Organização aponta blindagem do impeachment no Senado por Alcolumbre e destaca aprofundamento da crise na corte
A Transparência Internacional citou a conduta e pediu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, mencionando a blindagem da votação de seu impeachment no Senado por Davi Alcolumbre (União-AP). A grave crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), com revelações do caso Banco Master que apontam envolvidos nos mais altos escalões, expõe esquemas de corrupção.
Grupos que buscam justiça são ridicularizados diante do poder financeiro. Exemplo clássico é a perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. No quesito da Segurança Pública, o candidato à presidência, senador Ronaldo Caiado (PSD-GO), referiu-se à insegurança da população, que esconde alianças de casamento e corre risco ao falar no celular nas ruas. Falar ao celular nas ruas também é arriscado.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), também lançado à presidência, citou interesses que travam o progresso. Empresário, ele disse que na vida pública aprendeu haver pessoas que não desejam que o Brasil cresça. Seu partido é o único que “exige de seus candidatos a senador o compromisso formal de apoiar o impeachment de ministros que cometam abusos.”
Ambos os ex-governadores admitiram que há estados no país onde as leis não vigoram e são comandados pelo crime organizado.
Detalhes do relatório da Polícia Federal e a CPMI do INSS
Ações como a do ministro André Mendonça, de levantar o sigilo do relatório da Polícia Federal com 218 páginas e expor relações ali apontadas, distanciam as cifras mencionadas daquelas percebidas pela população, como R$ 300 mil de limite nos cartões para cada filho de um ministro. O valor do presente ofertado por Daniel Vorcaro equivaleria a mais de 15 anos de trabalho ganhando o salário mínimo atual de R$ 1.621. Uma das fraudes das quais o banqueiro é acusado são os avanços contra os aposentados do INSS, cuja maioria recebe valores como esse.
A CPMI do INSS foi encerrada em março de 2026 sem aprovação de um relatório final conjunto. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator do parecer principal rejeitado por 19 a 12, concluíram em 4 mil páginas haver núcleos técnico, administrativo, financeiro, empresarial e político na movimentação de bilhões via descontos não autorizados.
“O esquema de descontos associativos e empréstimos consignados, todos fraudulentos, cresceu à luz do dia dentro dos sistemas do INSS com a cumplicidade ativa ou a omissão conveniente de quem ocupava exatamente os postos destinados a impedi-lo”, afirmou o relator.
Gaspar é candidato a vice-presidente ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que almeja a presidência. Viana continua no Senado cobrando um posicionamento mais democrático do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para pautar o impeachment de Moraes. Alcolumbre já admite que são 109 pedidos contra ministros do STF — sendo 55 pedidos só contra Moraes. No entanto, continua, até agora, blindando o ministro do STF.
Destaque – Transparência Internacional menciona conduta do STF e blindagem de impeachment no Senado. Imagem: aloart / G. I. / IA image



