Algoritmo adaptativo ajusta o tempo de abertura da faixa conforme a velocidade de quem atravessa, garantindo mais segurança e fluidez
Um estudo desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP criou uma tecnologia de semáforo inteligente pensada para priorizar a travessia de quem anda a pé. Em simulações virtuais baseadas no fluxo real de ruas de São Paulo, o sistema reduziu em 71,42% o tempo de espera dos pedestres, economizando cerca de um minuto por travessia.
Diferente das botoeiras tradicionais, o modelo utiliza sensores de imagem e algoritmos para ajustar o tempo verde em tempo real. Se o pedestre conclui a travessia rapidamente, o sinal fecha em seguida e libera os veículos. Já em casos de idosos ou pessoas com mobilidade reduzida ainda na via, o tempo de abertura é estendido automaticamente.
“O programa funciona assim: ele abre o verde para o pedestre e, se ele já tiver atravessado, o sinal fecha e libera os veículos. Mas, se o sensor detectar que o pedestre ainda está na faixa — como um idoso ou alguém com mobilidade reduzida —, o veículo continua parado e o verde se mantém”, explica o pesquisador e autor do estudo, Andrey Luís Barbosa Gomes.
A otimização também trouxe ganhos para os motoristas: o tempo de espera dos veículos caiu 22% nas simulações, já que o sinal de pedestre não permanece aberto sem necessidade. O algoritmo foi validado com dados de quatro pontos da capital paulista — incluindo a Rua Oscar Freire, o Hospital Universitário da USP e cruzamentos em Cidade Tiradentes —, mostrando viabilidade para futuras aplicações em políticas públicas de mobilidade urbana.
Com as informações de Sthephany Oliveira| Jornal da USP



