Um inquérito que investiga um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito do Banco Master sem lastro, com prejuízos estimados em até R$ 12,2 bilhões, ainda está em fase inicial. A operação foi vetada pelo presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.
O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), tem como relator o ministro Dias Toffoli, que pediu uma acareação fora dos padrões jurídicos entre o dono do Master, Daniel Vorcaro; o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa; e o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, em pleno recesso do Judiciário.
Entre os envolvidos, o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Conforme editorial da Gazeta do Povo, Toffoli resolveu determinar a acareação no momento em que cresce o escrutínio público sobre o ministro Alexandre de Moraes, citado em reportagens relacionadas ao Banco Master. Na última semana, os jornais O Globo e o Estado de S. Paulo revelaram que Moraes teria conversado várias vezes com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Segundo o Estado de S. Paulo, em um único dia Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo em busca de informações sobre o negócio.
Moraes nega envolvimento e interferência na venda do Master.
Destaque – Os ministros do STF Alexandre Moraes e Dias Toffoli: críticas do sistema financeiro por interferências no Banco Central. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil



