Vice-artilheiro do Brasil na Copa com três gols, camisa 9 analisa suas variações táticas sob o comando de Ancelotti e projeta duelo contra a Noruega

A Seleção Brasileira não conta apenas com o faro de gol de seu camisa 9, mas também com a sua capacidade de ler o jogo e criar espaços. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no hotel The Ridge, em Basking Ridge (EUA), o atacante Matheus Cunha detalhou a sua importância tática no esquema de Carlo Ancelotti e como sua versatilidade tem sido fundamental para o equilíbrio ofensivo da equipe na Copa do Mundo de 2026.

Vice-artilheiro do Brasil no Mundial com três gols (dois contra o Haiti e um contra a Escócia), o jogador de 27 anos deixou claro que o sucesso coletivo da Amarelinha está acima do brilho individual. “Tenho funções importantes até para potencializar os companheiros. Se todo mundo for protagonista o tempo todo, como nos clubes, vai faltar o principal. Feliz de demonstrar com os gols, mas também com outras funções importantes na equipe”, ponderou.

O “camaleão” do ataque brasileiro

Atuando na Premier League pelo Manchester United, Cunha explicou que suas movimentações variam drasticamente dependendo do plano de jogo desenhado pela comissão técnica para desmontar retrancas adversárias, como ocorreu na última partida da fase de grupos.

“Em muitos momentos eu estou de 9 e tenho que estar flutuando como o ponta do losango ou como um meia de criação, e finalizando como 9”, explicou.

O jogador relembra a estratégia contra o Japão: “Nesse jogo, o plano principal para mim era flutuar mais, tentar criar mais jogadas, pois encontramos dois blocos muito compactos.”

 

Matheus Cunha, alerta: “O ataque deles é muito, muito forte. Já enfrentei o Haaland algumas vezes, inclusive quando joguei na Alemanha”. Foto: Nelson Terme/CBF

 

Alerta ligado contra velhos conhecidos da Premier League

O próximo desafio do Brasil será no domingo (5), às 17h (de Brasília), contra a Noruega pelas oitavas de final. Matheus Cunha conhece muito bem as principais armas do adversário, já que enfrenta constantemente o meia Martin Ødegaard (Arsenal) e o artilheiro Erling Haaland (Manchester City) no futebol inglês.

“O ataque deles é muito, muito forte. Já enfrentei o Haaland algumas vezes, inclusive quando joguei na Alemanha, e temos uma relação bacana. Estamos acostumados a enfrentar jogadores desse nível ao longo da temporada, mas temos que estar muito focados não só neles, mas em vários jogadores fortes da seleção norueguesa.”

Apesar da evolução constante do Brasil no torneio, o atacante rechaçou qualquer rótulo de favoritismo para o duelo eliminatório no MetLife Stadium. “Favoritismo não entra em campo. O que nos ajuda é a confiança em nós mesmos, que cresce após os gols e é transmitida pelos companheiros. Isso vira uma bola de neve positiva”, afirmou.

O sonho da sexta estrela

Consciente do peso histórico que carrega ao vestir a camisa 9 da Seleção, Matheus Cunha encerrou a coletiva expressando o desejo do elenco de deixar um legado duradouro para o país, repetindo o feito dos grandes ídolos do passado.

“Queremos construir a nossa própria história e marcar o coração dos brasileiros da mesma forma que as gerações anteriores marcaram o nosso. Se for para marcar essa geração, que seja conquistando mais uma estrela. Foi assim que eles ficaram eternizados”, concluiu o atacante.


Destaque – Matheus Cunha em entrevista coletiva pela Seleção no hotel The Ridge, em Nova Jersey. Foto: Nelson Terme/CBF


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