Em artigo, Ricardo Alban defende reação institucional transparente e rigorosa para restaurar a confiança nos Poderes.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio de seu presidente, Ricardo Alban, manifestou extrema preocupação com o impacto dos recentes episódios e sucessivas crises institucionais na estabilidade da República e no desenvolvimento econômico do país. A entidade alerta que o momento exige uma resposta firme, justa e transparente das autoridades públicas para conter o desgaste da confiança da população nas instituições democráticas.

O posicionamento destaca que instabilidades políticas não podem paralisar a agenda de crescimento e competitividade do Brasil, tampouco afastar oportunidades no cenário internacional. A CNI convoca Executivo, Legislativo, Judiciário, empresários e trabalhadores a construírem um consenso em torno de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes, garantindo que as apurações ocorram com amplo direito de defesa e sem interferências político-partidárias.

Leia a íntegra da nota

NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL

Presidente da CNI alerta que crises institucionais ameaçam o desenvolvimento nacional

A indústria brasileira clama às autoridades: é preciso bom senso e responsabilidade na condução do Brasil, que vive um momento crucial. Há extrema preocupação com os rumos que o país pode tomar diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados. Tais fatos exigem uma reação institucional vigorosa, de forma justa e responsável.

A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia.

Nesse momento delicado, alertamos às autoridades sobre a necessidade de os próximos passos terem equilíbrio e atenção, pensando sempre no Brasil e no povo brasileiro em primeiro lugar. É preciso que cada decisão leve em conta a importância de o país buscar mais competitividade e produtividade, de preservar e criar mais e melhores empregos, de tornar o Brasil cada vez mais forte.

A convivência social pacífica depende da atuação diária, imparcial e equilibrada da Justiça. Para lidar com o ineditismo da situação, as discussões devem ser livres, públicas e transparentes, dando ampla oportunidade para os esclarecimentos devidos. O Brasil que queremos construir precisa despertar esperança, inspirar confiança e apontar um caminho para o futuro por meio de bons exemplos.

Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional.

Esse é um momento decisivo de inflexão no qual cada movimento é importante para planejarmos e acreditarmos que o Brasil possa ser próspero para os jovens, com oportunidades econômicas e sociais. Precisamos e devemos manter a esperança e a fé de todos os brasileiros e brasileiras.

Por isso, convocamos todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores pelo consenso em torno de temas estratégicos para o país, como o estabelecimento de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes que possam garantir investimentos e crescimento econômico. Isso só se dará de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária.

Definitivamente, somos todos brasileiros e brasileiras e devemos continuar acreditando que vale a pena.

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)


Destaque – Ricardo Alban, presidente da CNI, assina posicionamento em defesa da estabilidade institucional e do crescimento econômico. Imagem: Iano Andrade / CNI / + aloart / G. I.


Leia outras matérias desta editoria

OAB DF aprova propostas de impeachment de Moraes e Toffoli do STF

Conselho Pleno da seccional do Distrito Federal pede afastamento cautelar, fim do sigilo em apurações e arquivamento do Inquérito das Fake News. O Conselho Pleno da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aprovou, em sessão...

Cerca de 3 mil entidades assinam manifesto por transparência no STF

Documento defendido por setores que representam 90% do PIB cobra julgamento público e urgente de episódios recentes envolvendo a Corte. Um grupo composto por cerca de 3 mil entidades representativas de todas as regiões do país e responsável por...

CNI alerta que crises institucionais ameaçam a estabilidade e o desenvolvimento do Brasil

Em artigo, Ricardo Alban defende reação institucional transparente e rigorosa para restaurar a confiança nos Poderes. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio de seu presidente, Ricardo Alban, manifestou extrema preocupação com o impacto dos...

FecomercioSP reforça engajamento em manifesto do setor produtivo e apoia mobilização digital nacional

FecomercioSP reforça engajamento em manifesto do setor produtivo e apoia mobilização digital nacional. Entidade paulista destaca criação de portal público para adesão de cidadãos e reforça que a autoridade do Judiciário depende de decisões transparentes. A...

OAB SP lança manifesto articulado com seccionais e entidades civis pela reforma do Judiciário

Iniciativa em conjunto com OAB-RJ, OAB-PR, UNE e Transparência Brasil cobra sessão pública no STF e propõe Código de Conduta e mandato para ministros. A Seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB SP) lançou o manifesto “Em Defesa da Justiça e...

Fachin revoga decisões de ministros e convoca sessão para deliberação no Plenário do STF

Presidente da Corte suspende decisões sobre o comando da Polícia Federal e pauta julgamento definitivo para 15 de setembro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, assinou nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, um...

Transparência Internacional pede afastamento de Moraes do STF

Organização aponta blindagem do impeachment no Senado por Alcolumbre e destaca aprofundamento da crise na corte A Transparência Internacional citou a conduta e pediu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, mencionando a blindagem da votação de seu...