Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva é inaugurado na zona leste com foco em preservação ambiental, lazer e pesquisa.


A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira (6) o Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva, na região de Cidade Tiradentes, zona leste. O espaço foi criado para proteger as nascentes do Rio Aricanduva e recuperar uma área que há anos sofria com descarte irregular de lixo, invasões e degradação ambiental.

O parque é o 14º inaugurado desde 2021, o 7º parque natural e o 122º parque municipal da capital. Desde o início da política de expansão de áreas verdes, a cidade já plantou mais de 165 mil árvores e aumentou a cobertura vegetal para mais de 50% do território.

 

Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva. Foto: Sergio Barzaghi / Secom

 

Estrutura e núcleos do parque

O parque ocupa 2,2 milhões de m², com quatro núcleos: Cabeceiras, Nascentes 02, Limoeiro e Carvalho Brasileiro. Nesta primeira etapa, foram inaugurados 100 mil m². A implantação envolveu investimento de R$ 49 milhões em desapropriações e mais R$ 9,4 milhões em obras.

O núcleo principal, com acesso pela Rua Gigi Damiani, conta com mirante, passarela elevada, torre de observação, parquinhos, praça de recreação com miniquadra, equipamentos de atividade física, guarita, sede administrativa e calçadas acessíveis. O entorno recebeu plantio de espécies nativas da Mata Atlântica e melhorias no transporte público, incluindo novo abrigo para a linha de ônibus 3789-10.

Os demais núcleos têm guaritas e cercamento, garantindo a preservação das nascentes e da biodiversidade local. A sede administrativa incorpora soluções sustentáveis, como painéis fotovoltaicos, captação de água da chuva, ventilação cruzada e iluminação natural, além de dormitórios para pesquisadores.

 

Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva. Foto: Sergio Barzaghi / Secom

 

Conservação, educação e pesquisa

Como Unidade de Conservação de Proteção Integral, o parque prioriza a preservação da natureza, permitindo uso indireto apenas para pesquisa científica, educação ambiental e observação da biodiversidade. A área integra o Corredor Ecológico Leste, que garante o fluxo de espécies entre fragmentos florestais e fortalece a biodiversidade urbana.

O secretário do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, destacou que o espaço representa transformação ambiental e social, oferecendo lazer, estudo e referência ambiental para a comunidade.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a iniciativa vai além de criar um parque: “Estamos salvando a nascente do Rio Aricanduva e transformando uma área degradada em referência ambiental para a cidade.”


Destaque – Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva. Foto: Sergio Barzaghi / Secom


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