Integração entre a região oeste metropolitana e o eixo da Zona Leste e Paulista promete descentralizar fluxos e reduzir tempo de viagem.
A mobilidade urbana entre a região oeste da Grande São Paulo e os eixos consolidados da capital paulista caminha para uma transformação estrutural. O projeto da futura Linha 22-Marrom deu seus primeiros passos práticos com o início das sondagens de solo na área do Complexo do Ginásio de Esportes, em Cotia. A atividade de campo abre caminho para os estudos de engenharia que viabilizarão o traçado subterrâneo, desenhado especificamente para quebrar o isolamento rodoviário da região e criar um corredor direto até a estação Sumaré, na Linha 2-Verde.
O anúncio das operações de perfuração e coleta de amostras geológicas iniciadas pelo Governo de São Paulo, são determinantes para mapear as características do subsolo ao longo do eixo da Rodovia Raposo Tavares. Esses dados geotécnicos indicam como as tuneladoras atuarão e quais as soluções estruturais mais seguras para sustentar as futuras estações, garantindo que o desenho das vias minimize os impactos na superfície de cidades adensadas como Cotia e Osasco.
Menos trânsito na superfície e avanço nos prazos ambientais
Atualmente, o planejamento do ramal avança com os ritos de contratação do seu Projeto Básico, a etapa que detalha a engenharia e os custos logísticos antes da abertura das concorrências para a construção civil. Simultaneamente, o cronograma segue no campo regulatório com os debates e análises do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
O pedido para a obtenção da Licença Ambiental Prévia também já foi protocolado junto aos órgãos competentes. Com o avanço do calendário, novas frentes de sondagem serão abertas nos próximos meses em pontos estratégicos do trajeto para complementar o banco de dados que dará sustentação ao início das escavações.

Linha 22-Marrom deverá ter cerca de 29 km de extensão e 19 estações, conectando Cotia e Osasco à estação Sumaré, na Linha 2-Verde. Imagem: Governo de SP
Um elo de alta capacidade para aproximar os dois lados da região metropolitana
A grande promessa da Linha 22-Marrom reside na sua capacidade de redesenhar o fluxo diário de passageiros que hoje dependem quase exclusivamente do modal rodoviário. O projeto prevê uma linha totalmente subterrânea com cerca de 29 quilômetros de extensão e a implantação de 19 estações estrategicamente distribuídas para captar a demanda local e fazer a integração com a malha metroferroviária já existente.
Ao se conectar com a estação Sumaré (zona Oeste) da Linha 2-Verde — que hoje atende grande parte da zona Leste, chega a Avenida Paulista e será prolongada até Guarulhos —, o novo ramal permitirá que os moradores de Cotia e Osasco acessem importantes polos de conectividade sem ter que passar pelo centro histórico da capital. Quando o sistema estiver operando em sua totalidade entre o Sumaré e Cotia, a expectativa é atender 650 mil passageiros por dia, reduzindo o tempo de deslocamento de ponta a ponta para uma média estimada em 42 minutos.
Destaque –Perspectiva computadorizada mostram como será a estação USP-Praça do Relógio. Imagem: Governo de SP



