Após 9 anos longe da Seleção, lateral de 32 anos é o dono da posição com Carlo Ancelotti e quer usar tabu contra a Noruega como motivação nas oitavas
Se muitas seleções sofrem para encontrar o equilíbrio na lateral-esquerda, a Seleção Brasileira achou a regularidade em um veterano que preza pelo pragmatismo. Titular absoluto nos quatro jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Douglas Santos celebrou o seu atual momento na Amarelinha e explicou que a receita do seu sucesso é fazer o “simples com excelência”.
Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (3), no hotel The Ridge, em Nova Jersey, o paraibano de 32 anos comentou de forma bem-humorada sobre os elogios que vem recebendo da crítica e da torcida, que comparam o seu estilo seguro ao clássico prato feito do país.
“Esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Me preparei muito para chegar à Seleção depois de nove anos. Eu não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo o que o Mister e sua comissão vêm pedindo. Vou continuar dando o meu melhor para que esse feijão com arroz continue alegrando todo torcedor brasileiro.”

Douglas Santos, em Nova Jersey: “Esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência”. Foto: Nelson Terme/CBF
A resiliência de quem esperou quase uma década
A trajetória de Douglas Santos no atual ciclo é uma história de perseverança. Campeão olímpico em 2016 no Rio de Janeiro, o jogador do Zenit, da Rússia, passou nove anos longe das convocações principais, retornando apenas no ano passado com o aval do técnico Carlo Ancelotti.
Mesmo com a bagagem de atuar no futebol europeu, ele admite o peso de vestir a Amarelinha em um torneio desta magnitude, mas garante que a maturidade tem jogado a seu favor. “Estamos falando de Seleção Brasileira. É uma responsabilidade incrível, mas eu estava esperando para tê-la. Eu vinha me preparando forte física e mentalmente para esse momento. Espero dar o meu melhor nesse próximo jogo para que a gente possa passar de fase”, destacou.
Quebrando tabus contra os nórdicos
O foco total de Douglas Santos e do elenco agora está na Noruega, adversária deste domingo (5), no MetLife Stadium. O confronto traz um dado incômodo para os pentacampeões mundiais: em toda a história do futebol, o Brasil nunca conseguiu vencer a seleção escandinava (foram quatro confrontos oficiais, com duas vitórias norueguesas e dois empates).
Longe de ver o retrospecto como um peso, o lateral-esquerdo acredita que o tabu histórico é o combustível perfeito para incendiar a Seleção em Nova Jersey. “Acho que isso pode servir para nós como uma motivação para que a gente possa tirar essa escrita de não vencer a Noruega. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, a gente possa dar o melhor e sair feliz e contente com a vitória”, projetou.
Destaque – Douglas Santos em entrevista coletiva pela Seleção no hotel The Ridge, em Nova Jersey. Foto: Nelson Terme/CBF



