A força de trabalho diminuiu, mas estatisticamente a variação não é considerada significativa em relação ao trimestre anterior.


No terceiro trimestre de 2025, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma redução de 37 mil postos de trabalho no Estado de São Paulo, mas sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior, como também constatou-se quanto à força trabalho.

Assim, a taxa de desemprego atingiu 5,2%, com ajuste sazonal, o que representou um aumento de 0,1 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior. A taxa de desemprego estimada para o Brasil foi de 5,6%. As maiores taxas foram observadas em Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%), enquanto as menores estão em Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%).

O rendimento real mensal médio alcançou R$4.167, mas sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior.

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior

Em comparação com o terceiro trimestre de 2024, a criação de postos de trabalho e a força de trabalho aumentaram, mas sem variações estatisticamente significativas. Assim, a taxa de desemprego diminuiu 0,8 p.p. no período. Já o rendimento real mensal médio, novamente não apresentou variação estatisticamente significativa.

Em relação à posição na ocupação desses postos de trabalho, as ocupações aumentaram entre os trabalhadores por conta própria com CNPJ (+10,9%). E as diminuições ocorreram para os empregados do setor privado sem carteira assinada (-9,4%) e para os trabalhadores domésticos sem carteira (-13,1%).

Para a atividade do trabalho principal ocupado, o destaque foi para a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com uma alta de 6,9%.

Divisão por grupo

A taxa de desemprego foi de 4,2% entre os homens e de 6,5% entre as mulheres.

Na divisão por grupos de idade, o destaque foi a taxa de desemprego entre 18 e 24 anos, de 10,3%. E na divisão por nível de instrução, a maior taxa foi de 11,2% (ensino médio incompleto ou equivalente) e a menor foi de 3,0% (ensino superior completo ou equivalente).

O rendimento real mensal médio para os homens foi de R$4.642 e para as mulheres R$3.576.

O rendimento das pessoas com idade entre 18 e 24 anos foi de R$2.414, ao passo que para as pessoas com idade entre 40 e 59 anos foi de R$4.641. E na divisão por nível de instrução, as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente receberam R$2.436, enquanto que as pessoas com ensino superior completo ou equivalente receberam R$7.318.

Taxa composta de subutilização

A taxa composta de subutilização, resultado da soma da taxa de desemprego, da taxa da força de trabalho potencial e da taxa de subocupação, atingiu 10,7%, o que representa uma redução de 1,6 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2024. Para a média do País, a taxa foi de 13,9%.

Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela inclui também as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.

A taxa da força de trabalho potencial, reflete as pessoas com potencial para estarem dentro da força de trabalho, mas ocorreu um descompasso entre a busca por trabalho e a disponibilidade para trabalhar, foi de 2,5%. Já a taxa de subalocação, que reflete os trabalhadores que trabalham menos horas do que gostariam, alcançou 3,0%.

Por fim, no Estado de São Paulo, o mercado de trabalho ainda segue com um bom desempenho em razão da queda da taxa de desemprego e da melhoria nas condições de inserção no mercado de trabalho em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, apesar do rendimento real mensal médio ter se mantido estável estatisticamente. A taxa de desemprego e a taxa composta de subutilização ainda são as menores da série histórica, e inferiores quando comparadas com as taxas estimadas para a média do Brasil.


Destaque – Imagem: aloart / G. I.


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