Falta de visão estratégica ou uma calamidade. É difícil encontrar palavras para os engarrafamentos que, com providências relevantes, poderiam ser evitados ou pelo menos amenizados. As pesquisas anteriores de Origem e Destino, talvez, ainda não detectaram essa dificuldade que trava a já dificílima mobilidade na região do Viaduto Aricanduva.
Carretas e caminhões superpesados, um número extraordinário de veículos urbanos de carga e intermináveis carros de passeio, caminhonetes e, por aí, se perde as contas da quantidade de veículos que têm como objetivo o Viaduto Eng. Alberto Badra, mais conhecido como Viaduto Aricanduva.
Interrupções nesse massivo volume de trânsito causam congestionamentos intermináveis, afetando em grande proporcionalidade o trânsito nessa região da zona Leste de São Paulo. As confluências de duas ruas chamam a atenção sobre esse ponto de estrangulamento, que pode ser considerado como uma das mais notáveis distrações de engenharia de tráfego da capital paulista, permanecendo carente de soluções que visem sua substancial melhoria.
Parada cruel
A confluência da Rua Hely Lopes Meirelles e a interrupção do trânsito para dar acesso aos veículos dessa via com direção ao Viaduto Aricanduva já bastariam para causar irremediáveis congestionamentos. Porém, há ainda outra interrupção semafórica para beneficiar os veículos vindos da Rua Talma de Oliveira, a fim de que possam acessar a ponte ou seguir qualquer destino. Portanto, duas paradas semafóricas.
Isso, talvez, não seria problema se, ao fornecer esses acessos, não prejudicassem em desproporção significativa os veículos vindos da Marginal Tietê – que utilizam a alça de acesso. Em outro sentido, nesta quinta-feira (18), quem chegou a São Paulo pela Via Dutra, por volta das 15h, e acessou as avenidas Educador Paulo Freire e Ayrton Petrini, demorou uma média de 30 minutos para percorrer 3,8 km e alcançar o semáforo instalado na altura do número 2001 desta última. No horário de pico, a demora é muito maior.
Paralisando o fluxo do trânsito pesadíssimo em direção à Avenida Aricanduva, vindo de diversas cidades e mesmo da região metropolitana de São Paulo, as paradas devidas a esses dois semáforos causam, diariamente, um dos maiores congestionamentos da capital e elevam sobremaneira os níveis de estresse dos motoristas.
Reflexos
Para fornecer acesso com paradas semafóricas aos veículos das ruas Hely Lopes Meirelles e Talma de Oliveira, os reflexos podem ser observados ao longe e, causa espanto, a desproporcionalidade, se for levado em conta o número de usuários beneficiados e prejudicados. No entanto, o ponto mais importante é buscar soluções.
Na direção Sul, as paradas semafóricas dessas vias congestionam a pista local da Marginal Tietê, desde as proximidades do final da Rodovia Ayrton Senna. Ao buscar a alça de acesso, os veículos que chegam a São Paulo também engarrafam o trânsito da alça de acesso à Marginal do Tietê para quem vem da Avenida Salim Farah Maluf em direção à zona Sul.
Quem chega a São Paulo pela Via Dutra, por meio da Avenida Educador Paulo Freire, sentido Avenida Ayrton Petroni, que está na continuação da primeira, já percebe o engarrafamento desde as proximidades da saída da Dutra.
Desafios
Coroando a falta de planejamento na qual a cidade de São Paulo cresceu ao longo de décadas, talvez sem calcular as dimensões quanto ao fluxo de veículos, no final do Viaduto Aricanduva, o motorista ainda faz uma outra parada cruel na confluência com a Rua Júlio Colaço. Nesse ponto, o estresse atinge os picos máximos, depois de um longo tempo perdido.
Soluções são difíceis e demoradas, com o aumento de veículos e a expansão anunciada todos os dias quanto à expansão dos negócios na capital. Já há quem diga que, em algum momento, nesse ritmo, a cidade vai parar e ficar sem saída. A Pesquisa Origem e Destino já começou na região metropolitana de Jundiaí e tem desafios importantes pela frente; o fluxo à região do Aricanduva é um deles.
Destaque – Confluência das ruas Hely Lopes Meirelles, Talma de Oliveira e Avenida Ayrton Petroni com destino ao Viaduto Aricanduva: congestionamentos monstruosos. Imagem: Google Maps



