O ex-deputado federal, eleito e logo cassado, em uma nítida perseguição política devido à sua atuação como líder da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava-Jato, fez menção a diversos fatos recentes pedindo justiça.


O procurador federal, especializado em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro de 2003 a 2021, Deltan Dallagnol, pode ser um dos principais símbolos da perseguição política que existe hoje no Brasil, quanto a todos aqueles que provaram a existência do maior sistema de corrupção já visto no país.

Principal promotor da Operação Lava-Jato, ele ficou conhecido por ser, muitas vezes, o porta-voz das operações que se desencadearam e incriminaram com inúmeras provas os integrantes do esquema corrupto. O atual presidente da República, apesar de ter sido inocentado pelo Supremo Tribunal Federal e ter concorrido às eleições de 2022, é considerado o mentor dos crimes.

Deputado mais votado do Paraná, com 345 mil votos, tomou posse em 1º de fevereiro de 2023. No dia 17 de maio, apenas três meses depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, no dia 16 de maio, o registro de sua candidatura na eleição de outubro de 2022. O pedido foi feito ao TSE pela Federação Brasil da Esperança, formada pelos partidos de esquerda PT, PCdoB e PV, além do PMN.

À época, Dallagnol criticou a decisão em sua conta no Twitter: “344.917 vozes paranaenses e de milhões de brasileiros foram caladas nesta noite com uma única canetada, ao arrepio da lei e da Justiça. Meu sentimento é de indignação com a vingança sem precedentes que está em curso no Brasil contra os agentes da lei que ousaram combater a corrupção.”

Dia da Independência

Na Avenida Paulista, neste domingo, dia 7 de setembro, ele começou dizendo que a esquerda desrespeita a democracia. “Censurar a direita nas redes sociais é democracia?”, perguntou à multidão e continuou perguntando se colocar idosos na prisão “sem nenhuma prova de um crime é democracia?”

Pedindo o fim da ditadura de toga, falando sobre as centenas de pessoas presas do 8 de janeiro e as interferências do Poder Judiciário nas prerrogativas do Congresso Nacional, continuou: “Prender pessoas por mais de 6 meses, por mais de ano sem acusação é democracia?”

Ele lembrou de fatos recentes, como o confisco do caderno de orações do pastor Malafaia, o escândalo do INSS e pediu o impeachment de Moraes. “Eles dizem que é para punir crimes, mas livraram José Dirceu, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral”. Tirar Lula da cadeia é punir crime?”

Ao final, Dallagnol dirigiu-se ao pastor Silas Malafaia, responsável pela organização da manifestação na Avenida Paulista, citando passagens bíblicas e dizendo que ele não está sozinho.

Em 2023, o presidente do TSE era o ministro Alexandre de Moraes, o relator foi o ministro Benedito Gonçalves. A decisão não torna o ex-procurador inelegível para as próximas eleições.


Destaque – Crédito: Reaja Brasil / Reprodução


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