madeira ilegal. Essa madeira deve ser apreendida e investigada, e não vendida direto no mercado. As autoridades belgas devem assumir as suas responsabilidades e as empresas devem ter pleno controle de suas cadeias de abastecimento”, afirma Marina Lacôrte, da Campanha da Amazônia do Greenpeace. As empresas europeias que estão comprando madeira amazônica da Rainbow Trading foram avisadas pelo Greenpeace de que estavam arriscando comprar madeira ilegal – independentemente da pilha de documentação oficial e papelada que acompanha essa madeira. Como o Greenpeace tem mostrado desde maio na Campanha Chega de Madeira Ilegal, a documentação oficial usada por madeireiros na Amazônia não serve...

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WWF-Brasil leva para Austrália experiência brasileira com os parques nacionais
nov10

WWF-Brasil leva para Austrália experiência brasileira com os parques nacionais

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, às 20h03   WWF | Brasil – A cada dez anos, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) reúne especialistas de todo o mundo para discutir a situação das áreas protegidas existentes ao redor do planeta. Este ano, o Congresso Mundial de Parques será realizado em Sydney, na Austrália, de 12 a 19 de novembro sob o lema: Parques, pessoas e planeta: inspirando soluções. Já estão confirmados participantes de 168 países em um evento preparado para quase cinco mil pessoas. A contribuição do WWF-Brasil será levar ao congresso reflexões sobre a experiência brasileira na gestão de áreas protegidas e a conexão entre conservação e economia. No Brasil, são mais de 2 mil áreas protegidas que abrigam uma extraordinária soma de biodiversidade, recursos hídricos e serviços ecossistêmicos, mas que ainda não entram nas contas públicas – e privadas – como um dos principais ativos econômicos de que a Nação dispõe. Sem contar que essas áreas são vistas por alguns setores políticos e econômicos como empecilhos ao desenvolvimento. “Os parques nacionais devem ser protegidos, não só pelos seus valores intrínsecos, mas pelo que podem contribuir à economia e à qualidade de vida de todos os brasileiros. Isso tem de estar internalizado nas políticas públicas e fazer parte da preocupação das empresas”, ressalta Jean François Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil. Por isso, uma das discussões que o WWF-Brasil levará ao Congresso Mundial de Parques é uma análise sobre os sistemas de áreas protegidas em economias emergentes e o papel do setor privado na criação e gestão dessas áreas protegidas. “O congresso será uma oportunidade para discutirmos com outros países os desafios comuns e soluções possíveis para que as áreas protegidas sejam consideradas e integradas na economia nacional a partir do reconhecimento de sua biodiversidade e demais serviços ambientais como importantes ativos econômicos”, ressalta Timmers. Segundo ele, o Brasil tem um dos maiores sistemas de áreas protegidas do mundo, mas seu potencial de contribuir para a economia nacional é pouco explorado. Durante o congresso, o WWF-Brasil irá promover eventos paralelos junto com outras organizações para discutir a integração entre economia e conservação e propor uma agenda mínima para fortalecimento dessas áreas nos próximos quatro anos. Também faz parte da programação do WWF-Brasil no evento discutir formas de favorecer ao cidadão o contato com os parques nacionais, mesmo que isso se dê virtualmente. Por isso, um dos eventos paralelos promovidos pela organização durante o congresso irá tratar de tecnologia e uso público como forma de aproximar a sociedade das áreas protegidas. No evento, será lançado o Movimento Caminhos da Mata Atlântica, que consiste em promover o...

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Amazônia acumula 762 mil km² de desmatamento em 40 anos
out31

Amazônia acumula 762 mil km² de desmatamento em 40 anos

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014, às 08h32 Isso é o que afirma o estudo do pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe. Agência Brasil | Reportagem: Elaine Patricia Cruz | Edição: Nádia Franco Até o ano passado, o desmatamento acumulado na Floresta Amazônica, em 40 anos de análise, somou 762.979 quilômetros quadrados (km²), o que corresponde a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol. É o que revela o relatório O Futuro Climático da Amazônia, coordenado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O relatório, divulgado na tarde desta quinta-feira (30) na Sala Crisantempo, na zona Oeste de São Paulo, reúne várias estudos feitos sobre a região e é destinado à população leiga. O objetivo é universalizar o acesso a mais de 200 estudos e artigos científicos e diminuir o que o pesquisador chama de “ignorância” sobre os problemas ambientais. Nobre calcula que a ocupação da Amazônia já destruiu 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2 mil árvores por minuto, de forma ininterrupta, nos últimos 40 anos. Somando-se o desmatamento e a degradação (que considera áreas verdes, mas inutilizadas) da floresta, a destruição da Amazônia alcança mais de 2,062 milhões de km². De acordo com o relatório, o desmatamento pode pôr em risco a capacidade da floresta de rebaixar a pressão atmosférica, exportar sua umidade para outras regiões pelos chamados “rios voadores” e regular o clima, induzindo à seca. Os efeitos sobre a Região Sudeste, mais especificamente no estado de São Paulo, que enfrenta uma grande seca, ainda estão sendo estudados, mas Nobre acredita que parte disso seja reflexo do desmatamento da Mata Atlântica e do aquecimento climático. “Estamos na UTI climática”, afirmou o pesquisador, comparando o problema do clima ao de um paciente internado em um hospital. Segundo Nobre, é difícil prever se o “paciente” – no caso, a Amazônia – vai reagir, embora ainda exista uma solução para o problema. “Quando se está no processo de UTI no hospital, o médico vai dizer a que horas você vai morrer? Não vai. Depende do seu organismo e de muitos fatores, e o que o médico pode fazer é o que está ao alcance dele: informar. O que estou fazendo é informando sobre o problema ambiental na Amazônia. E acho que tem uma solução: desmatamento zero para anteontem e replantar em esforço de guerra. Mas, antes disso, um esforço de guerra real é acabar com a ignorância”, enfatizou. De acordo com Nobre, o esforço para zerar o desmatamento é insuficiente, já que é preciso também...

