Mamãe compartilha sua experiência na superação de amamentar após um parto desafiador: “Nunca pensei em desistir”.


O mês de agosto foi celebrado como o ‘Agosto Dourado’, campanha de incentivo à amamentação como base para a saúde e o desenvolvimento infantil. O leite materno possui várias nuances de cores e a cor dourada simboliza esse alimento considerado completo e insubstituível nos primeiros meses de vida. Neste contexto, o apoio de profissionais de saúde — especialmente enfermeiras especializadas em aleitamento materno — tem sido fundamental para acolher as mães e superar os desafios dessa fase.

A enfermeira obstetra, Geysa Silva Lopes, especialista em aleitamento materno do Hospital Vitória Anália Franco, conhece na prática os desafios que as mães enfrentam antes mesmo do nascimento. “Muitas mães chegam com dúvidas, inseguranças e até dores. Nosso papel é orientar tecnicamente, mas também oferecer escuta e apoio emocional. Quando bem assistida, a mulher se sente mais segura e confiante para seguir amamentando”, afirma.

O jeito do bebê iniciar o processo de sucção e a produção de leite insuficiente são outros momentos difíceis relatados por muitas mulheres, por isso, a presença de um profissional capacitado na maternidade faz toda a diferença neste início. “Precisamos desmistificar a amamentação idealizada. É um processo natural, mas também pode ser desafiador. Nossa missão é informar, acolher e construir soluções junto com a família.”

Mãe compartilha jornada emocionante com a amamentação após parto complicado

Patrícia Barbosa Santos, de 39 anos, viveu uma primeira gestação repleta de desafios. Diagnosticada com diabetes emocional durante a gravidez, precisou tomar insulina diariamente, o que comprometeu sua produção de leite. A situação se agravou com o nascimento do filho, Thomas, em 19 de outubro de 2024, no Hospital Vitória Anália Franco, quando o bebê apresentou bradicardia e precisou ser internado na UTI neonatal.

“Foi muito dolorido. Eu tinha pouco volume de leite e ainda precisava estar todos os dias no hospital para amamentá-lo. Mesmo com dificuldades, nunca pensei em desistir”, conta Patrícia, que enfrentava também a dificuldade da pega correta. O apoio da equipe do hospital foi essencial. “Elas me ensinaram a posicionar o peito, indicaram o uso de bico de silicone e me acolheram o tempo todo”, lembra. O bebê permaneceu internado durante 16 dias.

Com foco na promoção da saúde e no fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, a proposta é acolher diferentes realidades e oferecer um cuidado integral, respeitando a individualidade de cada família, contribuindo para o sucesso da amamentação desde os primeiros momentos de vida. “Cuidar da mãe é cuidar do bebê. Uma mãe emocionalmente amparada consegue amamentar com mais tranquilidade e estabelecer um vínculo saudável com seu filho”, conclui Geysa.


Destaque – Imagem: aloart / G. I.


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