O Brasil, que estreia na Copa de 2026 neste sábado, já disputou dez partidas nesta data ao longo da história, incluindo quatro exibições em Mundiais.
Este sábado, 13 de junho, marca o início da caminhada brasileira na Copa do Mundo de 2026, mas a data já é velha conhecida, carregada de simbolismo para os Canarinhos e ao legado do tetracampeão Zagallo. Em outras edições do torneio, o Brasil entrou em campo neste mesmo dia e construiu resultados expressivos que ficaram guardados na memória do torcedor.
O primeiro grande marco completou 64 anos: em 13 de junho de 1962, a Seleção vencia o Chile por 4 a 2 na semifinal do Mundial, em Santiago. Com dois gols de Garrincha e dois de Vavá, a equipe garantiu a vaga na grande final para, dias depois, bater a Tchecoslováquia e assegurar o bicampeonato.
Goleada rumo ao Penta e estreia com golaço de Kaká
A data também esteve presente na campanha do pentacampeonato, em 2002. Naquela ocasião, o Brasil fechou a fase de grupos goleando a Costa Rica por 5 a 2 em Suwon, na Coreia do Sul, com gols de Ronaldo (2), Edmílson, Rivaldo e Júnior.
A Seleção ainda atuou neste mesmo dia nos Mundiais de 1974 e de 2006, ambos disputados na Alemanha. No primeiro, empatou sem gols com a Iugoslávia na estreia em Frankfurt. No segundo, também em uma estreia de Copa do Mundo, venceu a Croácia por 1 a 0 em Berlim, graças a um golaço de fora da área marcado por Kaká.
Agora, diante do Marrocos, no MetLife Stadium, o objetivo é manter o retrospecto positivo e começar a busca pelo hexacampeonato mundial com o pé direito. O confronto começa às 19h (de Brasília), com transmissão de Globo, SBT, sportv, N Sports, Ge TV e CazéTV.
Retrospecto geral em amistosos e Copas América
Ao todo, o Brasil já disputou dez partidas em dias 13 de junho na história. Além dos compromissos em Copas do Mundo, a Seleção venceu o clube alemão Hamburger SV por 2 a 0 em 1972, com gols de Rivellino e Gérson, e empatou em 1 a 1 com a Áustria em 1973, com gol de Jairzinho. Em 1993, empatou pelo mesmo placar com a Inglaterra em um torneio amistoso nos Estados Unidos.
Pela Copa América, a data traz ótimas lembranças. Em 1997, o Brasil estreou aplicando um sonoro 5 a 0 na Costa Rica, com gols de Ronaldo (2), Romário, Djalminha e González (contra). Em 2021, também na estreia do torneio continental, bateu a Venezuela por 3 a 0 com gols de Marquinhos, Neymar e Gabriel Barbosa.
A memória do dia 13 ainda registra um amistoso em 2017, quando o Brasil goleou a Austrália por 4 a 0 em Melbourne. Aquela partida ficou marcada pelo gol de Diego Souza aos dez segundos de jogo, que entrou para os livros de história como o gol mais rápido já anotado pela Seleção Brasileira.

No desembarque dos campeões de 1970, quando foi técnico, ao lado do “Capita” Carlos Alberto Torres. Foto: Arquivo Nacional
A mística do número 13 e o legado de Zagallo
A estreia da Seleção neste sábado carrega uma coincidência enigmática que promete inflamar a superstição da torcida. O Brasil entra em campo em busca do hexacampeonato exatamente no dia 13 de junho. O número, historicamente renegado por muitos, tornou-se o maior amuleto da história do futebol brasileiro graças à lenda Mário Jorge Lobo Zagallo, o eterno Velho Lobo, que nos deixou no início de 2024.
Zagallo, que conquistou quatro Copas do Mundo pelo Brasil (duas como jogador, uma como técnico e uma como coordenador), era devoto confesso de Santo Antônio, cuja festa litúrgica é celebrada exatamente no dia 13 de junho. Ao longo de sua carreira, o mestre transformou o algarismo em sinônimo de vitória, eternizando frases com 13 letras e prevendo conquistas com base na matemática do número.
“Depois de escrever capítulos memoráveis do esporte mais popular do Brasil e do mundo, Zagallo faleceu em 5 de janeiro de 2024, entrando para a eternidade. Vale lembrar: ‘Zagallo eterno’ tem 13 letras.”
Entrar em campo nesta data especial traz um simbolismo profundo de renovação e proteção para a caminhada comandada por Carlo Ancelotti
Destaque – Garrincha, Vavá e Amarildo comemoram gol da Seleção Brasileira na semifinal da Copa de 1962 contra o Chile. Foto: CBF / Divulgação



