Vencedores vão fazer as obras da linha que terá 17,6 km e 15 estações.


Com a abertura dos envelopes, o Metrô já analisa as propostas financeiras e técnicas para a definição dos vencedores. Após isso, é possível homologá-los, assinar os contratos e iniciar os projetos executivos, seguidos pelas obras. O prazo de conclusão é de 75 meses, a partir do início da construção.

Os vencedores serão responsáveis pela implantação dos túneis pelos 17,6 km de extensão da linha, das 15 estações, do pátio de manutenção e de 18 poços de ventilação e saídas de emergência (VSEs), além da elaboração do projeto executivo e o fornecimento e instalação de sistemas auxiliares, como escadas rolantes, elevadores, ventilação, iluminação e bombas hidráulicas.

Serão selecionados três consórcios, sendo que cada um ficará responsável por um lote. O primeiro lote vai abranger um trecho com cinco estações e seis poços de ventilação (VSE) entre Bosque Maia e Itapegica, o segundo terá cinco estações e seis VSEs entre Jardim Julieta e Vila Maria, além do Pátio Vila Medeiros, enquanto o terceiro compreenderá cinco estações e seis VSEs de Catumbi a Anhangabaú.

A Linha 19-Celeste será um eixo estruturante entre as duas maiores cidades do estado, promovendo valorização urbana, acesso a empregos, educação e serviços públicos, e redução das desigualdades territoriais. A linha também ajudará a desafogar o sistema de ônibus intermunicipais, especialmente nos trajetos entre Guarulhos e São Paulo, hoje entre os mais sobrecarregados da região metropolitana.

Benefícios sociais e ambientais

A Linha 19-Celeste está projetada para atender 630 mil passageiros por dia, reduzindo em até uma hora o tempo de deslocamento entre os centros de Guarulhos e São Paulo. A nova linha será integrada às linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, além de permitir futuras conexões com linhas da CPTM, como a Linha 11-Coral.
Além de melhorar a mobilidade urbana, o projeto vai gerar mais de 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos, e contribuir para a redução de 131 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano, além de economizar 59,7 milhões de litros de combustível.

Engenharia de grande porte

A construção envolverá mais de 5,7 milhões de m³ de escavação, 1,37 milhão de m³ de concreto, 187 mil toneladas de aço e 610 mil m³ de calda de cimento. Serão utilizados métodos como três tuneladoras (tatuzões), NATM (método austríaco de escavação) e valas a céu aberto, com destaque para os trechos mais profundos e desafiadores, como nas estações Cerealista, São Bento e Anhangabaú, em áreas com solo arenoso e lençol freático elevado.


Destaque – Evento Maiores e Melhores da Exame: São Paulo vai expandindo e trabalhando sob a gestão de Tarcísio de Freitas com obras importantes há muito tempo esperadas. Foto: Paulo Guereta / Governo SP


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