Mais do que estética, as unhas funcionam como verdadeiros sinais de alerta do organismo — e podem revelar desde carências nutricionais até doenças mais graves.
As unhas dizem muito mais sobre a saúde do que a maioria das pessoas imagina. Alterações na cor, textura ou formato não devem ser ignoradas: em muitos casos, elas funcionam como um termômetro silencioso do corpo, indicando desde problemas simples até condições médicas que exigem atenção.
Segundo o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia, observar as unhas pode ajudar na identificação precoce de desequilíbrios no organismo.
“Algumas mudanças são passageiras e benignas, mas outras podem sinalizar doenças que precisam ser investigadas”, alerta o especialista.
Mudanças de cor: quando o corpo pede atenção
A coloração das unhas é um dos sinais mais importantes:
• Unhas amareladas podem estar relacionadas a infecções fúngicas, uso excessivo de esmaltes, produtos químicos agressivos ou tabagismo. Em alguns casos, também podem indicar doenças como psoríase ou problemas pulmonares;
• Unhas esbranquiçadas costumam estar associadas a deficiências nutricionais;
• Tonalidade azulada pode sinalizar dificuldades na oxigenação do sangue, sugerindo alterações respiratórias ou cardíacas;
• Manchas roxas ou pretas geralmente aparecem após traumas, mas também podem indicar infecções mais graves ou, em casos raros, até alguns tipos de câncer.
“Nem toda alteração é motivo de alarme, mas mudanças persistentes merecem avaliação médica”, reforça Alarcon.
Unha encravada: um problema comum que pode virar complicação
Outro quadro frequente nos consultórios é a unha encravada, geralmente causada por corte inadequado, uso de calçados apertados, traumas repetitivos ou pelo próprio formato da unha.
Os principais sinais incluem dor, vermelhidão, inchaço e sensibilidade local. Quando não tratada corretamente, pode evoluir para infecções mais graves.
Em casos leves, medidas simples como imersão em água morna com sal, uso de pomadas antibióticas e calçados confortáveis costumam ajudar. Já nos quadros recorrentes ou mais dolorosos, a avaliação de um cirurgião é fundamental.
“Quando há dor intensa ou infecção persistente, o tratamento caseiro pode agravar o problema. Em algumas situações, é necessário realizar a remoção parcial ou total da unha para resolver definitivamente o quadro”, explica o médico.
Cuidado diário e atenção aos sinais
Manter as unhas saudáveis vai além da estética. Práticas simples como boa higiene, proteção contra traumas e uma alimentação equilibrada ajudam a evitar complicações e podem até favorecer o diagnóstico precoce de outras doenças.
Ainda assim, é importante lembrar: as unhas oferecem pistas, mas não substituem um diagnóstico médico.
“Diante de qualquer alteração persistente, a melhor decisão é buscar um profissional de saúde qualificado. A avaliação correta garante segurança, tranquilidade e o tratamento adequado”, conclui o especialista.
Destaque – Imagem: aloart / G.I.



