Defesa Civil paulista emite alerta vermelho para nove regiões administrativas devido ao avanço de uma frente fria associada a um ciclone bomba; saiba como se prevenir.
O avanço de um ciclone extratropical formado na Região Sul do país provocará rajadas de vento intensas no estado de São Paulo. De acordo com a Defesa Civil estadual, os ventos podem atingir velocidades de até 100 km/h, colocando nove das 16 regiões administrativas paulistas em alerta vermelho, classificação que indica risco muito alto para transtornos e acidentes.
Estão sob o nível máximo de atenção as regiões de Marília, Bauru, Itapeva, Registro, Sorocaba, Campinas, Santos, Vale do Paraíba/Litoral Norte e a Região Metropolitana de São Paulo. As demais áreas do estado — Araçatuba, Araraquara, Barretos, Franca, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto — encontram-se em alerta laranja, equivalente a risco alto.
Dinâmica do fenômeno meteorológico e áreas de maior impacto
A instabilidade atmosférica é decorrente da rápida intensificação do sistema meteorológico, caracterizado como um “ciclone bomba” em razão da queda severa na pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo.
“O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria. Hoje (quinta-feira) ainda teremos uma intensidade moderada a forte, com ventos até 70 km/h. Amanhã (sexta-feira), os ventos serão fortes ou muito fortes, podendo chegar até 100 km/h. Depois, no sábado, o fenômeno começa a perder força”, afirma o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo William Minhoto.
A previsão aponta ainda para a ocorrência de pancadas de chuva acompanhadas de descargas elétricas, o que eleva o potencial de danos estruturais e interrupções no fornecimento de energia elétrica. A Baixada Santista figura entre as localidades com maior vulnerabilidade. Conforme explicação técnica da Defesa Civil, a topografia da Serra do Mar atua como uma barreira física que impede a livre circulação das massas de ar, refletindo os ventos e intensificando o impacto das rajadas no litoral.
“Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal”, diz o meteorologista William Minhoto. Os modelos numéricos indicam que a escala do sistema fará com que seus efeitos cruzem o Oceano Atlântico até atingir a costa da África do Sul.
Recomendações de segurança para a população
Diante do cenário adverso, as autoridades estaduais de proteção e defesa civil orientam a adoção de medidas preventivas para mitigar riscos de acidentes em três fases do evento:
○ Antes da ventania: Recolher ou fixar objetos soltos em quintais, varandas e sacadas, como vasos e cadeiras. Verificar a fixação do telhado e realizar manutenção em caso de infiltrações, estalos ou telhas quebradas.
○ Durante a ventania: Buscar abrigo em construções de alvenaria e evitar proximidade com janelas de vidro, árvores, placas e fiação elétrica. Motoristas devem reduzir a velocidade e manter distância de segurança de outros veículos. Trabalhos em altura devem ser imediatamente suspensos.
○ Após a ventania: Não subir em telhados sem equipamentos de proteção. Em caso de cabos elétricos caídos ou trincas estruturais no imóvel, afastar-se do local e acionar os órgãos competentes.
Canais oficiais de alerta e emergência
O governo do estado mantém o serviço gratuito de alertas via SMS. Para cadastramento, basta enviar o CEP da residência ou local de interesse para o número 40199. Os avisos também podem ser acompanhados pelo aplicativo Alerta SP.
Em situações de emergência, os canais diretos de atendimento são:
• Defesa Civil: 199
• Corpo de Bombeiros: 193
• Polícia Militar: 190
Destaque – Previsão de ventos fortes de até 100 km/h coloca o estado de São Paulo em nível de alerta com a chegada de ciclone extratropical. Imagem: aloart / G. I.