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Sistema Produtor Alto Tietê
out29

Sistema Produtor Alto Tietê

Quarta-feira, 29 de outubro de 2014, às 10h31 O SPAT (Sistema Produtor Alto Tietê) é um conjunto de cinco reservatórios (ou barragens) localizados entre Suzano e Salesópolis, concebidos visando o aproveitamento múltiplo de recursos hídricos, com ênfase para o controle de enchentes, abastecimento público, irrigação, diluição de esgotos e lazer. Proposto dentro dos estudos do Plano HIBRACE – numa época em que o problema de enchentes na RMSP não era agravado pelo uso e ocupação cada vez mais indevida do solo; pela impermeabilização acentuada do solo; e grande quantidade de lixo jogado no Tietê -, teve sua implantação iniciada pela barragem de Ponte Nova, localizada no rio Tietê, no município de Salesópolis. A conclusão das obras ocorreu no início da década de 70.   De uma forma global, os cinco reservatórios (Ponte Nova, no rio Tietê, na divisa dos municípios de Salesópolis e Biritiba Mirim; Paraitinga, no rio Paraitinga, em Salesópolis; Biritiba, no rio Biritiba, na divisa dos municípios de Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes; Jundiaí, no rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes; e barragem de Taiaçupeba, no rio Taiaçupeba, na divisa de Mogi e Suzano), dão auxílio importante para a redução nas vazões do Tietê e afluentes próximos à barragem da Penha,somando-se as obras de ampliação da calha do rio, especialmente no trecho Penha-Edgard de Souza. Naturalmente a preservação das várzeas do Tietê a montante da Penha, também se reveste da maior importância para que os objetivos das obras na calha a jusante sejam, na prática, efetivamente alcançados. Rio Tamanduateí Uma das mais importantes sub-bacias do Alto Tietê, a bacia hidrográfica do rio Tamanduateí, com 323 km² abrange zonas centrais de importantes cidades como São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema e Mauá. O Tamanduateí, nasce na Gruta Santa Luzia no município de Mauá e depois de percorrer 36 km desemboca no rio Tietê. Funciona como uma grande galeria de águas pluviais, apresentando variações bruscas no nível d’água, quando das precipitações pluviométricas que ocorrem com maior incidência no período de chuvas fortes, de outubro a março. No século XIX as inundações causadas pelo rio Tamanduateí na chamada Várzea do Carmo, hoje Parque D. Pedro, provocavam muitos danos às populações ribeirinhas, exigindo medidas, a exemplo da execução de obras de canalização, como forma de prevenir epidemias em consequência das enchentes.     Na década de 70 começou a ser implantado o projeto que levaria à minimização dos problemas das cheias provocadas pelo transbordamento do rio Tamanduateí. A saída então vislumbrada foi a sua canalização, iniciada pelo DAEE em abril de 1978, a partir da sua foz, no rio Tietê. Por atravessar uma área densamente...

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MP ajuíza ação para revisão do volume de água retirado do Alto Tietê
out29

MP ajuíza ação para revisão do volume de água retirado do Alto Tietê

Quarta-feira, 29 de outubro de 2014, às 09h39 Promotores pedem liminar para evitar “irreversíveis danos ambientais”. O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA) – Núcleo Cabeceiras e da Promotoria do Meio Ambiente da Capital, ajuizou, nesta terça-feira (28/10), ação civil pública ambiental, com pedido de liminar para que sejam suspensos imediatamente os limites máximos de vazão e para que seja feita revisão imediata do volume de água que tem sido retirado do Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT), autorizado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) à Companhia de Saneamento Ambiental (SABESP). De acordo com a ação, proposta pelos Promotores de Justiça Ricardo Manuel Castro, Secretário do GAEMA Cabeceiras, e José Eduardo Ismael Lutti, da Promotoria do Meio Ambiente da Capital, a medida é urgente “para que sejam prevenidos os irreversíveis e graves danos ambientais, de maneira a se efetivar uma gestão integrada entre recursos hídricos e meio ambiente”. Segundo os Promotores, devem ser adotadas as medidas necessárias para assegurar que no prazo máximo de cinco anos o Sistema Alto Tietê esteja recuperado em seu volume útil e integral e deve ser definido um volume estratégico a ser preservado ao final de cada período de planejamento. A ação também pede que a SABESP, “no período máximo de um ano, promova a integral recuperação ambiental, com o emprego exclusivo de espécies nativas em caráter heterogêneo, das áreas de preservação permanente de 100 metros contados de seu nível máximo, de todos os reservatórios que compõe o SPAT”.   Leia a ação   Assuntos relacionados Sistema Produtor Alto Tietê MP ajuíza ação para revisão do volume de água retirado do Alto...

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Governo quer derrubar MP que estende prazo para o fim dos lixões
out28

Governo quer derrubar MP que estende prazo para o fim dos lixões

Terça-feira, 28 de outubro de 2014, às 16h41 No dia 15/10, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou a discordância do governo federal quanto à prorrogação do prazo para o fim dos lixões, encerrado em agosto deste ano. O anúncio veio de encontro ao texto da Medida Provisória (MP) 651/14, aprovado um dia antes pela Câmara dos Deputados com a intenção de ampliar o prazo até 2018. Agora, a proposta segue para o Senado. Tanto a extinção dos lixões, quanto a instalação de aterros sanitários para destinação adequada dos resíduos sólidos são metas previstas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010. Outras definições contidas na resolução são a implantação da reciclagem, do reuso e da compostagem, além do tratamento de resíduos e da coleta seletiva. Adiamentos Neste contexto, a elaboração de planos de resíduos sólidos são caracterizados como requisitos para que estados e municípios recebam verbas do governo federal para investir no segmento. Ainda assim, a MP, aprovada na Câmara, amplicou o prazo de entrega destes planos até 2016, sendo a data inicial 2012. “Prorrogar por mais quatro anos para que tipo de solução?”, questionou Izabella. De acordo com ela, a ampliação do prazo perde o sentido na medida em que não são compreendidas as peculiaridades de cada município, tais como os turísticos ou com menos de 50 mil habitantes e aqueles em zona de fronteira, que teriam menos receita. Um dos aspectos destacados pela ministra foram os quase 2,3 mil municípios que cumpriram a lei. “Porque esses cumpriram e os outros não? Essas discussões têm que vir para a mesa para que possamos construir o melhor arcabouço legal para erradicação dos lixões”, avaliou. Ela acrescenta que este tipo de análise é essencial para determinação de critérios sólidos capazes de identificar os reais desafios do Brasil no tratamento de resíduos sólidos. Uma das opções para as cidades que descumpriram o prazo é assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei. Os gestores municipais que não se adequaram à política, poderão responder por ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental. Fonte: Master Ambiental, com informações da Agência Brasil e do Portal...

