O ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), que comandou a Operação Lava Jato, foi perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, até que lhe imputassem a perda do mandato de deputado federal em 2023, por motivos questionáveis.
Da mesma forma, por iniciativa do mesmo tribunal e ministro, ocorreu a ‘descondenação’ do atual presidente da República, pela alegação que ficou conhecida como erro de ‘cep’, ou seja, foi julgado no Paraná quando deveria ter sido em Brasília ou São Paulo. Esse fato o levou de volta ao Planalto para submeter seus inimigos à sua vingança pessoal e infinita, que só degenera a imagem do Brasil, com atos vergonhosos, caducos. Um governo que a cada segundo se distancia da realidade brasileira e mundial para se concentrar em medidas ditatoriais, cujo maestro é o ministro Alexandre de Moraes.
Como observou Dallagnol, em seu artigo na Gazeta do Povo, se for comprovado que Moraes realmente tentou influenciar ou pressionar uma decisão do Banco Central no caso – o que o ministro nega, ressalte-se –, poder-se-ia enquadrar a conduta como advocacia administrativa, crime previsto no artigo 321 do Código Penal, que ocorre quando um servidor público patrocina interesses privados perante a administração. “É o escândalo mais grave de conduta irregular de ministro da história conhecida do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Para ele, a acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli, entre os envolvidos no caso do Banco Master, “decreta a falência do bom senso jurídico”. O ato marcado para o dia 30 de dezembro demonstra uma urgência que obviamente não poderia se referir a um processo jurídico tradicional. “Talvez a urgência seja outra: estancar o escândalo que envolve o STF”, escreveu Dallagnol.
Destaque – Ministro Dias Toffoli. Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF



