O índice foi divulgado nesta sexta-feira (31) e expressa a preocupação da sociedade com a alta inflacionária.


O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,5 ponto em janeiro, atingindo 116,9 pontos, maior nível desde julho de 2022 (120,8 pts.). Na métrica de médias móveis trimestrais, o IIE-Br subiu 4,0 pontos, alcançando 114,2 pontos.

 

 

“O Indicador de Incerteza Econômica acumula alta superior a 10 pontos nos últimos três meses, influenciado pelo cenário fiscal e pela amplificação das incertezas externas em janeiro. No front doméstico, há incertezas quanto à política fiscal e com relação aos rumos da inflação; no front internacional, as economias aguardam definições relevantes por parte dos Estados Unidos nesses primeiros dias de governo Trump. No mês, a alta foi determinada pelo componente de Mídia, enquanto o componente de Expectativas caminhou em sentido contrário, refletindo um maior consenso sobre a trajetória da taxa de juros nos próximos meses”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

 

 

Componente de Mídia e de Expectativas

O componente de Mídia do IIE-Br subiu 3,5 pontos em janeiro, para 116,7 pontos, contribuindo positivamente com 3,1 pontos para a alta do índice agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, caiu 7,1 pontos no mês, para 110,6 pontos, contribuindo de forma negativa com 1,6 ponto para o resultado do IIE-Br de janeiro.

 

 


Destaque – Imagem: aloart / GI / Gráficos: Fonte e Elaboração FGV IBRE


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