Diferenças entre as regiões da capital chegam a 64,7% no seguro de automóveis e 44,9% no de motocicletas; localização e histórico de risco influenciam a precificação.
O local de residência pode fazer uma diferença significativa no preço do seguro de um veículo. Em São Paulo, a Zona Leste apresentou os maiores índices de preços relativos de seguros de automóveis e motocicletas em setembro de 2026, segundo levantamento da TEx, empresa que integra a Serasa Experian.
A diferença em relação ao Centro chegou a 64,7% no seguro de automóveis e 44,9% no de motos. Na Zona Leste, os índices foram de 5,6% e 12,9%, respectivamente, enquanto no Centro ficaram em 3,4% e 8,9%.
A pesquisa considera a divisão territorial da capital em cinco regiões: Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro. A localização é uma das variáveis utilizadas pelas seguradoras para calcular o risco e definir os preços das apólices. O perfil do condutor, as características do veículo e o histórico de ocorrências também entram nessa avaliação.
“A Zona Leste continua com os maiores índices de seguro auto e moto em São Paulo, mas a distância em relação ao Centro diminuiu em setembro. A localização é uma das variáveis consideradas pelas seguradoras e deve ser analisada junto ao perfil do condutor, às características do veículo e ao histórico de risco”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.
O preço do seguro pode variar conforme o local onde o segurado reside
O levantamento também evidencia diferenças entre os mercados regionais. Na comparação entre as nove regiões metropolitanas acompanhadas pela pesquisa, o Rio de Janeiro apresentou os maiores índices de preços relativos para automóveis e motocicletas. No outro extremo, Belém registrou os menores indicadores nas duas modalidades.
A Região Metropolitana de São Paulo ficou em posição intermediária, com índices de 4,5% para automóveis e 10,8% para motocicletas. O comparativo regional permite observar como a localização interfere na precificação dos seguros em diferentes partes do país.

Figura 1 – Comparativo do IPSA e IPSM por região metropolitana. Fonte: TEx / Serasa Experian. Imagem: Reprodução
Comparativo por zonas de São Paulo e Rio de Janeiro
A divisão por zonas das duas capitais também revela diferenças expressivas. Em São Paulo, a Zona Leste liderou os indicadores de automóveis e motocicletas. No Rio de Janeiro, os maiores índices foram registrados na Zona Oeste, para automóveis, e na Zona Norte, para motocicletas.
Os resultados mostram que as diferenças de preços relativos não se limitam à comparação entre cidades. Dentro de uma mesma capital, as regiões também apresentam características distintas de risco, consideradas pelas seguradoras na elaboração das cotações.

Figura 2 – Comparativo do IPSA e IPSM por zonas de São Paulo e Rio de Janeiro. Fonte: TEx / Serasa Experian. Imagem: Reprodução
Seguro de moto atinge menor índice da série histórica
No cenário nacional, o seguro de motocicletas atingiu em setembro o menor índice desde o início da série histórica da TEx, em agosto de 2023. O IPSM passou de 8,4% em agosto para 8,0%, queda mensal de 4,8%.
O seguro de automóveis seguiu na direção contrária e avançou pelo segundo mês consecutivo. O IPSA passou de 4,4% para 4,5% entre agosto e setembro, alta de 2,3%.
Apesar dos movimentos distintos no mês, os dois indicadores permanecem abaixo dos níveis registrados um ano antes. Na comparação com setembro de 2025, o IPSA recuou de 5,1% para 4,5%, redução de 11,8%. Já o IPSM passou de 9,6% para 8,0%, queda de 16,7%.
Na distribuição nacional das cotações por combustível, os veículos a gasolina responderam por 81,0% do volume analisado em setembro. Os híbridos representaram 7,3%, os elétricos, 7,1%, e os modelos a diesel, 4,6%.
Destaque – A Zona Leste apresenta os maiores índices de preços relativos dos seguros de automóveis e motocicletas na capital paulista. A localização do veículo é uma das variáveis consideradas pelas seguradoras na avaliação de risco. Imagem: aloart / G. I.




