Entidade defende que a negociação coletiva deve ser preservada para ajustar escalas à realidade de cada setor.


A tramitação de propostas voltadas à alteração da carga horária de trabalho voltou ao centro dos debates no Congresso Nacional. A Confederação Nacional da Indústria posicionou-se de forma contrária à inclusão do tema em votação durante o esforço concentrado do Senado Federal agendado para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro.

A avaliação da entidade patronal é de que o calendário político afeta a neutralidade necessária para a análise da matéria. O debate com a sociedade e os setores da economia precisa ser feito e aprofundado, mas não neste momento. Após as eleições teremos condições de discutir com a moderação que o assunto requer. Não é correto que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque sabemos que as decisões não virão equilibradas”, enfatizou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Negociação coletiva garante flexibilidade produtiva

O setor industrial argumenta que a diversidade dos processos produtivos impede a aplicação de regras rígidas e uniformes para todas as atividades econômicas. A fixação de diretrizes sem o amplo diálogo com os segmentos atingidos pode gerar impactos diretos sobre a competitividade e os custos operacionais das empresas.

Diante das especificidades de cada ramo da indústria, a entidade sustenta que os acordos entre sindicatos patronais e de trabalhadores representam o caminho mais adequado para eventuais adequações na rotina laboral. Para a liderança empresarial, a negociação coletiva deve permanecer como instrumento central de definição das jornadas e escalas, permitindo soluções adequadas à realidade de trabalhadores e empresas”, reforçou Ricardo Alban.


Destaque – Imagem: aloart / G. I.