FecomercioSP reforça engajamento em manifesto do setor produtivo e apoia mobilização digital nacional.


Entidade paulista destaca criação de portal público para adesão de cidadãos e reforça que a autoridade do Judiciário depende de decisões transparentes.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reafirmou sua adesão ao “Manifesto à Nação Brasileira”, juntando-se às cerca de 3 mil entidades do setor produtivo — como CNI, Fiesp, CACB e CNC — em defesa da transparência no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora o teor da publicação replique o documento unificado divulgado pelo setor produtivo, a atuação da FecomercioSP e das demais federações comerciais ganha destaque ao impulsionar uma plataforma digital inédita (manifestoanacao.com.br). A ferramenta permite que cidadãos comuns e empresários de todo o país assinem digitalmente o manifesto, expandindo a cobrança institucional para uma mobilização direta da sociedade civil.

A entidade do comércio paulista reitera o alerta de que o descrédito nas instituições afeta diretamente a confiança econômica, o ambiente de negócios e a estabilidade do mercado nacional. Para a FecomercioSP, a exigência de que o Plenário do STF examine os fatos em sessão pública e com absoluta urgência representa um passo indispensável para preservar o Estado de Direito e a segurança jurídica que sustentam os investimentos no país.

Leia a íntegra da nota

MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.

Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!

Cada dia é um dia a mais de descrédito.

O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!


Destaque – FecomercioSP é uma das entidades signatórias do manifesto publicado em conjunto pelo setor produtivo. Imagem: FecomercioSP / aloart / G. I.


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