Leia sobre os avanços chineses, mercado de luxo, planejamento estratégico e sobre o comportamento dos clientes digitais.
Marcas chinesas de eletroeletrônicos já superam 20% das vendas no Brasil
Marcas chinesas de eletroeletrônicos estão conquistando espaço no Brasil e derrubando a imagem de que seus produtos são apenas baratos e de qualidade duvidosa. Dados da NielsenIQ mostram que, em 2025, pela primeira vez, a fatia dessas fabricantes superou 20% do faturamento do varejo nacional em categorias como geladeiras, lavadoras, aparelhos de ar-condicionado, TVs, computadores, smartphones e eletroportáteis.
Outro marco é que, neste ano, as vendas online desses itens ultrapassaram as do varejo físico, sinalizando maior confiança do consumidor nas marcas chinesas.
Marketplaces avançam no luxo, mas ainda enfrentam barreiras culturais
A presença do luxo no ambiente digital aumenta gradativamente e, como no e-commerce em geral, os marketplaces são peças importantes neste movimento. É o caso de Mercado Livre e Amazon, gigantes do segmento que, embora enfrentem barreiras culturais, avançam na construção de experiências com produtos de alto padrão.
Ações exclusivas, reforço logístico e mecanismos de proteção contra falsificações são alguns dos fatores utilizados por essas empresas para atrair grandes marcas de luxo. As revelações foram feitas em entrevistas ao E-Commerce Brasil, por empresários do setor.
Por que você deve iniciar o planejamento estratégico 2026 agora?
O cenário global está mudando rápido, e nem sempre a nosso favor. O recente aumento de tarifas americanas, anunciado por Donald Trump, é um exemplo claro de como decisões políticas internacionais podem impactar diretamente a competitividade das empresas brasileiras. Setores como agroindústria, siderurgia e aviação sentem a pressão. É por isso que, neste ano, esperar até dezembro ou deixar para janeiro a definição do plano estratégico 2026 é um erro que pode custar caro.
Antecipar o planejamento significa ter tempo para ajustes, simulação de cenários, engajamento da equipe e entrar em 2026 com a estratégia já em movimento. Começar agora não é apenas se preparar para o futuro, é decidir que você vai liderar nele.
Vender vai além de empurrar produto: é compreender como o cliente compra
Muitas vezes as empresas ficam presas em “como eu vendo”, quando o ponto realmente decisivo é “como o cliente compra”. O que motiva o desejo? O que transforma um desejo em necessidade? Cada cliente compra por motivos diferentes, em momentos diferentes. Entender isso faz toda a diferença.
No meu dia a dia no G4 Educação, vejo esse padrão. Tem cliente que compra rápido, convencido por uma frase no e‑mail. Outro demora dias, busca conteúdo, compara, volta, precisa tocar, precisa confiar antes de clicar no botão. Essa diferença orienta toda nossa estratégia de conteúdo, precificação, abordagem.
E no e‑commerce, isso pode, e deve, ser mapeado com dados reais. Um e‑commerce atento aprende os sinais e entrega mensagem, oferta e experiência no timing certo.
As observações são de Alfredo Soares. Empreendedor hustler e palestrante com experiência em empreendedorismo, Soares tem dois grandes cases bootstraps no cenário de startups brasileiro. É presidente na Loja Integrada e fundador do G4 Educação.
Fonte: E-Commerce Brasil
Destaque – Imagem: aloart / G. I.



