No dia 1º de outubro, é comemorado o Dia do Café no Brasil, uma data que já trouxe muitas alegrias e consagrou entre os maiores. Mas, prepara-se, não haverá muita comemoração a partir deste mês.


A pesquisa “Evolução dos hábitos e preferências dos consumidores de café no Brasil, entre 2019 e 2025”, com 4.032 pessoas, divulgada em setembro pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), mostrou que, em 2025, 63% dos entrevistados afirmaram que o café melhora o humor e a disposição. Para 42%, é um ritual, traz prazer e bem-estar; e 22% relatam se tratar de um momento para pausa, reflexão e paz.

Esses sentimentos têm sido acompanhados de uma certa preocupação com o cafezinho, que em 2025 já alcançou o valor de R$ 63,67 o quilo no varejo, quase o dobro de 2024, quando custava R$ 35,40. Segundo a ABIC, apesar do pequeno recuo entre julho e agosto — na faixa de 2,17% —, o mês de outubro deve trazer novos aumentos. A estimativa é de uma variação entre 10% a 15% no preço.

Em 2021, o preço médio do quilo era de R$ 21,41. Em 2022, houve um salto, passando a R$ 34,69 e R$ 32,73 em 2023. Esses aumentos causaram mudanças de hábitos dos brasileiros, que passaram a procurar alternativas.

Segundo o levantamento, em 2025, apenas 2% aumentaram o consumo; 74% responderam que mantiveram o hábito e 24% reduziram. Para a associação, a redução no consumo é significativa, considerando-se a média histórica. O diretor-executivo da ABIC, Celírio Inácio, disse que o quilo do café pode alcançar R$ 80 nos próximos meses.


Destaque – Imagem: aloart / G. I.


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