Ação do Ministério Público com apoio da Sefaz-SP e das polícias cumpre mandados em quatro cidades, apreende dinheiro e afasta agentes fiscais e vice-prefeito de Tupi Paulista.
Uma operação realizada nesta sexta-feira (13) investiga um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro na região de Osasco. Batizada de Operação Mágicos de Oz, a ação foi conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) com apoio da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e das polícias Civil e Militar.
Mandados de busca e apreensão e prisão temporária foram cumpridos em quatro cidades do estado: São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. Até o início da tarde, os agentes haviam apreendido mais de R$ 170 mil em dinheiro, além de celulares, notebooks e documentos que podem auxiliar no avanço das investigações.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). O objetivo é desarticular um esquema instalado na Delegacia Regional Tributária (DRT-14) de Osasco, identificado a partir de apurações iniciadas na Operação Ícaro.
Segundo as investigações, o grupo utilizava intermediários para receber propinas de agentes públicos, além de movimentar valores ilícitos e realizar operações para ocultação patrimonial. Os recursos obtidos de forma irregular eram repassados a terceiros ligados ao esquema, responsáveis por receber, movimentar e esconder o dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. A Justiça também determinou o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções e o afastamento do cargo do vice-prefeito de Tupi Paulista.
Durante diligências realizadas por equipes do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) em Valinhos, um auditor fiscal foi preso em cumprimento a mandado judicial. No local, os agentes encontraram R$ 10,8 mil em espécie, além de aparelhos eletrônicos e dispositivos de armazenamento de dados.
Em outro endereço, os policiais apreenderam R$ 39,5 mil em dinheiro, dois notebooks e documentos. Já em uma residência de alto padrão também em Valinhos foram localizados R$ 122,3 mil em espécie, além de celulares e equipamentos de informática.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo atua na investigação como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (CIRA-SP), por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp). O órgão participa de operações voltadas ao combate à sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária.
A secretaria também acompanha as investigações desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025. Atualmente, estão em andamento 33 procedimentos administrativos para verificar possíveis envolvimentos de servidores em práticas ilícitas, com possibilidade de demissão.
Em nota, a Sefaz-SP reiterou o compromisso com valores éticos e com a justiça fiscal, destacando que repudia qualquer conduta irregular e que continuará colaborando com a apuração de eventuais desvios.
Destaque – A Sefaz atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o MPSP, colaborando com as investigações. Foto: Governo de SP



