Os três pilares da missão: Energia Escura, Exoplanetas e Astrofísica
Equipado com dois instrumentos principais — o Wide Field Instrument (WFI) e o inovador Coronagraph Instrument (CGI) —, o telescópio atuará em três frentes científicas cruciais:
1 – O enigma da energia escura: Cerca de 68% do Universo é composto por energia escura, uma força misteriosa que está acelerando a expansão do cosmos. O Roman medirá as posições e distâncias de bilhões de galáxias ao longo do tempo profundo, criando um mapa 3D que ajudará os cientistas a entender se a energia escura é constante ou se muda com o tempo.
2 – Censo estatístico de exoplanetas: Utilizando a técnica de microlente gravitacional — na qual a gravidade de uma estrela em primeiro plano funciona como uma lente de aumento para a luz de uma estrela ao fundo —, o telescópio detectará milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar, incluindo mundos distantes de suas estrelas parentes e planetas “órfãos” vagando sozinhos pelo espaço.
3 – Tecnologia coronagráfica de ponta: O instrumento CGI usará um sistema avançado de máscaras e espelhos deformáveis para bloquear a luz ofuscante de estrelas próximas, permitindo fotografar diretamente planetas gasosos e discos de poeira ao seu redor, em uma demonstração tecnológica que pavimentará o caminho para futuras buscas por vida extraterrestre.
Crédito: NASA/Jenny Mottar