Alta interrompe sequência de duas quedas consecutivas no estado, mas índice paulista segue abaixo da média nacional de 3,22%


O mercado de locação imobiliária em São Paulo registrou uma inversão de tendência. Após duas quedas consecutivas, a inadimplência de aluguel no estado voltou a subir, fechando o período em 3,01%. O resultado representa um avanço de 0,27 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando o índice estava em 2,74%.

Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), desenvolvido pela Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado imobiliário. Apesar do aumento recente, o patamar atual em solo paulista mostra estabilidade quando comparado ao mesmo período do ano anterior (3,05%) e permanece abaixo da média nacional de 3,22%.

O panorama por regiões e o cenário no Sudeste

A oscilação em São Paulo acompanhou o movimento da região Sudeste como um todo, que viu sua taxa subir de 2,94% para 3,15%, invertendo a posição de menor inadimplência com o Centro-Oeste pela primeira vez desde novembro do ano passado. No cenário nacional, o Nordeste continua liderando o ranking de atrasos do país, registrando uma taxa de 5,39%, seguido de perto pela região Norte, que se manteve estável em 4,38%. Na outra ponta do levantamento, a região Centro-Oeste marcou uma queda para 2,85%, enquanto a região Sul permaneceu com o indicador mais seguro do país, fechando em 2,67%.

No recorte específico por tipo de imóvel dentro da região Sudeste, todas as categorias registraram alta em maio. Os imóveis comerciais continuam à frente no índice de atrasos com 4,16%, seguidos pelas casas, que subiram para 3,62%, e pelos apartamentos, que fecharam o período com 2,27% de inadimplência.

Imóveis populares e de alto padrão puxam os índices nacionais

Na análise nacional por faixas de preço, o levantamento identificou dois extremos de atenção para imobiliárias e administradoras de condomínios. As locações de até R$ 1.000 continuam registrando os maiores índices de inadimplência do país. No segmento residencial dessa faixa popular, a taxa saltou de 5,56% para 6,31%, enquanto nos comerciais o índice atingiu 7,60%.

Por outro lado, as locações acima de R$ 13.000 registraram o aumento mais expressivo do período. A inadimplência residencial de alto padrão subiu de 4,52% para 6,16%, enquanto os imóveis comerciais dessa mesma categoria avançaram para 4,90%. Em contrapartida, o patamar mais seguro de pagamentos do mercado brasileiro foi identificado nos contratos com valores intermediários, situados entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com taxas de inadimplência de apenas 1,91% para residenciais.

Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, avalia que o avanço nos contratos de maior valor reflete o atual momento macroeconômico do país, impactando diretamente quem gera negócios.

“Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, possui renda familiar acima de R$ 40.000, o que fica dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é composto, em grande parte, por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia e crédito mais caro”, analisa Gonçalves.

Acompanhe os principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica nos infográficos, a seguir:

 

 

 

 


Destaque – Mercado de locação imobiliária em São Paulo registra uma inversão de tendência na queda da inadimplência. Imagem: aloart / G.I.


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