Partido Novo oficializa Romeu Zema e Eduardo Girão para a Presidência, foca campanha em ética e moralização, apresenta plano de governo e aciona a Justiça Eleitoral contra propaganda antecipada.
O Partido Novo oficializou a definição de sua chapa pura para a disputa da Presidência da República nas eleições de 2026. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, terá como candidato a vice-presidente o senador cearense Eduardo Girão. Apresentada sob a bandeira do “Brasil Honesto contra o Brasil dos Intocáveis”, a aliança fundamenta sua plataforma no combate aos privilégios no setor público, no enfrentamento aos abusos de poder e na recusa contundente ao uso de verbas públicas para o financiamento de campanhas políticas.
Ao comentar a escolha do vice, Zema ressaltou a postura do parlamentar no Congresso Nacional:
“Sempre quis ao meu lado alguém decente e com ficha limpa. Em oito anos de Senado, Girão mostrou coragem e coerência ao enfrentar o abuso de autoridade, a censura e a farra dos privilegiados de Brasília. Não poderia ser outro nome”, declarou Romeu Zema.
O presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, também destacou a complementaridade dos perfis:
“Girão leva a experiência de um mandato limpo e combativo. Ao lado de Zema, forma a dupla com coragem para confrontar os intocáveis e o compromisso ético necessário para conduzir o país”, afirmou Ribeiro.
Ao aceitar a indicação, Eduardo Girão reiterou as diretrizes de sua atuação parlamentar:
“Recebi esse desafio como uma missão. Quero levar aos quatro cantos do Brasil aquilo que já defendemos em nossos mandatos: mais segurança, mais prosperidade, mais proteção à vida e à família, e menos abusos de quem tomou conta do poder público”, afirmou o senador.
Com a decisão, a sigla reforça posições institucionais históricas no Congresso, como a oposição ao aumento da carga tributária, o combate aos supersalários no funcionalismo público e a defesa de limites de atuação para o Judiciário.

Deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS): candidatura com verba de doações populares e rejeição ao Fundão partidário demonstram a posição de sua campanha de candidatura ao Senado. Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Arrecadação comunitária e recusa ao Fundão
Como vitrine desse modelo de atuação focado na responsabilidade com o dinheiro público, quadros do partido mantêm a política de abdicar do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Partidário). As atividades de campanha e fiscalização da legenda são custeadas por meio de doações voluntárias de apoiadores.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) tornou-se uma das principais referências dessa prática ao alcançar R$ 600 mil em arrecadação via financiamento coletivo para suas ações no Rio Grande do Sul:
“Não é dinheiro de fundo partidário, e muito menos dinheiro de origem suspeita, escondido em caixa de vinho, em lixeira, em livro falso ou em cueca. É dinheiro limpo, doado por milhares de cidadãos que acreditam na transformação do Brasil. Todo esse recurso será investido diretamente no fortalecimento da nossa campanha: custeando santinhos, materiais de divulgação e impulsionamentos digitais para fazer a nossa mensagem de liberdade, verdade e fiscalização alcançar cada canto do Rio Grande do Sul. Obrigado pelo apoio de todos!”, afirmou Van Hattem.
As diretrizes do “Plano Implacável”
Como suporte programático para a gestão do Poder Executivo, o partido apresentou o documento batizado de “Plano Implacável”. O programa consolida um conjunto de reformas estruturais, fiscais e administrativas, sintetizado nos seguintes eixos estratégicos:
• Privatizações e eficiência administrativa: Proposição de amplo programa de desestatização, englobando empresas estatais estratégicas como a Petrobras, com o objetivo de reduzir o tamanho da máquina pública e eliminar ineficiências operacionais.
• Corte de privilégios e reforma institucional: Reestruturação das carreiras do funcionalismo público, corte de gastos administrativos e alteração das regras de funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a implementação de mandatos com tempo determinado e restrições de parentesco para nomeações.
• Reorientação diplomática e abertura comercial: Proposta de transição para a saída progressiva do bloco BRICS e foco na integração plena do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), visando atração de investimentos estrangeiros diretos.
• Endurecimento penal e segurança pública: Fortalecimento do combate ao crime organizado, revisão de penas e ampliação da autonomia das forças de segurança nos estados.
• Ambiente de negócios: Simplificação tributária, desburocratização de processos produtivos e incentivo à livre iniciativa para a geração de empregos.

Senador Eduardo Girão candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, candidato à Presidência, mbos do Partido Novo. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Ofensiva judicial no TSE por propaganda antecipada
No campo da fiscalização e do enfrentamento político, o Partido Novo protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) com pedido de cassação do registro e declaração de inelegibilidade da chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
A representação contesta episódios ocorridos em fevereiro, quando a escola de samba Acadêmicos de Niterói prestou homenagem ao presidente durante o Carnaval do Rio de Janeiro. A legenda alega que a estrutura e recursos indiretos caracterizaram propaganda eleitoral antecipada mediante abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
A ação foi apresentada no sábado (8), concomitantemente ao registro oficial da candidatura adversária na plataforma do TSE.
“Trata-se de um episódio emblemático de abuso de poder econômico, em que recursos e estrutura do Estado foram colocados a serviço da candidatura de Lula meses antes do início oficial da campanha”, apontou o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro. “É inaceitável que fique por isso mesmo.”
A iniciativa soma-se a representações apresentadas perante o Tribunal de Contas da União (TCU) e consolida a estratégia da legenda de tensionar o cumprimento da legislação eleitoral junto às instâncias superiores da Justiça.
Destaque – Partido Novo oficializa a definição de sua chapa pura para a disputa da Presidência da República nas eleições de 2026 e o seu Plano Implacável de Governo. Imagem: ChatGPT Ia Image / +aloart / G. I.



