Nos meses de julho e agosto as flores das cerejeiras desabrocham no Brasil, proporcionando um espetáculo de cores. Na capital paulista, o Parque do Carmo é famoso pelo seu Sakura Matsuri ou Festival da Cerejeira. Neste final de semana, está andamento a 45ª Festa das Cerejeiras.
Quem quiser aproveitar a oportunidade poderá saborear pratos típicos da cozinha japonesa e apreciar a beleza das flores. Os japoneses chamam essa prática de “hanami” – a arte de observar as flores. Como atração paralela à festa, acontece o 5° Festival das Estrelas “Tanabata”, onde os visitantes podem escrever seus pedidos em tiras de papel consagradas aos “tanzakus”, que na cerimônia de encerramento serão queimadas, levando seus pedidos às estrelas.
Lenda do Tanabata Matsuri
Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime a “Princesa Tecelã”.
Certo dia, Tentei o “Senhor Celestial”, pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu, o “Pastor do Gado” (também conhecido como Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela. Os dois se apaixonaram, foi amor à primeira vista. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.
Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.
A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.
Na mitologia japonesa, este casal é representado por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que, segundo os astrônomos, realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).
Sakura e fruto do ume
“Três variedades da Sakura se adaptaram bem ao clima Brasileiro: a Okinawa, a Himalaia e a Yukiwari, que podem ser encontradas no Bosque das cerejeiras no Parque do Carmo. A Flor de Cerejeira simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. No Japão, conhecida como “Sakura”, é um símbolo nacional, e há registro de mais de 300 variedades”, escreveu Roberto Sekiya do Nippo Brasília Cultura Japonesa.
O Sakura Matsuri, originalmente, era uma festival para comemorar a colheita do fruto do Ume, anunciando a estação de plantação de arroz. Conhecido como damasco japonês, o fruto tem o formato parecido ao de um mini pêssego e é muito utilizado no Japão. “Nestas ocasiões, as cerejeiras em flor ofereciam sua beleza, banquetes eram organizados sob suas copas, regados a saquê e iguarias preparadas com muito esmero, como o dangô e o bentô,” descreveu Mamoru Matsuda.
Com informações da Nippo Brasília, por Mamoru Matsuda e Roberto Sekiya.
Destaque – Imagem: aloart



