Presidente da Comissão avisou que, se o banqueiro não comparecer, poderá ser conduzido coercitivamente. Vorcaro é investigado devido às fraudes no Banco Master.
O depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, à CPMI do INSS, inicialmente marcado para quinta-feira (5), foi reagendado para o dia 26 de fevereiro, após pedido de seus advogados. Caso não compareça, Vorcaro poderá ser conduzido coercitivamente. Ele é investigado pela Polícia Federal por fraudes envolvendo 250 mil contratos de empréstimos consignados que foram suspensos pelo INSS por falta de documentação. Por estar em prisão domiciliar, o empresário será transportado sob custódia da PF, com garantia de direitos constitucionais.
Mantido para esta quinta-feira está o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que deve detalhar medidas adotadas, avaliar controles internos e apontar responsabilidades administrativas.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), lamentou a manutenção do habeas corpus pelo STF que impede o depoimento do empresário Maurício Camisotti, do grupo Total Health, suspeito de envolvimento em fraude e lavagem de dinheiro por meio da Ambec, associação que arrecadou R$ 178 milhões entre 2019 e 2024 com descontos indevidos na folha de aposentados.
Viana anunciou ainda que o ministro do STF Dias Toffoli autorizou a devolução do material já apurado pela comissão apenas após a conclusão das investigações da Polícia Federal. O presidente da CPMI também pretende se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias.
Com informações da Agência Senado
Destaque – Foto: Carlos Moura / Agência Senado



