Expectativa corresponde aos consumidores com renda acima de 2.100 reais; abaixo desse nível, persiste forte pessimismo com a economia do país.
A inflação e o custo dos alimentos estão altos e o consumidor é capaz de sentir isso ao computar os ganhos e as despesas da família. Quem amarga o desemprego, se vira como pode.
Tomando-se o ano de 2024, a população economicamente ativa no Brasil era de 103,3 milhões, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua) do IBGE.
Segundo os dados do Novo Caged, divulgados em 30 de janeiro deste ano, o índice que mede o emprego com carteira assinada no país apontou que, em 2024, foram gerados 1.693.673.
Ainda conforme a PNAD, os empregados com carteira de trabalho somavam 38,7 milhões de pessoas. Enquanto a estimativa anual dos sem carteira assinada no setor privado era de 14,2 milhões de pessoas. O número de trabalhadores por conta própria totalizou 26,0 milhões em 2024.
Confiança do consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE sobe 0,5 ponto, para 84,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recua 0,5 ponto, para 84,2 pontos.
“A segunda alta da confiança do consumidor recupera apenas 11% das perdas incorridas nos três meses anteriores, entre dezembro de 2024 e fevereiro deste ano. O resultado de abril é impulsionado pela melhora das expectativas futuras, principalmente sobre a situação econômica local. Entre as faixas de renda, há melhora apenas para famílias que recebem entre R$ 2.100 e R$9.600. Mesmo com as melhoras pontuais, a confiança do consumidor continua refletindo um forte pessimismo disseminado. Esse sentimento é especialmente evidente entre as famílias de renda mais baixa, cuja confiança recuou pelo quinto mês consecutivo”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
Situação financeira futura das famílias avança pela primeira vez neste ano
Após registrar a primeira alta no ano no mês passado, o ICC volta a subir em abril, influenciado, principalmente, pela melhora nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE) avançou 0,7 ponto, para os 88,1 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável ao subir 0,1 ponto, para 81,1 pontos.
Os dois quesitos que avaliam o momento atual, situação econômica local atual e situação financeira atual da família, variaram em sentidos opostos, 0,7 e -0,6 ponto, para 91,9 e 70,6 pontos, respectivamente. Nos quesitos que compõem as expectativas, subiram os indicadores de situação econômica local futura e de situação financeira futura da família, com altas de 2,7 e 1,1 pontos, chegando aos 102,0 e 85,8 pontos, respectivamente. Este último indicador destaca-se por registrar a primeira alta no ano corrente. O indicador de compras previstas de bens duráveis recuou 1,8 ponto, para 77,9 pontos.
Entre as faixas de renda, houve alta na confiança dos consumidores que ganham de R$ 2.100,01 até R$ 9.600,00. Nas outras faixas houve recuo na confiança dos consumidores.
Destaque – Imagem: aloart / G I