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Amazônia perdeu 402 quilômetros quadrados no mês passado
out21

Amazônia perdeu 402 quilômetros quadrados no mês passado

Terça-feira, 21 de outubro de 2014 às 17h23   Os dados são do Boletim do desmatamento da Amazônia Legal (setembro de 2014) SAD, elaborado por Antônio Fonseca, Carlos Souza Jr. e Adalberto Veríssimo do Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, que fica no Pará. O SAD detectou 402 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal em setembro de 2014. Isso representou um aumento de 290% em relação a setembro de 2013 quando o desmatamento somou 103 quilômetros quadrados. Foi possível monitorar 93% da área florestal na Amazônia Legal enquanto que em setembro de 2013 o monitoramento cobriu uma área menor (79%) do território. Em setembro de 2014, o desmatamento concentrou em Rondônia (33%), Pará (23%), seguido pelo Mato Grosso (18%) e Amazonas (12%), com menor ocorrência no Acre (10%), Roraima (4%) e Tocantins (1%). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 624 quilômetros quadrados em setembro de 2014. Em relação a setembro de 2013 houve um aumento de 3.797%, quando a degradação florestal somou 16 quilômetros quadrados. Desde julho de 2012, a detecção de alertas de desmatamento e de degradação florestal vem sendo realizada na plataforma Google Earth Engine (EE), com a nova versão do SAD EE. Esse sistema foi desenvolvido em colaboração a Google e utiliza o mesmo processo já utilizado pelo SAD, com iamgens de reflectância do MODIS para gerar os alertas de desmatamento e degração florestal. O MODIS é um dispositivo da NASA que orbita a Terra enviando imagens de...

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Amazônia: uma região inigualável, sob o olhar da cobiça
out21

Amazônia: uma região inigualável, sob o olhar da cobiça

Terça-feira, 21 de outubro de 2014 às 17h07 Gerson Soares O trecho abaixo é sobre o pensamento coletivo de um povo, que há muito tempo vislumbrou uma terra tão rica e bela quanto o Brasil, cada qual com suas belezas naturais, um território localizado no Norte e o segundo no Sul da América. A diferença é que desde os pioneiros, entre os primeiros colonizadores, houve aqueles que entenderam ser muito importante preservar a natureza para que as futuras gerações, não só tivessem a oportunidade de admirá-la, mas também de guardar uma riqueza inestimável e integrante. Leia o trecho do eJournal publicado pelo departamento de Estado dos Estados Unidos da América: – O Serviço Nacional de Parques (NPS) dos EUA administra um sistema que se estende por parques, costas litorâneas, trilhas, monumentos e campos de batalha e que engloba 3,6% de toda a massa continental da nação. A terra e suas formas de vida são reservadas, preservadas e protegidas do asfalto, do crescimento descontrolado e do néon tão disseminados no mundo moderno. As áreas verdes dos parques nacionais – mais de 34 milhões de hectares – devem permanecer inalteradas para as futuras gerações, segundo a lei que criou o Serviço de Parques em 1916. Muitos americanos saem dos parques com a crença certa vez descrita pelo ex-presidente Franklin Delano Roosevelt: “Não há nada tão americano quanto nossos parques nacionais. A paisagem e a vida selvagem são nativas. A idéia fundamental por trás dos parques é nativa. Em resumo, este país é do povo.” A mensagem enleva e apesar de estarem atrasados e vivendo 100 anos depois, os ativistas que trabalham para preservar o Amazonas e também outras áreas do Brasil como o Cerrado, perdem e ganham, ganham e perdem, num vaivém que aos poucos talha porções, destrói árvores centenárias, mata a criação. Cientistas, ecologistas, biólogos, índios, animais, micróbios, plantas e insetos, além de toda a abundância das águas, todos têm alertado há muito tempo sobre a degradação da Amazônia, que sob o olhar da cobiça dos endinheirados ou da ignorância das autoridades, insistem em não lhes dar a atenção necessária. Incansavelmente a natureza se manifesta, através da falta de chuvas em regiões distantes como São Paulo, desertificações, perdas irreparáveis de ecossistemas e bichos. Mas nada parece ser suficientemente claro para que seja compreensível. Por outro lado, a ciência demonstra, através de provas cabais e irrefutáveis, o quanto a região amazônica já foi prejudicada e que mesmo se as degradações cessarem, ainda levará décadas para que a biodiversidade se recupere. Hoje publicamos mais uma reportagem sobre o assunto, a fim de que mesmo polvilhada pelas nuvens, estas informações alcancem o máximo de...

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Contribua com a reciclagem de lixo, é bacana e fará bem para a cidade
out14
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Cidade de SP caminha para cumprir Agenda Ambiental
out14

Cidade de SP caminha para cumprir Agenda Ambiental

Terça-feira, 14 de outubro de 2014 às 12h54 Cidade de São Paulo ocupa posição pioneira em reciclagem de resíduos sólidos. Com a inauguração das duas primeiras centrais mecanizadas de triagem da América Latina e ampliação da coleta seletiva, cidade iniciou processo inédito. Meta é aumentar o percentual de reciclagem de 2% para 10%, até 2016. SECOM / PMSP – São Paulo iniciou um processo inédito na reciclagem de resíduos sólidos com a instalação das duas primeiras centrais mecanizadas de triagem da América Latina, que vão permitir triplicar a capacidade de processamento de recicláveis e a ampliação da coleta seletiva de lixo com a aquisição de 11 caminhões. A meta é aumentar o percentual de reciclagem em São Paulo de 2% para 10%, até 2016, conforme as informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura da cidade de São Paulo. De acordo com a secretaria, com a abertura das duas centrais mecanizadas, uma em Santo Amaro e outra em Ponte Pequena, e investimentos nas cooperativas, a capacidade de reciclagem chega a 7% dos resíduos gerados na cidade. Hoje a cidade produz, no total, 10,5 mil toneladas de resíduos por dia. Deste montante, os orgânicos são 50%, cerca de 35% é resíduo seco com possibilidade de ser reciclado e um porcentual de 18% é rejeito. Por isso, se considerarmos somente a porcentagem de resíduos secos, com as quatro centrais a cidade irá processar cerca de 45% dos recicláveis produzidos. Na agenda ambiental da cidade está ainda a reutilização dos resíduos orgânicos por compostagem, para redução da quantidade de materiais enviados aos aterros sanitários. Um projeto-piloto distribuirá 2.000 composteiras domésticas e levantará informações para a ampliação dessa política. Os avanços no manejo adequado do lixo integram um conjunto de melhorias do meio ambiente da cidade, que inclui ainda a implantação de 400 quilômetros de ciclovias até 2015, a qualificação do transporte público e a adoção das lâmpadas de LED para a iluminação pública.   Assuntos relacionados Cidade de SP caminha para cumprir Agenda Ambiental Contribua com a reciclagem de lixo, é bacana e fará bem para a cidade Prefeitura lança projeto inédito de compostagem doméstica...

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O veneno do modelo agrícola
set30

O veneno do modelo agrícola

  Terça-feira, 28 de setembro de 2014, às 18h08   Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. Com este documentário, vem a certeza deque o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica? Apoiadores Realização: Caliban Cinema e Conteúdo Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida Fiocruz Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio Bem Te Vi Cineclube Crisantempo. Fonte: ecodesenvolvimento.org, via Portal do Meio...

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set29

Jacarés e abutres em meio aos anjos do Uberaba: Srur

Segunda-feira, 28 de setembro de 2014, às 19h O artista plástico Eduardo Srur, faz sua segunda intervenção no rio Pinheiros em São Paulo. Através dos portais, ele utiliza esculturas e alegorias de desfiles de escolas de samba para sensibilizar a população. No portal instalado bem na foz do Córrego Uberaba que desagua no Tietê, o artista utilizou um abutre e dois anjos, assim como no Jaguaré. A intenção do artista é promover a conscientização das pessoas e pressionar tomadores de decisão para a necessidade de recuperação da bacia hidrográfica do Rio Pinheiros. Acesse outras imagens na nossa página do facebook   Assunto relacionado Eduardo Srur faz intervenção no Rio Pinheiros...

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WWF: Juruena livre de hidrelétricas até 2023
set28
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Ajude a preservar o berço das águas do Brasil
set25

Ajude a preservar o berço das águas do Brasil

  Quinta-feira, 25 de setembro de 2014, às 17h20   WWF-Brasil no Dia do Cerrado O WWF-Brasil promoveu uma campanha de conscientização nos meios online (mídias sociais e web), ao longo do último mês, denominada Salve o Cerrado. A instituição também lançou dois vídeos (assista acima a “Cerrado: berço das águas do Brasil” e clique aqui para assistir “Você conhece o Cerrado?”) e apoiamos a exposição “Cerrado, uma janela para o planeta”, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, aberta até 19/10. “Também promovemos um plantio simbólico de mudas de árvores nativas do Cerrado com participação da comunidade, afiliados e parceiros no Parque Ecológico da Asa Sul, em Brasília. Queremos o Cerrado por inteiro e convidamos você a nos ajudar a salvá-lo hoje e nos outros 364 dias no ano. Junte-se ao WWF-Brasil!”   Assuntos relacionados: Brasil não assina a Declaração de Nova Iorque Na Cúpula do Clima, país decepciona ambientalistas Dia Nacional do Cerrado teve pouco a comemorar Ajude a preservar o berço das águas do Brasil...

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Cerrado: hotspot mundial de biodiversidade
set20
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Desmatamento na Amazônia Legal aumenta 29% em um ano
set19

Desmatamento na Amazônia Legal aumenta 29% em um ano

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014, às 13h01 Foram destruídos 5.891 km², área equivalente a quase cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro A Amazônia Legal perdeu, entre agosto de 2012 e julho de 2013, 5.891 quilômetros quadrados (km²) de cobertura vegetal, uma área quase cinco vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a devastação foi 29% maior do que no período anterior, entre 2011 e 2012, quando 4.571 km² foram destruídos. Este é o primeiro aumento do índice nos últimos quatro anos. “Se o próximo levantamento confirmar o aumento da devastação da cobertura vegetal, podemos ter um sério problema para retomar o seu controle. Mas, mesmo que não haja esse crescimento, não podemos nos contentar com um corte de mais de 5 mil quilômetros quadrados de floresta. Ela vai acabar do mesmo jeito, mais rápida ou mais lentamente”, alertou Paulo Moutinho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Embora a Amazônia Legal seja composta por nove estados, 59,1% do desmatamento mapeado ocorreram em apenas dois: Pará e Mato Grosso. “Dois dos problemas no Pará são a especulação imobiliária e a grilagem em estradas. O aumento do preço do ouro no mercado internacional também aumentou o garimpo na região. No Norte do Mato Grosso, onde estão os grandes produtores de soja, temos que lidar com a expansão da pecuária”, disse Francisco Oliveira, diretor do Departamento de Apoio de Política para o Combate ao Desmatamento na Amazônia, órgão do Ministério do Meio Ambiente. A taxa de desmatamento é verificada com base em 216 imagens detectadas pelo satélite americano Landsat 8/OLI. O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, registra como desmatamento áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal, chamado corte raso. Fontes: O Eco, Ministério do Meio Ambiente, WWF-Brasil – via...

