Apesar da melhora, a diferença entre o Índice de Situação Atual e o Índice de Expectativas é a pior desde 2009.


O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV IBRE subiu 1,9 ponto em setembro, para 89,0 pontos, após três quedas seguidas observadas nos últimos meses. Na média móvel trimestral, o índice retraiu 0,6 ponto.

“Apesar da alta, o resultado de setembro da confiança de serviços não altera a tendência de desaceleração observada ao fim do terceiro trimestre. Neste mês, notam-se alguns resultados positivos dentre os setores, sobretudo nos serviços prestados às famílias e de telecomunicações. A situação atual anda de lado, com uma leve desaceleração nos últimos meses. Em relação ao futuro, os resultados positivos têm uma característica de compensação pelos resultados negativos de um passado recente, no entanto, os empresários sustentam um olhar mais pessimista para o fim do ano. A confiança de serviços segue em linha com a política monetária contracionista; ainda assim, a desaceleração aparenta ser mais branda no setor”, avaliou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.

A alta do ICST foi reflexo da melhora dos seus dois componentes. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 2,7 pontos, para 93,9 pontos, maior nível desde maio deste ano (94,2 pontos), e o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 1,1 ponto, para 84,2 pontos. Assim como o ICS, o ISA-S e o IE-S voltam a subir após três recuos consecutivos.

Ambos os componentes do ISA-S avançaram: o indicador de volume de demanda atual aumentou 0,6 ponto, alcançando 93,1 pontos, e o indicador de situação atual dos negócios cresceu 4,7 pontos, para 94,6 pontos. Entre os componentes do IE-S, o que mensura demanda prevista nos próximos três meses recuou 3,8 pontos, para 81,4 pontos, e o que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses subiu 6,1 pontos, atingindo 87,2 pontos.

Expectativas são piores do que situação atual

Desde outubro de 2022, o ISA-S se mantém em patamar superior ao IE-S. Ainda que as curvas tenham se aproximado em alguns momentos, em setembro a diferença entre ISA e IE foi a mais negativa desde março de 2009. “Apesar de alguma melhora nos indicadores sobre presente, as expectativas dos empresários apontam para pessimismo do setor nos próximos meses. Eles ainda esperam desaceleração da atividade no futuro”, completou Pacini.


Fonte: FGV / IBRE


Destaque – Imagem: aloart / G. I.


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