Desde a queda de Bolsonaro em sua cela, o magistrado está sendo acusado de atentar contra a vida do ex-presidente.
No dia 7 de janeiro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota à sociedade brasileira sobre a assistência ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. No documento, a autarquia informa ter recebido denúncias formais que expressam preocupação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Ele caiu no dia 6 de janeiro e bateu a cabeça, mas só foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia seguinte.
“Entre os pontos destacados estão episódios de crises agudas de diferentes naturezas, trauma decorrente de queda, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis e outras comorbidades associadas ao paciente idoso.”
Em conformidade com a legislação vigente e com o Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos relacionados às denúncias recebidas.
“Sangue nas mãos”, diz Michelle.
No entanto, Moraes decidiu por conta própria, de ofício, suspender a sindicância do CFM e foi além. O magistrado da Suprema Corte determinou que a Polícia Federal (PF) investigue uma eventual conduta ilegal relacionada à instauração do procedimento. Dessa forma também ordenou uma investigação sobre o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, que terá de prestar depoimento como se fosse um criminoso, quando na verdade agiu de acordo com seu dever e competência de acordo com o regimento do Código de Ética Médica e o Código de Processo Ético-Profissional.
O fato está gerando grande movimentação e reações no meio médico e levanta a questão de até onde chegará a atuação de Moraes e os seus limites em nome da “defesa da democracia”.
“Se algo acontecer a Bolsonaro, é sangue nas mãos do Moraes”, disse Michelle Bolsonaro aos jornalistas, fazendo duras críticas às autoridades responsáveis pela custódia de Bolsonaro, ainda no dia 6, e falou que o ex-presidente está sendo torturado. “Isso é fruto de um atentado.”
Destaque – Luta pela vida: O ex-presidente Jair Bolsonaro, vivendo agora entre uma cela e os atendimentos de urgência e emergência em hospitais, as consequências de querer melhorar o país contra os interesses vergonhosos de poder e mesquinharias. Os atentados contra sua vida continuam sorrateiramente, como no episódio da facada durante a campanha presidencial em Minas Gerais, que lhe causam as sequelas de saúde até hoje. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil