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Agropecuária é responsável por 90% do desmatamento ilegal no Brasil
set16
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Biotropica publica edição especial sobre ecossistemas brasileiros
set12

Biotropica publica edição especial sobre ecossistemas brasileiros

Sexta-feira, 12 de setembro de 2014, às 17h07   Agência FAPESP – A revista científica Biotropica publicou edição especial intitulada “Biologia e Conservação dos Ecossistemas Brasileiros”, com artigos open access de pesquisadores que atuam no Brasil e em outros países. Publicada pela Association of Tropical Biology and Conservation, a Biotropica é um dos principais periódicos científicos internacionais sobre ecologia, conservação e gestão dos ecossistemas tropicais e evolução, comportamento e biologia populacional de organismos tropicais. O editor-chefe da publicação, Emilio Bruna, professor de Ecologia Tropical e Estudos Latino-americanos na University of Florida, nos Estados Unidos, e diretor do Florida-Brazil Linkage Institute, apresentou a edição, lembrando que o Brasil sempre exerceu fascínio sobre os naturalistas. “Muitos estarão familiarizados com os escritos de Charles Darwin, Alfred Russel Wallace, Theodore Roosevelt, Alexander von Humboldt e João Teodoro Descourtilz descrevendo suas experiências formativas neste vasto e exuberante país”, disse na introdução do periódico. “O Brasil continua a ser uma inspiração para os biólogos contemporâneos, resultando em uma literatura sofisticada que nos permite avançar na nossa compreensão dos fatores ecológicos e evolutivos que estruturam ecossistemas tropicais, documentando as ameaças à sua continuidade e descrevendo estratégias inovadoras para a sua conservação.” Os artigos reunidos destacam os ecossistemas e a biodiversidade única do Brasil, as abordagens utilizadas na sua compreensão e conservação e a diversidade de estudos na área. “Você vai encontrar trabalhos sobre a Amazônia e a Mata Atlântica, claro, mas nós esperamos que aqueles menos familiarizados com o Brasil aproveitem a oportunidade de ler sobre biomas menos conhecidos, como a Caatinga, a floresta de araucária e o Cerrado”, disse Bruna. A edição está disponível para acesso no site da editora...

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Degradação florestal no Brasil preocupa especialistas
set08
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A favor dos animais: WildLeaks
set06

A favor dos animais: WildLeaks

Sábado, 6 de setembro de 2014, às 18h53   WildLeaks, a plataforma contra a caça ilegal e o tráfico de animais selvagens. Projeto online é a primeira plataforma de denúncias dedicada à vida selvagem e aos delitos florestais. Por José Eduardo Mendonça, do blog Planeta Urgente – Planeta Sustentável Os caçadores ilegais que estão devastando populações de rinocerontes e elefantes na África são muitas vezes protegidos da polícia por suas conexões com o poder, mas um grupo de conservacionistas está usando denúncias anônimas para tentar deter os crimes. Os fundadores do WildLeaks, uma espécie de WikiLeaks para o ambiente, dizem que esta é a primeira plataforma de denúncias dedicada à vida selvagem e aos delitos florestais.     Enquanto guardas florestais encaram criminosos armados, o projeto online quer mirar os maiores traficantes de chifres de rinocerontes e presas de elefantes, que lucram milhões de dólares com sua atividade. Um de seus fundadores é Andrea Crosta, diretor executivo da Elephant Action League, baseada na Califórnia, com 25 anos de experiência em projetos de conservação e pesquisa e 15 anos de treino em segurança de alto nível e gerenciamento de riscos. Segundo ele, a plataforma recebe todo tipo de denúncia. Uma delas, por exemplo, envolve um homem muito poderoso no Quênia ligado ao governo, e que está por trás do comércio de marfim. Há denúncias de caça a tigres no norte de Sumatra, de contrabando de macacos, em particular chimpanzés, na África Central, atividades madeireiras ilegais no México, Malawi e Rússia, pesca ilegal na costa do Alasca. Uma vez verificada a confiabilidade da informação, a organização tem três opções, diz Crosta. Pode iniciar uma investigação com seus próprios recursos em colaboração com seus parceiros, partilhar a denúncia com outros grupos ou com agências de execução da lei. “Esta parece ser uma nova abordagem para a questão das gangues criminosas”, afirma Richard Thomas, da Traffic, o principal grupo mundial de monitoramento do comércio de vida selvagem. “Pode se provar útil com o tempo.” Representantes do Grupo de Conservação do Instituto Max Plank de Antropologia Evolucionária também se mostram otimistas em relação à plataforma, da qual são parceiros. “Acho uma ideia verdadeiramente inteligente”, afirma Mimi Arandjelovic, membro da iniciativa. Mas um dos problemas do projeto é que, para ter sucesso, precisa se tornar conhecido, admite Crosta, segundo a Deutsche Welle. Fonte: National Geographic Brasil, via Portal do Meio...

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A moratória da soja
set03

A moratória da soja

Quarta-feira, 3 de setembro de 2014, às 15h17 A “moratória da soja” é consequência de uma campanha lançada pelo Greenpeace em abril de 2006 a partir de dados que demostraram, a grandes consumidores da Europa – entre as quais, a rede McDonalds –, que a expansão da soja fomentava o desmatamento ilegal na Amazônia. Diante da reação à campanha, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (ANEC) – responsáveis pelo comércio de mais de 90% da soja produzida no país – e entidades não-governamentais firmaram um boicote à compra de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia após 24 de julho de 2006.     A moratória da soja exigiu não apenas a conformidade ambiental dos produtores do grão como, ainda, o compromisso com o desmatamento ilegal zero. A fim de implementar os termos do acordo, seus participantes criaram o Grupo de Trabalho da Soja (GTS), composto pela Abiove, ANEC, e as entidades Greenpeace, WWF, Ipam e TNC. Em 2008, o acordo recebeu apoio do Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e do Banco do Brasil, que suspendeu o acesso ao crédito a produtores com identificados como protagonistas de desmatamento ilegal. Além de fornecer aos produtores informações sobre a moratória e as regras do Código Florestal, o GTS desenvolveu um sistema de monitoramento da dinâmica do desmatamento relacionada à produção de soja no bioma amazônico. Paralelamente, os representantes dos compradores assinaram o Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo e incluíram nos contratos de compra de soja cláusulas específicas possibilitando-lhes romper o negócio caso houvesse descumprimento dos termos do acordo. A vigência da moratória da soja correspondeu a um período em que a taxa anual de desmatamento, calculada pelo Prodes, se desacoplou do crescimento da produção agropecuária na Amazônia brasileira. Ou seja: enquanto o desmatamento caiu aos níveis mais baixos desde 1988, a produção agropecuária na região continuou a crescer. Analistas avaliam que esse fato se deveu a um conjunto de medidas e iniciativas adotadas tanto pelo poder público (federal estadual e municipal) quanto pelo Ministério Público, setor privado e ONGs. A moratória da soja é citada como um desses casos. Acordo chega ao fim em dezembro de 2014 Apesar de algumas dificuldades, o acordo entre os integrantes da moratória da soja vinha sendo renovado desde 2007. Porém, no último mês de janeiro, os participantes anunciaram que esta seria a última renovação, com data prevista para até 31 de dezembro de 2014. As associações argumentam que o monitoramento teria indicado que “a expansão da soja não é um importante vetor de desflorestamento do bioma Amazônia”, apontando um estudo...

