Até mesmo os ditadores mais famosos encontraram-se com a derrota no final. Chegam a esse ponto de sua insignificância fazendo estragos, atingem o ostracismo lembrando de suas torpes façanhas, como mandar prender centenas de pessoas injustamente. Moraes terá muitas para lembrar.
Até mesmo entre jornalistas vendidos (ou seriam comprados?) que o apoiavam totalmente, já se nota um certo arremedo contrário. Moraes teria atingido, finalmente, o ponto crucial, chegando à parte mais sensível do sistema, aos cofres do suposto esquema que o mantém como um ditador?
Em sua coluna na Gazeta do Povo, Rodrigo Constantino questiona e faz de sua dúvida a nossa também: se jornalistas como Joel Pinheiro, da Folha, falam sobre o impeachment de Moraes; se Josias de Souza, do UOL, diz que silenciar sobre o caso Master é inconcebível; e se os ‘grandes’ Merval Pereira e Lauro Jardim, da Globo, estão cobrando explicações de repente do ministro Alexandre de Moraes, alguma coisa pode estar mudando no cenário atual da política brasileira, em que um ditador é o maior defensor da democracia.
“O que estaria acontecendo aqui? O sistema soltou a mão de Moraes? Vai puxar seu tapete? Pretende entregar sua cabeça numa bandeja?”, questiona o jornalista Constantino. Como isso poderia acontecer ainda não se sabe, mas quanto antes seria melhor.
Como disse Leandro Narloch: “Não se trata mais de impeachment do Moraes, mas de prisão em flagrante. Esse cara precisa estar na cadeia com urgência”. Que Moraes pague na mesma moeda, ou seja, vá para a prisão ou arrume as malas e vá para onde desejar, contanto que vá, desapareça.
Quando se for, aproveite e leve junto seu protegido, o atual presidente da República. Aliás, faz tempo que este já poderia estar aposentado, esperando à beira do seco e sofrido sertão nordestino de onde veio, ao qual nem a capacidade de levar água teve. Como diria Casoy: “Isso é uma vergonha”.
Destaque – Lula recebe ministros do STF para jantar em apoio a Moraes. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil



