Após temporada de sucesso no Teatro Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o espetáculo estreou em São Paulo dia 30 de janeiro, no Teatro FAAP.
Com humor afiado e olhar crítico, em atuação solo de Danielle Winits dirigida por Gerald Thomas, a obra se estabelece como uma reflexão sobre as irracionais contradições humanas, o papel da mulher na sociedade e os dilemas da vida contemporânea. O título sugere uma busca extraterrestre, mas é, na verdade, uma metáfora para a busca de empatia, conexão e sentido no meio da confusão cotidiana da humanidade. Drama ou comédia? A resposta vai depender da visão de mundo de cada espectador.
Escrita por Jane Wagner e consagrada nos anos 1980 pela atuação de Lily Tomlin, Procurando Sinais de Vida Inteligente no Universo ganha nova leitura nesta versão. Em cena, Danielle Winits conduz um monólogo que reúne múltiplas vozes para, com humor e ironia, questionar padrões sociais, o capitalismo, a cultura de massa e as relações humanas. Atualizado com intervenções do diretor, o texto combina crítica social, referências pop e reflexão metateatral, convidando o público a rir e pensar sobre as contradições do mundo contemporâneo.
“Sim, o mundo mudou muito rápido nesses últimos quarenta anos. Em 1985 não haviam redes sociais ou IA, a teoria de Andy Warhol de que todos iriam ter seus 15 minutos de fama ainda era uma fantasia longínqua e não um pesadelo psicopático. Se, em 1985 ainda se tinha amigos, hoje tem-se “seguidores” e a palavra lixo significava somente sujeira e não crise ou calamidade. O mundo de Huxley e Orwell eram temidos, mas agora, talvez, através dessa epidemia de “influencers”, os jovens estarão, de fato, condenados a desaprender tudo aquilo que a história nos ensinou. Entraremos em uma era de deletação, de apagamento. E isso não está na peça de Wagner.” – Gerald Thomas
“A personagem fio condutor da montagem é uma ex-consultora criativa de grandes empresas que acabou por enlouquecer (ou não…) e se tornou uma catadora de lixo nas ruas. Ela acredita que extraterrestres entraram em contato e querem descobrir, por meio dela, se ainda existem sinais de vida inteligente no universo. Simultaneamente, a personagem busca compreender quem são essas pessoas e o que elas representam no mundo de hoje. A dúvida que ela levanta é quase um paralelo ao ‘ser ou não ser, eis a questão’. Será que ela perdeu a sanidade? Ou foi a realidade que, de tão absurda, se tornou incompreensível?” – Danielle Winits
Em resumo, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente é uma obra vibrante, multifacetada e atual. Mais do que uma peça feminista ou de crítica social, é uma reflexão espirituosa e comovente sobre o que nos torna humanos, e sobre os sinais de inteligência (afeto e empatia) que ainda podem ser encontrados entre nós.
Serviço
Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente
Temporada: Até 29 de março de 2026
Dias e horários: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 17h.
Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo
Ingressos: R$160,00 (inteira) e R$80,00 (meia entrada)
Bilheteria Física e Televendas (11) 3662-7233 e (11) 3662-7234: quartas a sábados, das 14h às 20h e domingos, das 14h às 17h.
Duração: 70 minutos
Classificação: 12 anos
Destaque – Choque – Procurando Sinais de Vida Inteligente. Crédito: © Dalton Valerio