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Fantástico expõe falta d’água ligada ao Amazonas
set01

Fantástico expõe falta d’água ligada ao Amazonas

Segunda-feira, 1 de setembro de 2014 às 16h48 Falta d’água em cidades tem a ver com devastação desenfreada da Amazônia Chuvas que recarregam reservatórios da região Sudeste são oriundas da Amazônia. Árvores são ‘toque final’ da máquina biológica que produz chuvas. O chão foi o destino de 20% das árvores da Floresta Amazônica original. Que isso vem acontecendo há anos, todos sabem. O que você provavelmente não sabe é que esse crime ambiental tem a ver com a falta d’água na maior cidade da América Latina. É que a Amazônia bombeia para a atmosfera a umidade que vai se transformar em chuva nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Quanto maior o desmatamento, menos umidade e, portanto, menos chuva. E sem chuva, os reservatórios ficam vazios e as torneiras, secas. Fonte: Fantástico, Rede Globo Assista a reportagem completa exibida ontem (31/08) pelo Fantástico Posts relacionados Amazônia perdeu 402 quilômetros quadrados no mês passado Amazônia: uma região inigualável, sob o olhar da cobiça Fantástico expõe falta d’água ligada ao Amazonas Floresta Amazônica: Vigilância deve ser diária Corte seletivo e fogo fazem Floresta Amazônica perder 54 milhões de toneladas de carbono por ano. Madeira ilegal: na Amazônia, lavou, ficou legal Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle de madeira não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Frequentemente, em vez de conter o crime, ele é usado para ‘lavar’ madeira produzida de forma ilegal e predatória que, mais tarde, será vendida a consumidores no Brasil e no mundo como se fosse ‘legal’. Na foto, ativistas ocupam a madeireira Pampa Exportações. Em Icoaraci, próximo a Belém, Pará, para expor a fragilidade do sistema de controle da madeira na Amazônia. Preservação da Amazônia já é questão de sobrevivência Comentário a respeito da reportagem exibida ontem pelo programa Fantástico sobre a degradação da Amazônia e a relação com a falta d'água em São...

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Preservação da Amazônia já é questão de sobrevivência
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Reservas extrativistas enfrentam o desafio da sucessão
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El Niño
jul25

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Condições oceânicas favorecem El Niño
jul25

Condições oceânicas favorecem El Niño

Sexta-feira, 25 de julho de 2014 às 19h46   NASA – Os dados dos satélites de observação do oceano e outros sensores oceânicos indicam que as condições para formação do El Niño parecem estar se desenvolvendo no Oceano Pacífico equatorial. As condições de maio 2014, tem semelhanças com as de maio de 1997, um ano que trouxe um dos mais potentes eventos de El Niño do século 20.     Durante um El Niño, os ventos alísios no Pacífico oscilam e permitem a formação de ondas gigantes, como ondas de Kelvin, no Pacífico ocidental indo na direção da América do Sul causando aquecimento das águas. A superfície das águas no Pacífico Central e Oriental tornam-se significativamente mais quentes do que o normal, alterando os padrões climáticos e afetando a pesca ao longo da costa oeste das Américas. El Niño também pode ter uma influência significativa no tempo e no clima muito longe dos...

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Brasil vacila em ratificar protocolo sobre biodiversidade
jul23

Brasil vacila em ratificar protocolo sobre biodiversidade

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h38 A demora do Congresso Nacional em votar a ratificação do Protocolo de Nagoya, assinado pelo País em 2010, pode custar a cadeira brasileira na mesa de discussões da COP-12 O Brasil foi um dos primeiros países a assinar o Protocolo de Nagoya, proposto na 10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-10), em 2010, como alternativa para regulamentação do uso de recursos da biodiversidade do planeta.     Depois de quatro anos, no entanto, o País acaba de perder a chance de participar ativamente da discussão sobre o assunto. As propostas contidas no protocolo não foram ratificadas pelo Congresso Nacional. Para entrar em vigor, 50 dos 92 signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) precisavam confirmar sua validade, incorporando-o a legislação, até junho deste ano. O que aconteceu nesta segunda-feira 11, sem a participação do Brasil. “O Brasil perdeu uma grande chance deixando de votar este projeto, uma vez que o País foi protagonista da proposta, junto com o próprio Japão. Mas se em casa a gente não consegue aprovar o que sugerimos internacionalmente, isso mostra que fomos muito bons de papo e pouco eficientes na ação”, avalia Marcio Astrini, coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil. “De certa maneira isso é um reflexo da visão ambiental do atual governo, que ao invés de ver no Meio Ambiente uma oportunidade, vê nele um empecilho”, completa Astrini. Parado desde 2012 no Congresso Nacional, o projeto foi designado para uma comissão especial, que nunca foi criada. O assunto sofre forte resistência por parte da bancada ruralista, que acredita que a ratificação da proposta poderia aumentar os custos do agronegócio no Brasil. Um dos pontos mais polêmicos refere-se ao pagamento de royalties a países pela repartição de benefícios aos detentores de conhecimentos tradicionais associado ao uso de recursos genéticos oriundos da biodiversidade, como povos indígenas e comunidades tradicionais. “O objetivo central do protocolo é aumentar a proteção sobre as reservas naturais do planeta e, para isso, deve criar uma série de regras para controlar a utilização dos recursos, estabelecendo, inclusive regras econômicas. Isso vai no caminho do que precisa ser feito no mundo todo e precisamos participar desta discussão”, observa Astrini. O Brasil concentra aproximadamente 20% de toda a biodiversidade do planeta. A regulação contribuiria para o combate a biopirataria, com ganhos no campo da ciência e também para as populações tradicionais, que teriam seus saberes reconhecidos e valorizados. Outro ponto importante do protocolo é o plano estratégico de preservação, que aumenta as áreas terrestres e marítimas a serem protegidas no planeta. As regiões terrestres protegidas passariam de...

