Sistema de membrana microporosa exige estruturas menores e elimina parte do processo convencional de filtragem.


A produção de água potável para abastecer uma população de 20 milhões de pessoas diariamente não é uma tarefa simples, por isso exige grandes investimentos em obras e em tecnologia, informa a Sabesp. No entanto, a água que chega às torneiras ainda se apresenta com leve coloração amarelada em algumas oportunidades, mas já esteve pior antes da privatização. Com a utilização do cloro, a água fica esbranquiçada.

A gerente de Tratamento de Água Metropolitana da Sabesp, Katia Hasmann, faz alguns esclarecimentos sobre os sistemas de filtragem e afirma que a Sabesp produz atualmente 103 mil litros de água por segundo, 70 mil somente para abastecer a Região Metropolitana de São Paulo, e parte dessa produção já é feita com membranas de ultrafiltração, tecnologia importada pela empresa para agilizar o abastecimento.

Sistemas de filtragem da água em SP

Diferentemente do sistema convencional, onde a purificação da água passa por vários processos, como coagulação, tanques de decantação e filtragem para retirar as impurezas da água, o sistema de ultrafiltração usa uma fina membrana capaz de reter todas as partículas de sujeira da água. “São barreiras físicas de porosidade milimétrica capazes de reter todas as partículas da água, eliminando grande parte do processo convencional”, avalia Kátia.

Em ambos os processos, após a eliminação das impurezas, a água recebe tratamento químico, com cloro e flúor, para torná-la potável para a população.

“A principal diferença é o tamanho da estrutura exigida em cada processo. A utilização do processo de ultrafiltração requer espaço físico menor, logo custo menor de construção e mais agilidade na implantação de novas estações de tratamento. Outra vantagem é que é um projeto modular, então você consegue ampliar a capacidade de produção rapidamente, de acordo com a necessidade de cada região”, explica. Apesar de requerer equipamentos importados, o processo não impacta diretamente na tarifa final dos consumidores.

Potabilidade

De acordo com a gerente da Sabesp, a tecnologia tem sido adotada em locais de rápido crescimento populacional e que carecem de espaço físico para grandes construções, como as estações convencionais. “É importante ressaltar que não existe diferença de qualidade da água nos dois processos. Os dois passam por rígido controle de dosagem de produto químico e do padrão de qualidade, e atendem em 100% o padrão de potabilidade exigido pelo Ministério da Saúde”, esclarece.

Entre as estações de tratamento na Região Metropolitana de São Paulo que já dispõem da tecnologia estão a ETA ABV (Alto da Boa Vista), com capacidade de 2 mil litros por segundo, ETA Rio Grande, que está em fase de ampliação e vai passar de 500 para 750 l/s, e ETA Embu-Guaçu, com capacidade de 50 l/s.

Há ainda projetos para ampliação na capacidade de produção de água com a adoção das membranas de ultrafiltragem em Cajamar, Itapecerica da Serra, Ilhabela e algumas unidades do interior do estado.


Destaque – Em ambos os processos, a água recebe tratamento químico, com cloro e flúor, para torná-la potável para a população. Foto: Divulgação/Sabesp


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