Gerson Soares — Jornalista e escritor.
A opinião mundial é de dó. As pessoas ao redor do planeta gostam dos brasileiros, mas sentem dó. Nos consideram fracos, politicamente. De escândalo em escândalo, as gestões petistas, seus apoiadores e envolvidos levam o Brasil ao mais profundo abismo, nos enfraquecem. Politicamente, somos um povo dominado, pois permitimos que isso aconteça ao longo da história. Nosso passado é apagado e o futuro nunca foi tão incerto. Muita gente não se importa, pois vive bem. Mas a maioria do povo brasileiro sobrevive.
Como um país tão belo pode ter uma população — atualmente 213,4 milhões — de pessoas tão amedrontadas e oprimidas por tanto tempo? Essa questão é premente, e não começou agora a ser feita pela comunidade do exterior e por inúmeros brasileiros. A Venezuela não passa de 30 milhões, mas estamos indo para o mesmo caminho.
“Para Maquiavel, ser livre significava não ser escravo de nenhum outro povo ou estado e ter a capacidade de governar suas próprias escolhas. Ele observou que, muitas vezes, um povo acostumado à submissão ou que aceita a corrupção e um governo leniente pode não valorizar a liberdade e até resistir a quem tenta libertá-lo, preferindo a segurança da servidão à incerteza da autonomia.”
Ser livre é poder, por exemplo, decidir quem vai governar o país onde vivemos
No entanto, com a questionadíssima eleição de Lula para a presidência da República, depois de ser acusado e condenado pela mentoria do maior esquema de corrupção do qual o mundo moderno tem notícia, ele foi eleito em 2022 por pouco mais de dois milhões de votos do que Bolsonaro, que tentava a reeleição, algo em torno de 1,8% dos votos válidos. E tudo continuou normal, quem reclamou foi preso. Poderia ser qualquer outro a ganhar, mas foi justamente ele.
O questionamento sobre o pleito não precisa ir muito longe, está na boca calada do povo! Que de toda forma é censurada pelo intercessor de Lula — atual presidente do Brasil —, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bastam estas palavras.
Fraude econômica do Master-BRB
No recente escândalo da venda de ativos inexistentes do Banco Master ao Banco de Brasília, Moraes extrapolou os limites da delinquência. Chegou ao ápice da procacidade e o próprio sistema que o mantém já denota sinais de abandoná-lo. Ainda no âmbito do STF, o ministro Dias Toffoli, sorteado para relatar o caso Master, viajou para Lima, Peru, a fim de assistir a uma partida de futebol entre Palmeiras e Flamengo na Copa Libertadores no dia 29 de novembro de 2025. A bordo do mesmo jatinho estava Augusto de Arruda Botelho, advogado que integra a defesa de Luiz Antonio Bull, ex-diretor de compliance do banco Master, investigado por fraudes financeiras pela Polícia Federal. Um dos possíveis envolvidos na fraude que ele, Toffoli investiga. Dois dias depois de voltar ao Brasil, Toffoli decretou sigilo absoluto na ação contra o Master no STF. Até hoje estão tentando reverter a decisão do Banco Central, que interveio e bloqueou a transação.
Parece que os apoiadores da recente ditadura brasileira à moda Moraes estão pensando em entregá-lo ao ‘carrasco’, depois que tentou interceder nessa transação para beneficiar diretamente sua esposa, sua família — um contrato de 129 milhões de reais para defender o banqueiro fraudulento Daniel Vorcaro, preso e logo solto com tornozeleira eletrônica. O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes deveria defendê-lo e ao Banco Master perante diversas instâncias — contra as acusações de fraude bilionária levantadas pela Polícia Federal, pelo Banco Central e pelo Ministério Público — contando obviamente que, por fim, o processo chegaria ao STF e estaria sob a batuta de Moraes, seu marido.
