A criação do Dia Nacional do Patrimônio Histórico marca a importância da preservação da memória nacional – material e imaterial. A data também homenageia o advogado, jornalista e escritor brasileiro, Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898 – 1969). Ele foi uma figura chave na criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atualmente Iphan.

Veja aspectos da mais famosa entre as estações paulistas no final desta matéria


Com o objetivo de conscientizar a população sobre a relevância de proteger os bens culturais para a identidade e o desenvolvimento do país, o Dia do Patrimônio Histórico guarda em suas estações ferroviárias histórias intermináveis com particularidades culturais a cada estação.

Compondo o patrimônio cultural do estado de São Paulo, as estações do Brás, Luz e Pindamonhangaba são algumas das mais emblemáticas, integram o sistema dos transportes metropolitanos e são reconhecidas como patrimônio histórico.

As estações de trem e metrô não apenas facilitam o deslocamento diário de milhares de passageiros, mas também se destacam como monumentos vivos que narram a evolução social, econômica e urbana do Estado de São Paulo. Muitas dessas construções, com suas arquiteturas peculiares e ricas em detalhes, são verdadeiros museus a céu aberto, refletindo estilos de épocas passadas.

Estações consideradas patrimônio histórico e ferroviário

Estação do Brás

Inaugurada em 1867 e tombada em 1982, atualmente chamada de Estação Brás é uma importante conexão entre linhas da CPTM e do Metrô, transportando diariamente milhares de passageiros e simbolizando a ligação entre o passado e o presente.

 

Antiga Estação do Brás da São Paulo Railway. Foto: via Wikicommons

 

 

A Estação do Norte, da Estrada de Ferro do Norte, foi inaugurada em 1875 ao lado da Estação do Brás, da São Paulo Railway; posteriormente renomeada Estação Roosevelt, atualmente é conhecida como Estação Brás. Foto de Marc Ferrez, feita em 1914.

 

Estação Franco da Rocha

Reconhecida por sua significância histórica e arquitetônica, esta estação representa o período de expansão e consolidação da São Paulo Railway (SPR), uma era crucial para o desenvolvimento do transporte ferroviário no estado.

Estação Jundiaí

Inaugurada pela São Paulo Railway (SPR) em 1867, a estação teve um papel crucial, construída para levar o café dos agricultores de Jundiaí ao porto no Litoral Paulista. Hoje, a estação é um importante marco da cidade.

Estação da Luz

Tombada em 1982, a Estação da Luz é um marco arquitetônico inspirado em construções londrinas, como o Big Ben e a Abadia de Westminster. Ela reflete o período de expansão da cidade impulsionado pelo café. Atualmente, a Estação da Luz tem conexões com as linhas de metrô 1-Azul, operada pelo Metrô, conexão que foi efetivada em 1975, quando a linha metroviária tinha a denominação original Linha Norte-Sul, e 4- Amarela, operada pela concessionária ViaQuatro, conexão criada em 2011.

 

Aspecto atual da Estação da Luz: Foto: CPTM

 

Estação Pindamonhangaba

A estação Pindamonhangaba da Estrada de Ferro Campos do Jordão está localizada no ponto inicial da ferrovia, no município de Pindamonhangaba, a 555 metros de altitude. Foi inaugurada em 1922 como sede da ferrovia e local para depósito dos materiais transportados pela Estrada de Ferro. Em 1971, passou a funcionar como estação para embarque e desembarque de passageiros.

 

Estrada de Pindamonhangaba. Foto: Divulgação

Em 1994, a estação ganhou quatro murais em sua área externa com pinturas em azulejos que representam diferentes momentos da ferrovia. O prédio teve sua fachada tombada em 2021 e atualmente abriga escritórios administrativos da ferrovia e um dos Centros de Memória Ferroviária da EFCJ.

Importância do tombamento

Além dessas, outras estações como Caieiras, Jaraguá, Juventus-Mooca, Perus, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Várzea Paulista também são protegidas pelo tombamento, evidenciando a riqueza do patrimônio ferroviário paulista.

O tombamento de bens históricos, como estações ferroviárias, é fundamental para preservar a memória e a identidade de um lugar. Essas estruturas contam a história da cidade e de seus moradores. Além disso, o tombamento garante a manutenção e preservação desses espaços, para que as futuras gerações possam conhecer e valorizar a importância desses locais.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) mantém uma equipe dedicada à restauração e conservação do patrimônio histórico ferroviário. Recentemente, a Estação da Luz passou por obras de restauro, com a recuperação da fachada, torreões, muros, caixa d’água e prédio administrativo. Os projetos de restauração passam por aprovação dos órgãos de preservação, garantindo a autenticidade e a qualidade das intervenções.

As estações ferroviárias de São Paulo são muito mais do que simples pontos de transporte; são testemunhos da história da cidade e do estado, com um rico patrimônio a ser preservado e valorizado.

O Dia do Patrimônio Histórico foi estabelecido em homenagem a Rodrigo Melo Franco, nascido em 17 de agosto de 1898. Ele foi responsável por criar o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1937. Falecido no dia 11 de maio de 1969, no Rio de Janeiro, sua contribuição é refletida em edificações de inestimável valor cultural na capital e região metropolitana de São Paulo.

Momentos da Estação da Luz, a mais famosa entre as estações paulistas.

 

Aspecto da Estação da Luz em foto tirada da Avenida Tiradentes, no ano 1900, por Guilherme Gaensly (1843-1928). Foto: Pinacoteca do Estado / via Wikicommons

 

 

Estação da Luz por volta de 1900, em imagem colorizada com a técnica de cromolitografia. Fotógrafo: Guilherme Gaensly (1843-1928). Imagem: José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP / via Wikicommons

 

 

2016 – Estação da Luz vista da Rua Prates. Foto: Madmarcelomad / via Wikicommons

 

 

2015 – Estação da Luz vista da Rua Prates. Foto: Webysther Nunes / via Wikicommons

 


Com informações da Secretaria dos Transportes Metropolitanos


Destaque – Aspectos da Estação da Luz, na capital paulista. Fotos / via Wikicommons: Ghuilherme Gaensly (E) e Webysther Nunes (D)


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