Campos gravitacionais – Em uma missão a Marte, os astronautas enfrentarão três campos gravitacionais diferentes. Durante a viagem de seis meses entre os planetas, as tripulações viverão em ausência de gravidade. Enquanto estiverem em Marte, a gravidade será aproximadamente um terço da gravidade da Terra. Finalmente, ao retornarem para casa, as tripulações terão que se readaptar à gravidade terrestre.
A transição de um campo gravitacional para outro é mais complexa do que parece. Ela afeta a orientação espacial, a coordenação entre cabeça e olhos, a coordenação motora, o equilíbrio e a locomoção, podendo levar alguns tripulantes a sofrerem de enjoo espacial.
A aterrissagem de uma espaçonave em Marte pode ser desafiadora, já que os astronautas precisam se adaptar ao campo gravitacional de outro corpo celeste. Ao passarem da ausência de gravidade para a gravidade, os astronautas podem apresentar intolerância ortostática pós-voo, condição na qual são incapazes de manter a pressão arterial ao se levantarem, o que pode causar tonturas e desmaios.
A NASA descobriu que, sem a gravidade da Terra afetando o corpo humano, os ossos que suportam peso perdem, em média, de 1% a 1,5% da densidade mineral por mês durante voos espaciais. Após o retorno à Terra, a perda óssea pode não ser completamente corrigida pela reabilitação; no entanto, o risco de fraturas não é maior. Sem uma dieta adequada e exercícios físicos regulares, os astronautas também perdem massa muscular em microgravidade mais rapidamente do que perderiam na Terra.
Além disso, em microgravidade, os fluidos corporais deslocam-se para a cabeça, o que pode exercer pressão sobre os olhos e causar problemas de visão. Se medidas preventivas ou de mitigação não forem implementadas, as tripulações podem apresentar um risco aumentado de desenvolver cálculos renais devido à desidratação e ao aumento da excreção de cálcio dos ossos.
A bordo da estação espacial, a astronauta da NASA, Christina Koch que viajou para a Lua na missão Artemis II, demonstra como os fluidos flutuam em microgravidade. Crédito: NASA