Moraes é útil para a vingança de Lula
Moraes já serviu, já foi usado. Depois da eleição, a vingança: Bolsonaro na cadeia. Lula e seus aliados passaram à infinda perseguição aos ‘inimigos’ e, ao mesmo tempo — para que algo faça sentido —, dizem que estão ao lado do povo em slogans nas propagandas pagas na TV aberta.
Esta é a maior hipocrisia que esse governo poderia cometer: enganar e enganar o povo. Mas muitos acreditam que isso seja verdade, que o governo Lula realmente esteja ao seu lado. Afinal, veículos de mídia e jornalistas o apoiam. Mas estes também já dão sinais de abandoná-los. Afinal, como confiar naqueles que traem o próprio país em troca de dinheiro e privilégios?
Remédios ao vento
Dilma Roussef, a presidente brasileira que desejou armazenar o vento, comprou uma refinaria de petróleo enferrujada no Texas, enquanto presidia o conselho da estatal, causando um prejuízo de 1 bilhão à Petrobrás — e nem vamos mensurar o que um país sério faria com toda a dinheirama gasta na construção, em sua gestão, das arenas milionárias de futebol, sob os protestos da pobreza e da falta de estrutura que estavam ao lado dos estádios. Uma resposta veio no campo: 7 x 1. Mas o placar não é suficiente para aplacar a fome e as necessidades das famílias.
Colocada na presidência da República por Lula em 2010, substituindo-o, também dizia estar ao lado do povo. No entanto, deixava de fornecer as condições a fim de que os remédios necessários chegassem às pessoas transplantadas — transplantes cardíacos, renais, etc. — em várias ocasiões; basta ler as reportagens da época.
Simplificando, isto quer dizer que o povo que não sabe a quem recorrer em uma situação dessas, quando chegava a uma Farmácia de Alto Custo, onde o remédio imunossupressor deveria ser retirado, não o encontrava, não tinha o remédio.
Se a pessoa que faz transplante não toma o imunossupressor, ela morre, porque o corpo rejeita o órgão transplantado. Todo o trabalho, toda a dor e a resiliência acabam na morte porque o governo não fornecia os remédios, caríssimos. Filas enormes se formavam nos postos de distribuição. Desespero de familiares. Sou testemunha. Nem por isso as emissoras que os protegem e apoiaram mais um governo petista os alcunharam de genocidas, como fizeram com Bolsonaro, que comprou as vacinas para a Covid até antes de serem entregues. Usando a pandemia para denegrir sua imagem perante o povo.
COP30: Belém sem saneamento básico
Lula e seu governo repetem atos repugnantes e, junto com sua esposa, proporcionam cenas vergonhosas. Enquanto o governo do seu marido economiza com a educação e a saúde, Janja cantava e dançava na COP30, viajando em um barco que custou uma fortuna aos brasileiros.
O vexame internacional, que ficou conhecido como COP30 (10 a 21 de novembro de 2025), realizado na precária Belém-PA — onde faltou comida para os convidados e jornalistas que cobriram o evento —, só serviu para ampliar a moldura do quadro degenerado que se vive no país e mostrá-lo ao mundo.
O acordo internacional para sediar o evento previa a reserva de 850 cabines em navios de cruzeiro usados como hospedarias. De acordo com o site Poder360, o governo brasileiro reservou só para sua delegação 400 cabines por um valor superior a R$ 45,4 milhões e as outras 450 cabines custaram R$ 26,3 milhões.
Ou seja, o país gastou mais consigo mesmo do que com a hospedagem dos convidados. O valor pago pela embarcação em que Lula e Janja se hospedaram — ela gostava de ficar dançando na proa — ainda é sigiloso. Sabe-se que só a diária do casal foi de R$ 5,3 mil por dia. Faça as contas.
“Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada quem gostaria de ficar lá. Ninguém levantou a mão. Todos ficamos contentes por voltar à Alemanha daquele local onde estávamos na noite de sexta-feira para sábado.” A frase é do chanceler alemão Friederich Merz, falando com sinceridade de sua estadia em Belém ao final da COP30. Jornalistas, brasileiros e internacionais, relataram a exploração dos preços e a falta de comida durante a convenção sobre o clima no país. Parte da imprensa brasileira exigiu retratação pelas palavras do chanceler. Ele disse que não se desculparia e fez muito bem.
O que mais Lula e seus apoiadores poderiam fazer para denegrir nossa imagem ao mundo durante a COP30? Janja promoveu uma recepção em que simplesmente ninguém compareceu.
A Europa, que passou por uma das piores guerras mundiais, cujas cicatrizes dificilmente serão esquecidas, não poderia ter bons olhos para tanta hipocrisia. Os representantes das delegações alegaram cansaço e se recolheram. Lula apareceu, ficou alguns minutos e foi embora. Teria ficado com vergonha?
Enquanto faltava comida para os convidados, a primeira-dama tentava promover um banquete e festa para dançar. Do lado de fora, a pobreza de Belém, no Pará, onde falta até saneamento básico.
Escândalo das fraudes dos aposentados no INSS
Não é mais possível dizer que os políticos brasileiros orbitam a Terra em outra dimensão desconhecida da ciência. Os escândalos do mensalão e petrolão se repetem no caso Master-BRB e INSS. Este com requintes de grandeza. São reais.
Pessoas que trabalharam a vida inteira não têm ao menos o direito de receber um mísero salário mínimo. Mesmo tendo contribuído o tempo necessário para o INSS, uma série de burocracias, cujas respostas a possíveis recursos chegam a demorar mais de seis meses, lhes negam o benefício, após os 65 anos, como manda a lei. O que faz um cidadão comum diante disso? Contrato um advogado? Com que dinheiro?
São 1.518 reais negados a pessoas que muitas vezes nada têm. Deveriam receber o valor automaticamente e pronto. Já contribuíram, seus nomes estão lá nos registros. Precisam do dinheiro para comprar remédios ou simplesmente comer, tentar comprar comida, com 1.518 reais em um país em que uma laranja já custa mais de 1 real, na feira livre, onde é mais barata. Parece que alguns são selecionados para receber e outros esquecidos.
Pessoas que realmente trabalharam e não se encaixam nos programas assistencialistas, inventados pelas bancadas petistas e por aqueles que negociam para apoiá-las, precisam desse pequeno valor. Sua dignidade e condição as impedem de receber esses assistencialismos: bolsa isso, bolsa aquilo, que na verdade são uma forma de torná-las dependentes para sempre das benesses encabeçadas por um partido político que está no governo há 20 anos e só fornece exemplos de como ser corrupto, escandaloso, vergonhoso.
Alexandre Garcia escreveu em artigo da semana passada que em treze estados do norte e nordeste tem mais Bolsa Família do que carteira assinada. “É a falência do programa.” O programa deveria incentivar um começo, uma ajuda. Mas se tornou uma tábua de salvação.
Mesada para o Lulinha
Enquanto o PT, os seus aliados, defensores e todo o aparato sistemático que comandam negam a dignidade das pessoas, que enfrentam meses para passar por um exame no sistema público – isso quando dá tempo e não morrem antes – e mal ganham para comprar o remédio que diminui sua dor, pesam sobre o filho do presidente, senhor Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), evidências de que recebe 300 mil reais de mesada por mês, justamente do dinheiro negado às pessoas mais necessitadas. Dinheiro dividido por criminosos, vindo da corrupção criada no âmago do INSS.
O termo “canalha” está definido da seguinte maneira pela IA: “Canalhice significa um ato ou comportamento vil, sem caráter, desonesto e desprezível, próprio de quem age com falta de moral, integridade e honestidade, buscando vantagens pessoais em detrimento de outros, caracterizando uma grande baixeza ou canalhada”.
Só para constar: o valor mensal, até agora supostamente pago – por meio da corrupção – ao filho do presidente da República Federativa do Brasil daria para pagar o salário mínimo atual a 200 pessoas todo mês. Pense nisso.
Transposição do Rio São Francisco e a água
Este senhor, Lula, pai de Lulinha, teve a frieza de deixar protelar durante 10 anos a entrega da água da transposição do Rio São Francisco no lugar onde nasceu, Pernambuco, a fim de tirar vantagens políticas e manter sob o cabresto as populações.
A população nordestina, que, segundo as estatísticas, ajudou a elegê-lo em 2022, padeceu mais de uma década, desde que ele foi eleito presidente pela primeira vez, antes de ver a água sair da torneira. Alguém já ouviu falar que há lugares onde fazem buracos no chão para se proteger do frio em casas nordestinas? Dá para imaginar a pobreza?
Lula foi eleito em 2002 pela primeira vez e assumiu em 2003 prometendo que levaria água ao Nordeste, ao lugar onde nasceu, e não levou. Foi reeleito em 2006 e assumiu em 2007. A transposição do Rio São Francisco começou em 2007, com planejamento gradual até 2012; os ‘atrasos’ levaram a data para 2022 e até hoje ainda é preciso rezar.
Ditadura Executivo-Judiciário
Novamente no poder em 2023, Lula instaurou uma ditadura por meio do judiciário, tendo como auxiliar o seu marionete (ou seria o contrário?), Alexandre de Moraes. De 2022 até o último dia de 2025, esta dupla provocou todo tipo de ações para denegrir a imagem de um país que tenta se erguer por meio do trabalho e da paz. Impuseram desde o desrespeito aos direitos constitucionais, humanos, parlamentares, jurídicos até todo tipo de abrangência que a palavra Liberdade possa ensejar, como a de imprensa, de noticiar ou de usar as redes sociais.
Em minha opinião, cadeia para vocês é benefício. Se fosse possível, mais ponderado seria enviá-los em um navio enferrujado e mal-assombrado ao alto-mar e lembrar de esquecê-los.
Na maior capital do país, por mais que se faça em prol da pobreza, a migração de pessoas de outros estados ou mesmo exauridos seus últimos recursos vão morar nas ruas. Elas padecem desorientadas e são humilhadas em sua pobreza; à beira de estações como a do Brás em São Paulo, puxando feixes de papel com pedaços de pano improvisados, empurrando carrinhos que mal aguentam, correndo para tomar um café ou se alimentar no Bom Prato antes que acabe, sendo esta a única alternativa que os mantém vivos com o mínimo de dignidade, sobrevivendo em um dos países mais ricos e abundantes em recursos naturais do planeta!
A população passa por humilhações para conseguir marcar um bendito exame ao ente querido perante o SUS, conseguir entrar na fila para um tratamento de quimioterapia e internação no caso de homens com problemas na próstata; sou testemunha. Como se estivessem pedindo de joelhos por uma esmola, por um atendimento.
Favelas crescem embaixo das pontes com pessoas que tentam sobreviver, buscando alguma esperança e muitas vezes encontram o crime, a morte, estupros e mais humilhações.
A realidade nas ruas do Brasil
Essa é a realidade e não as belas imagens da Avenida Paulista e belas paisagens que abrem os jornais televisivos para o mundo ver. Outro dia, tive o desprazer de assistir a uma dessas aberturas: CNN Compromisso com a notícia – Apoio: JBS. Alguém já se perguntou qual a relação da empresa JBS e a Operação Lava Jato?
A cada dia que passa, vejo mais pessoas morando nas ruas, tentam manter seus pertences, os últimos, em carrinhos de supermercado que transportam toda a sua vida. Está tudo ali. Documentos, talvez a única lembrança em uma foto amassada. São pessoas jovens. Usando a força da juventude que ainda possuem para sobreviver. Até quando? Até quanto aguentarão?
Enquanto isso, deputados e senadores, etc., etc., discutem o quanto gastam para alugar seus carros, disponibilizados com o sofrido dinheiro público cobrado a partir de milhões de impostos que eles mesmos aprovam e os brasileiros pagam. E se preparem, faltam poucos dias para a confusão aumentar para as empresas com os novos impostos que passam a vigorar em 2026 e outros virão.
Afinal, a questão seria perguntar por que temos que pagar carros e motoristas para parlamentares, juízes e afins, se todos usamos nossos carros ou transporte público para trabalhar? Por que parlamentares e a classe política em geral são diferentes dos demais trabalhadores? Nasceram com algum dom que desconhecemos e devemos adorá-los?
Enquanto a oposição se atrapalha e permite que tudo continue, apenas falando, falando e falando, o governo ditador vai prendendo as pessoas, promovendo escândalos e enchendo seus cofres para as gastanças e financiamentos das eleições deste ano. E assim, tudo se repete. Eleição após eleição, ano após ano, década após década. As mesmas caras, os mesmos gastos, os vícios, os privilégios. Por que, afinal, o povo brasileiro suporta essa humilhação que se estende à eternidade?
Abstenção no sequestro das crianças ucranianas e protestos contra a prisão de Maduro
Se critico os atos da oposição, os atos petistas e seus apoiadores não merecem nem menção. São abomináveis e estão todos os dias no noticiário a denegri-los. Mas, apenas para citar, seguem dois deles.
Lula, representando todos nós brasileiros, se absteve de condenar a atitude de Wladimir Putin e da Rússia em devolver 20 mil, vou repetir, 20 mil crianças ucranianas sequestradas às suas famílias. Lula se absteve na ONU. Covarde.
Estima-se que cerca de 20 mil menores tenham sido levados desde o início da invasão russa em 2022. Um crime de guerra que levou o Tribunal Penal Internacional (TPI) a emitir mandados de prisão contra Vladimir Putin e a comissária russa para direitos das crianças, Maria Lvova-Belova.
A resolução das Nações Unidas foi aprovada por 91 votos a favor, 12 contra e 57 abstenções — entre estas a de Lula. O documento condena as práticas russas de “reeducação” forçada: crianças são proibidas de falar ucraniano, recebem novos nomes russos e, em alguns casos, são recrutadas para montar drones usados contra sua própria pátria. Levantamento da Universidade de Yale aponta para mais de 200 instalações na Rússia, onde esses menores são mantidos e submetidos à doutrinação política e cultural.
A delegação brasileira justificou a abstenção alegando que o “tom do texto não contribui para fomentar o diálogo”. No entanto, o documento da ONU está longe de qualquer retórica extremada. Simplesmente exige investigações, responsabilização dos culpados, fim das deportações forçadas e retorno imediato das crianças às suas famílias. Ou seja, exatamente o que se espera de qualquer país comprometido com os direitos humanos.
O governo dos EUA acaba de prender o velho amigo de Lula, o venezuelano ditador Nicolás Maduro, acusado de ser líder do tráfico de cocaína, entre outros crimes hediondos, sequestros, assassinatos, espancamentos. Rapidamente, horas depois, Lula veio a público para protestar contra as ações do governo dos EUA.
Por dedução, entende-se que, para Lula e para a delegação brasileira na ONU, sequestrar crianças é possível, mesmo que isso seja abominável. Mas prender bandido, ditador e traficante precisa respeitar a soberania. Por isso, seus protestos imediatos em defesa do bandido por parte do governo brasileiro. Essas são demonstrações da mente deturpada e da consciência que governa o Brasil, onde o crime compensa, como demonstram os atos do próprio governo e seus comparsas, os companheiros.
Mais impostos para sustentar a manada
O ano já começa comprometido com um cenário de impostos novos e antigos sobrepondo-se uns aos outros. Os gastos governamentais e dos parlamentares já estão garantidos. Os banquetes do STF, os camarões, as lagostas e tudo o que há de bom e melhor. Vinhos: precisam ser franceses; whiskies envelhecidos no mínimo 12 anos das melhores marcas estrangeiras e por aí vamos.
Tudo está garantido no Orçamento da União 2026. Nós, os brasileiros, é que vamos pagar e já acordamos no dia 1º de janeiro de 2026 pagando. Sustentar essa manada de elefantes brancos caríssimos que não dizem para que servem é um transtorno, um peso que os brasileiros carregam. Ao invés de resolver problemas e trazer soluções que interessem à população, os políticos, que ganham muito bem para cuidar desses assuntos, os das políticas necessárias para o bem do país, não é isso que fazem. Eles negociam entre si!
E isto é o mínimo que possa ser dito sobre a vida que os senhores petistas e seus apoiadores, que dizem estar ao lado do povo há mais de 20 anos, proporcionam a esse povo. Repercutindo o slogan “ao lado do povo”, nas propagandas pagas a preço de ouro para as emissoras de TV aberta, aumentando seus próprios gastos com algo totalmente desnecessário. Se fizesse a sua obrigação, não precisaria de propaganda.
Que estas palavras encontrem todos os que apoiam a gastança com a arrogância, a soberba dos nossos supostos governantes, a todos que apoiam a corrupção governamental do PT e de todos os partidos. Absolutamente todos os partidos, poderes civis e militares, todas as pessoas que os formam e apoiam, negociam ou fecham os olhos para a chaga da corrupção, dos interesses pessoais acima das justas leis, da falta de caráter que corrói e impede o Brasil de se tornar uma verdadeira Nação livre, que impede os jovens de encontrar o futuro em seu próprio país, de crescerem pessoal e intelectualmente.
Isso só vai acontecer quando a grande maioria não for humilhada pela fome do alimento e do intelecto, desemparada ou escravizada pela ilusão do assistencialismo e muitas vezes nem isso, tornando o povo brasileiro um povo acuado, esperando apenas o próximo ato, o próximo carrasco, fechando os olhos para os irmãos que estão sendo sacrificados, que estão presos, em nome da manutenção de um poder corroído, corrompido desde as entranhas até o limite do céu.
Escrúpulos e honra esquecidos
Até pouco tempo, era possível ver qualidades em Geraldo Alckmin, que encontrou o caminho da vergonha, que deixou de lado uma boa obra para se aliar à atual presidência do país. Ele mesmo disse em 2016: “que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ‘o retrato do PT’, partido ‘sem compromisso com as questões de natureza ética’”. Em 2022, estava ao lado de Lula na candidatura à vice-presidente e hoje ocupa o cargo.
Alckmin é a prova cabal de que a política no Brasil não possui nenhum escrúpulo. Não existe nenhum resquício de patriotismo, salvas poucas exceções. Somente interesses pessoais ou partidários que ignoram os interesses do povo; caso contrário, este mesmo povo não estaria pedindo esmolas pela sua saúde, por uma moradia, por um trabalho e não subempregos. Pedindo para sobreviver nas ruas.
Estas observações não começaram apenas agora, remetem a pelo menos duas décadas e chegam aos nossos dias em um ano eleitoral dos mais incertos sob a direção de um partido e um líder bem definido por Geraldo Alckmin. No dia 9 de dezembro de 2017, o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que, depois de quebrar o país e ao tentar retomar o poder, “Lula quer voltar à cena do crime”.
Os princípios que conhecemos como Liberdade, Igualdade e Fraternidade não podem sequer passar ao largo de pessoas que imaginam governar assim. Nem mesmo para dissimular ou enganar os contrários, seria desonroso.
Vocês envergonham o Brasil, senhores. A todos que estas linhas alcançarem e se sentirem atingidos em sua honra, deem o exemplo ou peçam para sair e não deixem nem a sua poeira.
O Brasil já pagou seu preço com juros por suportá-los tanto tempo, mas vocês sempre querem mais. Querem continuar no poder, cochichando nos ouvidos. Vergonha.
O Brasil quer liberdade.
Destaque – Imagem: aloart / G. I.




