Atualizações ao vivo da passagem lunar da missão Artemis II da NASA serão publicadas nesta página. Todos os horários são do leste dos EUA (1 hora a menos do Brasil).
14h45
Com duração aproximada de sete horas, o período de observação lunar é o tempo em que a tripulação está suficientemente perto da Lua para realizar observações científicas significativas (a uma altitude de 6.550 quilômetros no ponto de maior aproximação) e a espaçonave está orientada de forma que as janelas estejam apontadas para a Lua.
No início da janela de observação, quando a Orion se aproxima da Lua pelo lado visível, que podemos ver da Terra, pessoas em partes do hemisfério oriental poderão observar algumas das mesmas características que os astronautas irão observar. Entre elas estão Reiner Gamma, futuro local de pouso da missão CLPS, um redemoinho brilhante e misterioso cuja origem os cientistas ainda estão tentando compreender, e Glushko, uma cratera brilhante de 43 quilômetros de diâmetro, conhecida pelas faixas brancas que se projetam dela por até 800 quilômetros.
13h56
A tripulação da Artemis II, composta pelos astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, juntamente com o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen, estabeleceu o recorde de maior distância percorrida por uma missão humana a partir da Terra, superando o recorde da Apollo 13 de 248.655 milhas, estabelecido em 1970.
O diretor de voo da NASA, Brandon Lloyd, a comunicadora da cápsula, Amy Dill, e o oficial de comando e gerenciamento de dados, Brandon Borter, também marcaram hoje um feito histórico e bem-humorado ao enviarem por e-mail à tripulação aquela que agora se acredita ser a mensagem mais longa já enviada de pessoa para pessoa na história da humanidade.

Pouco depois das 14h EDT, a tripulação descreveu duas pequenas crateras sem nome na superfície lunar, bastante marcada por crateras. Em contato com a Terra, eles sugeriram nomes provisórios para elas: Integrity, em homenagem à sua espaçonave e na fronteira entre os lados visível e oculto da Lua, a tripulação sugeriu que a cratera sem nome fosse designada Carroll, em homenagem à falecida esposa de Reid Weisman, Carroll Taylor Wiseman, que faleceu em 17 de maio de 2020. Crédto: NASA
Após quebrar o recorde de voo espacial tripulado, a tripulação também aproveitou o momento para nomear provisoriamente algumas crateras na Lua, observando que conseguiam vê-las a olho nu.
A noroeste da bacia Orientale, destacada acima, encontra-se uma cratera que eles gostariam de nomear Integrity, em homenagem à sua espaçonave e a esta missão histórica. A nordeste de Integrity, na fronteira entre os lados próximo e distante, e por vezes visível da Terra, a tripulação sugeriu a cratera Carroll, em homenagem à falecida esposa de Reid Wiseman, Carroll Taylor Wiseman. Após a conclusão desta missão, as propostas de nomes para as crateras serão formalmente submetidas à União Astronômica Internacional, a organização que rege a nomenclatura de corpos celestes e suas características superficiais.
13h30
O oficial de ciências lunares da NASA informou à tripulação sobre seus objetivos científicos para o próximo período de observação lunar.
Em 5 de abril, a equipe científica enviou à tripulação a lista final de 30 alvos na superfície lunar, incluindo a bacia Orientale, uma cratera com quase 965 quilômetros de diâmetro que se estende pelos lados visível e oculto da Lua. Essa cratera de 3,8 bilhões de anos se formou quando um grande objeto atingiu a superfície lunar e conserva evidências claras dessa colisão, incluindo uma topografia impressionante em seus anéis. A tripulação estudará as características de Orientale de perto e de vários ângulos durante sua passagem.
Destaque – A espaçonave Orion se aproxima da Lua antes da passagem da missão Artemis II pela Lua, em 6 de abril de 2026. Crédito: NASA