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Justiça autoriza reabertura da USP Leste
jul23

Justiça autoriza reabertura da USP Leste

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 17h35 – atualizado às 20h11   Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar A Justiça de São Paulo autorizou a reabertura do campus da Universidade de São Paulo na zona leste da capital paulista (USP Leste). O local estava interditado desde 9 de janeiro, após a constatação da presença de gás metano – altamente inflamável – proveniente dos dejetos depositados no terreno resultantes da dragagem feita no Rio Tietê.     A decisão da Justiça se baseou no parecer técnico elaborado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o qual concluiu que “os gases presentes no subsolo, notadamente o metano, não impõem um risco iminente à segurança dos usuários do campus”. O órgão alertou, porém, que há risco no local que demandará “a manutenção e o aperfeiçoamento das medidas de intervenção que estão em curso”. A Cetesb exige que a USP faça uma medição semanal de metano nos poços de monitoramento de gases instalados no interior das edificações, mantenha o monitoramento semanal dos níveis de inflamabilidade em todos os ralos, grelhas, fissuras e ambientes confinados, e implante medidas de redução de ruído no sistema de exaustão de gases instalados. A reitoria da universidade informou, por meio de nota, que trabalha ativamente para atender às exigências técnicas e legais dos órgãos competentes de forma a garantir o retorno, com segurança, da comunidade universitária ao campus da USP Leste. “Importante ressaltar que medidas continuarão em andamento para resolver o passivo ambiental, de modo a fazer da USP Leste um modelo de ocupação segura e sustentável, em uma área que estaria, de outro modo, inutilizada para ocupação humana”, diz a nota. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, que tem cerca de 6 mil alunos e 270 professores, ainda não há previsão de data para o reinício das atividades e das aulas no campus.   Saiba mais O que diz a Cetesb Nota da USP-Leste sobre a liberação do Campus  ...

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USP Leste divulga nota sobre liberação do Campus
jul23

USP Leste divulga nota sobre liberação do Campus

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h06   Nota do reitor Marco Antonio Zago sobre a liberação da área da USP Leste Desde o início da nossa gestão, temos trabalhado ativamente para atender às exigências técnicas e legais dos órgãos competentes, de forma a garantir o retorno, com segurança, da comunidade universitária ao campus da USP Leste. Dessa forma, a liberação da área por parte da Justiça, deliberada no dia de hoje, representa importante vitória para a Universidade, muito esperada pelos cinco mil estudantes, 260 docentes e 200 servidores que compõem a EACH. Nosso empenho em relação à EACH, no entanto, não se encerra aqui. Nossa atenção principal, a partir de agora, é garantir o retorno à normalidade das aulas de graduação e de pós-graduação, das atividades de pesquisa, de cultura e de extensão universitária e dos serviços técnico-administrativos. Importante ressaltar que medidas continuarão em andamento para resolver o passivo ambiental, de modo a fazer do campus da USP Leste um modelo de ocupação segura e sustentável, em uma área que estaria, de outro modo, inutilizada para ocupação humana. O segundo aspecto é trabalhar em longo prazo, com todos os docentes, alunos e servidores da USP Leste, para fortalecê-la como uma Unidade de Ensino e Pesquisa de grande projeção dentro da Universidade, e que sirva ao mesmo tempo de instrumento de interação da Instituição com essa importante região da cidade. Marco Antonio Zago, reitor da...

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Após inspeção, Cetesb conclui que campus da USP Leste pode ser reaberto
jul23

Após inspeção, Cetesb conclui que campus da USP Leste pode ser reaberto

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade Após inspeção feita este mês na área contaminada no campus da Universidade de São Paulo na zona leste da capital paulista (USP Leste), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) encaminhou ofício hoje (22) à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente para informar que a interdição do local já pode ser suspensa, ou seja, o campus pode ser reaberto.   Parecer técnico elaborado pela Cetesb, entregue também à direção da USP Leste, concluiu que “os gases presentes no subsolo, notadamente o metano, não impõem um risco iminente à segurança dos usuários do campus”. Apesar disso, alertou o órgão, ainda há risco no local, o que demandará “a manutenção e o aperfeiçoamento das medidas de intervenção que estão em curso”. A unidade, que tem cerca de 6 mil alunos e 270 professores, está interditada desde 9 de janeiro pela Justiça, que considerou que a continuidade das atividades traz riscos à integridade física dos estudantes e funcionários. O terreno onde funciona a Escola de Artes, Ciências e Humanidades foi usado como depósito de dejetos resultantes da dragagem do Rio Tietê. Além de parte da área estar contaminada por substâncias tóxicas, existe acúmulo de gás metano no subsolo. Uma das condições impostas para a liberação do campus é que seja finalizada a instalação de equipamentos necessários para o funcionamento do sistema de exaustão de gases, que já foi implantado e está em operação em praticamente todos os edifícios da unidade. Segundo a Cetesb, falta apenas a implantação desse sistema no edifício I-1 e no ginásio. Outra medida importante, informou a Cetesb, é o isolamento da área onde foi depositado, em 2011, material contaminado com bifenilas policloradas (PCB). “A direção da unidade já providenciou esse isolamento com tapumes e cobriu o terreno com grama. A Cetesb concedeu prazo de 90 dias para que seja providenciado estudo mais detalhado desse local, visando à delimitação desse solo contaminado e, a partir dos resultados encontrados, realizar avaliação de risco”, informou o órgão. O parecer técnico da Cetesb também exige que a USP faça uma medição semanal de metano nos poços de monitoramento de gases instalados no interior das edificações, mantenha o monitoramento semanal dos níveis de inflamabilidade em todos os ralos, grelhas, fissuras e ambientes confinados e implante medidas de redução de ruído no sistema de exaustão de gases instalados. Por meio de nota à imprensa, a USP informou que a decisão para a reabertura do campus cabe à Justiça, que interditou a área. “Nesse sentido, a universidade aguarda a decisão dessa...

