Sindilojas-SP alerta para necessidade urgente de atualização das faixas do regime tributário, destacando impactos da inflação e custos elevados sobre micro e pequenas empresas.


A defasagem nos limites de faturamento do Simples Nacional tem intensificado a pressão sobre pequenos lojistas em São Paulo. O Sindilojas-SP acompanha de perto a questão e defende a atualização urgente do regime, considerada essencial para a sustentabilidade do setor varejista.

Micro e pequenas empresas representam a maior parte das empresas ativas no Brasil e são responsáveis por uma parcela significativa da geração de empregos, segundo dados do IBGE. O Caged confirma que o comércio lidera a abertura de vagas formais, reforçando a importância desses negócios para a economia local.

No entanto, os limites de faturamento do Simples Nacional permanecem praticamente inalterados há anos. Na prática, muitos lojistas são desenquadrados não por crescimento real, mas para recompor custos operacionais em meio à inflação acumulada.

Segundo o presidente da entidade, Aldo Nuñez Macri, “muitos lojistas são penalizados por um crescimento que não reflete aumento real de ganho, mas sim reposição inflacionária. A atualização do Simples Nacional é fundamental para manter esses negócios ativos, competitivos e gerando empregos”.

O cenário é agravado pelo aumento da carga tributária, custos operacionais elevados e crédito mais caro. Dados do Banco Central indicam que as taxas de juros seguem em patamares altos, pressionando ainda mais o capital de giro das empresas.

O Sindilojas-SP alerta que a falta de atualização do regime pode estimular a informalidade e comprometer a manutenção de empregos, impactando diretamente a economia de São Paulo. A entidade defende que a revisão das faixas do Simples Nacional leve em conta a inflação acumulada e a realidade dos pequenos negócios.

“O pequeno varejista precisa de um ambiente equilibrado para continuar operando, investindo e empregando. A atualização do Simples é uma medida necessária para garantir a sustentabilidade do setor”, reforça Macri.

A entidade acompanha as discussões no Congresso Nacional, representando os interesses do comércio paulistano e defendendo medidas que protejam empresários e empregos no setor varejista.


Destaque – Imagem: aloart / G.I.


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