O programa começou em meados dos anos 2000 e projeta captar mais da metade do que consome até 2030.
Marrocos fica no Norte da África, na região do Magrebe, banhado pelo Oceano Atlântico a oeste e pelo Mar Mediterrâneo ao norte, fazendo fronteira com a Argélia e o Saara Ocidental, e está bem próximo da Espanha, separada pelo Estreito de Gibraltar. Através de Gibraltar as tropas mouras (berberes e árabes do Norte) Península Ibérica (atual Portugal e Espanha) em 711 d.C. A região de Andaluzia, na Espanha, é uma das que foram fortemente influenciada pela cultura mourisca que ali permaneceu até 1492.
Na atualidade, Marrocos é um é um dos maiores importadores de energia do Oriente Média e Norte da África. Em 2022, o país gastou cerca de US$ 13,5 bilhões com petróleo bruto e derivados, carvão, gás natural e eletricidade que cresce cerca de 7% ao ano. O governo marroquino, no entanto, resolveu encarar o problema e em meados dos anos 2000 decidiu impulsionar projetos massivos de energias renováveis. No ano passado lançou um dos maiores e mais ambiciosos planos de energia solar do mundo, com investimentos superiores a 9 bilhões de dólares.
O Complexo Solar de Ouarzazate, com 500 MW, é a maior usina solar do mundo. Foi construído com um investimento de cerca de 9 bilhões de dólares. O Complexo Solar de Ouarzazate, também conhecido como Noor CSP, tem uma capacidade total de 580 MW e uma produção estimada de 1,2 TWh/ano, o que atende às necessidades energéticas de mais de 1 milhão de pessoas.
Em 2016, a meta do Marrocos para a energia solar era atingir 2000 MW até 2020. Em 2024, a eletricidade proveniente de fontes renováveis representou dois quintos da geração total de energia do país. Em 2024, o governo anunciou a intenção de aumentar a participação de tecnologias renováveis na matriz energética para 53% da geração total até 2030.
Marrocos está investindo fortemente no desenvolvimento do seu setor de energias renováveis, o que reduzirá consideravelmente sua dependência de fontes de energia importadas.
Destaque – Energia solar no Marrocos: coordenação do governo e meta de atingir 52 a 53% de independência até 2030. Foto/Crédito: Belgaimage



