Cresce o número de mulheres nos cursos de Computação e equipes de robótica, destacando liderança e protagonismo estudantil na instituição.


A presença feminina na Engenharia e Tecnologia vem ganhando espaço na FEI, Centro Universitário com 85 anos de tradição. Nos últimos anos, o número de mulheres nos cursos de Computação aumentou de forma consistente, refletindo maior representatividade em áreas historicamente dominadas por homens.

Para Leila Bergamasco, coordenadora dos cursos de Ciência da Computação e Ciência de Dados e Inteligência Artificial, o crescimento é fruto de políticas que incentivam a permanência e o desenvolvimento das alunas.

“Ampliar a presença feminina não é apenas uma questão social. É uma estratégia para formar profissionais capazes de desenvolver soluções mais diversas e eficientes”, afirma.

Liderança em equipes estudantis

O protagonismo feminino também se destaca nas equipes de competição. Na Engenharia Química, Nicole Colucci Neto, de 21 anos, preside o capítulo estudantil do AIChE, ligado ao American Institute of Chemical Engineers.

“A tomada de decisão é um dos maiores desafios. Não se trata do que é melhor para mim, mas para o capítulo como um todo”, diz Nicole, destacando como os projetos em grupo desenvolvem habilidades técnicas e de gestão.

Na Engenharia de Robôs, Rafaela Botter, de 23 anos, lidera a equipe Humanoid, responsável por robôs bípedes que competem em partidas de futebol no RoboFEI.

“Fazer um robô andar depende de equilíbrio entre mecânica, eletrônica e programação. Não é apenas software; é integração total entre hardware e controle em tempo real”, explica Rafaela, ressaltando que a liderança exige também estratégia e gestão de pessoas.

Gabriela Bassegio, que atua na categoria AtHome, voltada a robôs para tarefas do cotidiano, afirma que os desafios vão além da programação. “No laboratório tudo funciona bem, mas na competição surgem imprevistos. Precisamos estar preparados para resolver problemas em tempo real.”

Ela também destaca que liderar equipes é essencial para a carreira: “Coordenar um projeto, organizar a equipe e auxiliar cada integrante a desenvolver suas habilidades é um aprendizado essencial para o mercado.”

Inspiração para novas gerações

O protagonismo feminino tem efeito multiplicador entre novas integrantes. “Quando entrei na equipe, tinha uma capitã mulher que me inspirava muito. Hoje quero que outras meninas se sintam da mesma forma,” lembra.

Para aquelas que ainda se sentem inseguras em ingressar na área, ela deixa um conselho: “Não tenham medo de aprender e de errar. Ninguém nasce sabendo. Precisamos ocupar cada vez mais espaços e incentivar outras mulheres a fazer o mesmo.”


Destaque – Imagem: aloart / G.I.


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