NASA combina observações em raios-X e luz visível captadas por múltiplos observatórios espaciais para mapear a evolução e a diversidade das estruturas galácticas no universo.
O Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, divulgou uma nova galeria de imagens que reúne registros de formações galácticas capturados ao longo de décadas de operação no espaço. O acervo destaca a diversidade estrutural e morfológica desses sistemas cosmológicos, comparados pelos cientistas a gemas cósmicas devido às suas características singulares de tamanho e formato.
Para os astrônomos, o estudo de galáxias distantes funciona como uma chave de compreensão para a história e o futuro da própria Via Láctea. Da mesma forma que os minerais terrestres preservam o registro geológico da Terra, o mapeamento de sistemas externos fornece pistas sobre como a nossa galáxia se formou e para onde está evoluindo.
Classificação galáctica e diversidade estrutural
Na astronomia, as galáxias são divididas em três categorias principais. A primeira abrange as galáxias espirais — classe à qual pertence a Via Láctea —, caracterizadas por braços estruturados que emergem de um núcleo denso. A segunda reúne as galáxias elípticas, formações mais antigas que frequentemente resultam da fusão entre sistemas menores. A terceira contempla as galáxias irregulares, que não possuem simetria definida.
A nova coleção é composta por 16 imagens processadas que combinam dados de alta energia obtidos pelo Chandra com observações de outros instrumentos de grande porte, tanto em orbitadores espaciais quanto em observatórios baseados em solo.

Esta galeria exibe uma coleção de 16 imagens galácticas do Chandra e de outros telescópios. Os astrônomos dividem as galáxias em três categorias principais: espirais, como a nossa Via Láctea; elípticas, que são mais antigas e provavelmente resultantes de fusões; e irregulares, que podem abranger uma ampla variedade de fenômenos galácticos. Todos os tipos estão representados nesta coleção. Cada imagem galáctica contém dados de raios-X do Chandra combinados com dados de telescópios como o Webb, Hubble, IXPE, Swift e NuSTAR, da NASA, entre outros, tanto no espaço quanto em solo. Crédito: NASA/CXC/SAO
Integração de dados de múltiplos observatórios
A composição das imagens integrou capturas de raios-X do Chandra a dados coletados pelos telescópios espaciais James Webb e Hubble. A iniciativa também utilizou medições do IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer), do Observatório Neil Gehrels Swift e do telescópio NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array).
A sobreposição de dados capturados em diferentes comprimentos de onda — do infravermelho e luz visível até os raios-X de alta energia — permite aos pesquisadores analisar processos extremos, como a atividade de buracos negros supermassivos, remanescentes de supernovas e a distribuição de matéria nas regiões centrais dessas formações.
Destaque – NGC 4258: uma galáxia espiral famosa por possuir dois braços espirais extras, “anômalos”, compostos por gás quente. Os raios-X do Chandra (azul-real) mostram ondas de choque superaquecidas criadas por jatos de buraco negro central, combinados com a luz óptica do Hubble (vermelho, amarelo e azul-claro) e filamentos de poeira em infravermelho do Webb (laranja-brilhante). A M106 ajuda a demonstrar como buracos negros supermassivos podem criar características estruturais que imitam braços espirais formadores de estrelas, influenciando a evolução de uma galáxia. Crédito: Crédito da imagem: Raios X: NASA/CXC/SAO; Óptico: NASA/ESA/STScI; Infravermelho: NASA/ESA/CSA/STScI; Processamento de imagem: NASA/CXC/SAO/L. Frattare



