Categoria: Editorial

Tatuapé e região, onde o comércio da insegurança prevalece em SP

Na Vila Gomes Cardim, Chácara Santo Antônio e proximidades do metrô Carrão, furtos à noite e na madrugada expõem o contraste entre a poluição sonora de vigias clandestinos e a impunidade desses e outros crimes O direito ao sossego e a garantia da segurança pública são pilares fundamentais da vida urbana que parecem ter sido revogados na zona Leste de São Paulo. Praticada à margem da lei, a atividade de vigilância noturna clandestina avançou sobre os bairros da Vila Gomes Cardim, da Chácara Santo Antônio e arredores do metrô Carrão, dentre outros. Sob o pretexto de oferecer proteção, motociclistas informais cortam a madrugada acionando sirenes e dispositivos de iluminação proibidos, privando trabalhadores, estudantes, idosos, bebês e pessoas com condições neurodivergentes — como o autismo — do descanso necessário. O paradoxo que se impõe nas áreas citadas da região do Tatuapé é gritante: enquanto o som estridente das sirenes perturba os lares a cada meia hora, criminosos especializados no furto de fiação pública, em invasões domiciliares e no roubo de veículos agem sem qualquer cerimônia. Imagens recentes obtidas por este veículo registram que a fiação de energia foi é constantemente levada em plena madrugada, exatamente no perímetro de atuação das supostas rondas de vigilância com sirenes e em frente a residências que pagam as mensalidades do serviço privado que entitula-se “dono da área”. A audácia dos criminosos e a intocabilidade...

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Prática proibida com sirenes na madrugada avança em São Paulo e levanta dúvidas sobre fiscalização

Desde 1993 Séries de reportagens reúnem provas, relatos e estudos sobre o uso de sirenes por vigias noturnos durante a madrugada, enquanto a maioria da população está dormindo ou tentando dormir em meio ao barulho provocado por pessoas que lucram com essa atividade, cujo formato é proibido. Destacamos os impactos à saúde daqueles que não conseguem dormir, pessoas enfermas, nas proximidades de hospitais e casas de saúde, questionamentos legais e a falta de fiscalização em áreas como o Tatuapé, sob o 30º DP. Estamos demonstrando, ao longo de séries de reportagens já publicadas e em andamento — com links disponíveis ao leitor —, fatos apurados que colocam em debate um processo envolvendo vigias noturnos em São Paulo. No centro da discussão está o uso de sirenes que chegam a 120 decibéis. Equipamentos simples, vendidos por cerca de R$ 50, e utilizados de forma recorrente em áreas residenciais. Os fatos levantam questionamentos na interpretação da lei e na análise de provas a respeito do formato utilizado por essa categoria. As reportagens já publicadas reúnem elementos que apontam para irregularidades e para a ausência de fiscalização efetiva por parte do poder público diante de uma prática proibida amplamente disseminada. Na somatória entre fornecer lucro a alguns poucos vigias noturnos e os males que suas atividades causam, a população só tem a perder. Na região do Tatuapé, sob a circunscrição do 30º...

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Segunda-feira, 27 de julho de 2026

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