Teori põe investigação sobre Lula na Lava Jato em segredo de Justiça


Sexta-feira, 8 de abril de 2016 às 11h36


O relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, decidiu ontem (7) que investigação sobre Lula deve ser tratada em segredo de Justiça e que tudo sobre as delações premiadas deverá ser mantido em sigilo. Leia as reportagens de André Richter (Lula) e Michèlle Canes (delações premiadas).

Agência Brasil

A decisão sobre o ex-presidente foi tomada após a Corte receber do juiz federal Sérgio Moro os áudios em que a presidente Dilma Rousseff e ministros do governo aparecem em conversas com Lula, que estava sendo monitorado pela Polícia Federal.

 

Ministro Teori Zavascki é o relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Ministro Teori Zavascki é o relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

 

No mês passado, a Corte decidiu que as investigações da Operação Lava Jato sobre o ex-presidente devem permanecer no STF, por envolver conversas entre Lula e a presidente. Os diálogos foram divulgados após a decisão de Sérgio Moro que retirou o sigilo das investigações.

Antes do julgamento, Moro reconheceu que seu entendimento sobre a questão foi incorreto. O juiz disse que não determinou a quebra de sigilo telefônico de nenhuma pessoa com prerrogativa de foro e que os diálogos envolvendo a presidente Dilma e os ministros do gabinete pessoal da Presidência, Jaques Wagner; e da Fazenda, Nelson Barbosa; além de parlamentares, foram encontradas de forma fortuita nas investigações.

Delações premiadas

O ministro Teori Zavascki disse cumprirá a lei sobre acordos de colaboração premiada. “Em matéria de colaboração premiada, a lei estabelece que tudo tem que ser mantido em sigilo. Enquanto as partes não abrirem mão do sigilo, eu vou cumprir a lei”, respondeu o ministro ao ser questionado por jornalistas a respeito da suposta delação premiada do ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo.

Nesta quinta-feira, o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem em que diz que a Andrade Gutierrez fez doações legais às campanhas de 2010 e 2014 da presidente Dilma Rousseff e aliados “utilizando propina oriunda de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico”. A informação estaria na delação premiada de Azevedo. Segundo a reportagem, a delação aguarda a homologação por parte do ministro Zavascki. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não se pronunciou a respeito do tema.

O juiz Federal Sérgio Moro participa do simpósio Lava Jato e Mãos Limpas, realizado no auditório do  Procuradoria Regional da República da 3ª Região em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O juiz Federal Sérgio Moro participa do simpósio Lava Jato e Mãos Limpas, realizado no auditório do Procuradoria Regional da República da 3ª Região em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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