Aos 19 anos, atacante vive sua primeira Copa do Mundo, destaca o “encaixe” do técnico italiano com o Brasil e a amizade com Rayan antes do duelo contra a Noruega


A Seleção Brasileira está em contagem regressiva para o decisivo confronto das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Noruega, que acontece neste domingo (5). Em entrevista coletiva concedida no hotel The Ridge, em Basking Ridge (EUA), o jovem atacante Endrick, de 19 anos, abriu o jogo sobre a sua primeira experiência em Mundiais, a relação com os líderes do elenco e o trabalho sob o comando de Carlo Ancelotti.

Tendo trabalhado com o treinador italiano no Real Madrid, o camisa 9 celebrou o reencontro na Seleção e garantiu que a sinergia entre o comandante e o futebol brasileiro é perfeita. “Acho que não teve encaixe melhor do que ter Ancelotti como treinador do Brasil. Esperamos seguir evoluindo, que é o mais importante para nós nesse ciclo”, afirmou.

Foco na Noruega e paciência pela titularidade

Endrick vem sendo uma espécie de “arma secreta” de Ancelotti no segundo tempo, tendo entrado nas vitórias da fase de grupos sobre Haiti, Escócia e Japão. Mesmo com a grande expectativa do público para vê-lo começar jogando, o atacante demonstrou maturidade ao falar sobre a forte concorrência interna.

“Acho que 26 jogadores estão loucos para jogarem e estão todos muito preparados. Vou esperar Deus e o Mister, que vai fazer o melhor pela equipe.”

Sobre o duelo eliminatório contra a Noruega, o jogador alertou para o fato de o torneio ter entrado em sua fase mais aguda. “É um grande jogo, com grandes jogadores. Estamos buscando sempre melhorar porque sabemos que agora não tem margem para erro”, completou.

 

Endrick durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira no hotel The Ridge, em Nova Jersey
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

Aprendizado com “cascas-grossas” e a amizade com Rayan

Um dos pontos altos da entrevista foi a reverência de Endrick aos atletas mais experientes do grupo. Vivenciando a rotina de uma Copa do Mundo ao lado de referências históricas, ele tenta absorver o máximo de conselhos possíveis de quem já vestiu várias vezes a Amarelinha. “É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney (Neymar), mas Marquinhos, Casão (Casemiro), Alisson. Pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa.”

Além do suporte dos veteranos, Endrick divide o frio na barriga da estreia em Copas com o também jovem Rayan, ex-Vasco, com quem construiu uma rivalidade saudável nas categorias de base (como na final da Copa do Brasil Sub-17 em 2022) e que hoje é o titular do ataque do Brasil. Junto ao centroavante Igor Thiago, o trio lidera a “resenha” da nova geração em solo americano.

“A gente fica trocando resenha, eu e ele sempre vamos dar a nossa vida e não imaginávamos estar aqui com 19 anos. É uma vitória estar aqui e temos que fazer por merecer”, concluiu o atacante.


Destaque – Endrick durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira no hotel The Ridge, em Nova Jersey. Foto: Rafael Ribeiro/CBF


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