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Olimpíadas do Rio 2016 e a poluição da baía de Guanabara
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Dia Mundial do Meio Ambiente
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Dia Mundial do Meio Ambiente

6 de junho de 2014 às 20h17 Gerson Soares O meio ambiente e a data em que se comemora seu dia deveriam ser um marco na história da humanidade que apesar de admirar as belezas do planeta ao mesmo tempo o desfigura com suas ações inconsequentes. Há milhões de anos, antes de o próprio ser humano habitar a Terra, uma catástrofe interrompeu drasticamente a existência dos animais poderosos que por aqui habitavam, os dinossauros, carbonizando bilhões deles instantaneamente. Os efeitos desse desastre espacial, provocado por um meteorito, cujo impacto formou a Cratera de Chicxulub, no México, teve outras consequências e uma delas foram as mudanças climáticas.       A Terra passou por diversos períodos, onde o clima colocou os humanos sob tais condições, que a evolução da espécie provocou mudanças até mesmo em seu sistema muscular esquelético, a fim de se adaptar. Desde que os estudos científicos avançam, o homem identifica novas janelas de conhecimento. Na pré-história utilizou ferramentas para compensar sua fragilidade perante os animais e a natureza, hoje dispõe da tecnologia que avança diariamente em pesquisas. Cientistas divulgam seus trabalhos sobre o clima do planeta e advertem para o aquecimento global, poluição dos mares e do solo há décadas. Mais recentemente, Organizações não governamentais (ONGs) também passaram a engrossar as fileiras daqueles que pretendem assegurar às futuras gerações, o direito de viver num planeta onde o ar possa ser respirado e alertam para o perigo das mudanças climáticas, a matança dos animais, às agressões aos ecossistemas mundiais. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi celebrado ontem, 5 de junho, criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução (XXVII) de 15 de dezembro de 1972, com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano.     A conferência de Estocolmo, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972 foi a primeira atitude mundial em tentar organizar as relações do Homem e do Meio Ambiente. Na capital da Suécia, Estocolmo, a sociedade científica já detectava graves problemas futuros por razão da poluição atmosférica provocada pelas indústrias. Os países pensavam que o meio ambiente era uma fonte inesgotável, e que toda ação de aproveitamento da natureza fosse infinita. No entanto, problemas foram surgindo, como o secamento de lagos e rios, o efeito da inversão térmica e as ilhas de calor. Isso levou a uma convenção onde os países se propunham ajudar um ao outro, tendo em vista esses problemas ambientais. Foi então quando a ONU decidiu inaugurar a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente. A decisão foi contestada pelos países e em...

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Grupo da USP levanta volume de dados inédito sobre o Pantanal
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Dia mundial do Meio Ambiente
jun04

Dia mundial do Meio Ambiente

4 de junho de 2014 às 18h14 O Meio Ambiente será lembrado amanhã, 5 de junho. A data foi criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na resolução (XXVII) de 15 de dezembro de 1972, com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano. A conferência de Estocolmo, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972, foi a primeira atitude mundial em tentar organizar as relações do Homem e do Meio Ambiente. Mas houve desentendimentos entre os países desenvolvidos e os chamados subdesenvolvidos. No início da década de 1980, a ONU retomou o debate das questões ambientais. Indicada pela entidade, a primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, chefiou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, para estudar o assunto. Nesse aspecto, 34 anos já se passaram, e a humanidade tem muito para estudar e no que pensar, ainda. Leia amanhã a reportagem completa. Nos desculpamos com nossos leitores, pela falta da publicação sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, a reportagem será publicada amanhã...

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Subprefeituras comemoram o Dia do Meio Ambiente
jun04

Subprefeituras comemoram o Dia do Meio Ambiente

04 de junho de 2014 às 17h36 O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho, mas sua criação ocorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1972, durante a Conferência de Estocolmo (Suécia). A data visa aumentar a conscientização e ação política aos povos e países na preservação ambiental. Neste ano, o foco da data serão as mudanças climáticas, com o tema Aumente sua voz, não o nível do mar. Em São Paulo, as subprefeituras celebram o Dia do Meio Ambiente com atividades gratuitas. Ações promovidas nos bairros são voltadas a públicos de todas as idades. Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6), as subprefeituras promovem atividades de educação ambiental para todos os públicos. As comemorações iniciam às 9h30, desta quinta-feira, na Praça Santíssima Trindade, com atividades especiais para as crianças na região da Subprefeitura Casa Verde. A programação terá apresentação de coral, plantio de mudas e atividades recreativas para as crianças. Ainda na zona Norte, a partir das 14h, haverá roda de conversa sobre A Sustentabilidade na nossa região… É fato ou boato, no CEU Jaçanã. O encontro terá a presença de especialistas em meio ambiente, personalidades do setor público, privado e população local. Na zona Leste, acontecerá a 3ª edição do Canteiro não é lixeira, no CEE Centro Educacional Esportivo Vicente Ítalo Feola (Clube da Vila Manchester), no bairro Aricanduva. A partir das 10h, os moradores estão convidados a participar de diversas atividades, como: oficinas de hortas verticais, reaproveitamento de materiais recicláveis, distribuição de mudas e a exposição de tenda de zoonoses. A iniciativa quer conscientizar a população a não jogar lixo em calçadas, canteiros, ruas e terrenos baldios. Para os alunos da EMEF Prof. Carlos Rizzini, a atividade será o workshop Verde que te quero ver de perto, nas trilhas da centenária Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro, com a equipe de engenheiros agrônomos da subprefeitura da região. A ação terá início às 10h30 e ao final, os estudantes participarão de encontro com contadores de histórias do grupo Línguas Encantadas e Encantantes. Exposições Ainda no dia 5, às 19h, será realizada a abertura da exposição fotográfica Jardins Secretos, de Alexandre Ozório. O fotógrafo registra a força da natureza, em pleno centro de Santo Amaro. Com curadoria da Casa de Cultura Cora Coralina, a mostra ficará aberta ao público até 5 de julho no saguão do Paço Cultural Júlio Guerra. Para fechar as celebrações, no sábado (7), a partir das 10h, os moradores de Guaianases poderão retirar mudas de plantas ornamentais e sementes de cacto, camomila, couve, brócolis, alface e rúcula, no Parque Linear Guaratiba. A iniciativa é uma parceira entre...

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